Abrindo o jogo: entrevista com Edu Falaschi

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Por Marcos Garcia, Fonte: Metal Samsara
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Falar em Edu Falaschi é lembrar de nomes como ALMAH (sua banda atual), SYMBOLS, e obviamente, ANGRA, bem como seus trabalhos como produtor musical bem respeitado no meio Metal nacional.

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Aproveitando que a banda tocará no RJ em 03 de agosto, e com a ajuda providencial da Blog’n’Roll Produções, tivemos a oportunidade de entrevistar Edu e saber um pouco mais de aspectos de sua carreira, bem como alguns temas mais polêmicos.

BD: Primeiramente, muito obrigado por nos atender, Edu. A primeira pergunta é bem simples: como surgiu seu interesse por música, e como foi seu começo em termos de Metal?

Edu Falaschi: Ola amigos! Valeu pela oportunidade, enfim, eu comecei muito jovem, tocando violão, bateria e guitarra, por causa do meu pai que amava música, mas minha primeira banda profissional, do qual cheguei a gravar um LP, foi o MITRIUM em 1990, mas em 1984 foi que eu comecei a ouvir metal.

BD: Uma curiosidade que chega a saltar os olhos é: você tem um irmão que também é músico e trabalha com produção musical, o Tito, que chegou a estar com você na época do SYMBOLS, e apesar de bem ativo, parece que pouco chegaram a trabalhar juntos depois de sua entrada no ANGRA, só umas participações aqui e ali, não é? E não chega a rolar uma ideia, uma nostalgia de vez em quando de um show “reunion” especial do SYMBOLS? E digamos de passagem, eu o invejo por ter um irmão no meio (risos).

EF: Claro, o SYMBOLS marcou muito minha história! E fizemos em 2012 um show de 15 anos da banda. Foi muito bacana e emocionante! A saudade sempre fica, mas seguimos caminhos distintos, quem sabe mais pra frente fazemos algo de novo.

BD: Falando do ALMAH, a banda foi fundada quando você ainda estava no ANGRA, então, como foi que surgiu a idéia de formar uma segunda banda, e qual seria a motivação para tanto?

EF: Fiz um disco solo em 2006, que se chamou ALMAH by Edu Falaschi, mas ai a coisa cresceu e eu transformei o projeto em banda em 2008 com o CD "Fragile Equality".

Eu estava no ANGRA havia 6 anos e eu já estava muito cansado de algumas coisas então eu só quis relaxar fazendo música sem pressão.

BD: Centrando mais no ALMAH, “Almah” e “Fragile Equality” deram um “warm up” interessante ao trabalho do grupo, mas é com “Motion” que a banda realmente explode no Brasil, sendo reconhecida por público e crítica. Quais seriam os motivos para este reconhecimento somente após o terceiro CD? Só falta me dizer que acredita na tese que “o terceiro CD é sempre o que define uma banda”, como muitos apregoam por aí... (risos)

EF: Olha, acho que as pessoas que “apregoam” estão certas, (risos). Mas na verdade foi no "Motion" que a banda teve seu destaque como identidade. O que fizemos no "Motion" é diferente da maioria das bandas e nos destacou num mar de mesmices, no Brasil e no Exterior, então acho que isso foi importante pra esse salto que você comentou.

BD: Em “Motion”, é mais perceptível grande influência do Metal tradicional com aquela pegada mais pesada e moderna, fugindo um pouco do que você já havia feito antes. O que aconteceu após “Fragile Equality” que os levou a essa pegada mais agressiva? Aliás, em “Motion” é onde, particularmente, achei sua voz no melhor momento da carreira...

EF: Opa, valeu, então, acho que a inserção da guitarra de 7 cordas foi fundamental e a definição mais clara do nosso estilo de compor, que deu a identidade da banda, isso nos motivou a seguir nesse caminho, que já pintava no "Fragile Equality" com musicas tipo, "Torn" e "Fragile Equality".

BD: Ano passado, um pouco depois do Rock in Rio, “Unfold” chegou na lojas, mostrando um trabalho um pouco menos intenso e agressivo, mas ao mesmo tempo, parece quase uma fusão de tudo que a banda fez entre “Almah” e “Motion”, mas com um enfoque bem mais empolgante e grandes refrões. Realmente, é esta a intenção por trás do CD, ou há uma explicação diferente na sua visão?

EF: O "Unfold" é mesmo um apanhado de tudo que fizemos no ALMAH, mas com o mesmo direcionamento moderno que já caracterizou nossa identidade. Mas mantivemos as 7 cordas, peso e melodias marcantes.

BD: Bem, “Unfold” já está quase com um ano de lançado, logo, como foi a recepção dos fãs ao disco?

EF: Esse foi nosso melhor momento! A banda cresceu muito desde então! Já, já, finalizaremos a "Unfold World Tour", onde passamos por Rock in Rio, Europa e Brasil, vamos fechar essa tour com cerca de 50 shows, o que é uma grande vitória da banda. Mas é só o inicio de uma banda nova e moderna, 2015 será ainda melhor e assim por diante.

BD: Edu, me perdoe por meter o dedo em algo já passado e meio chato, mas houve aquela época muito chata para ti que foi quando tudo e todos pegaram em seu pé por conta das suas declarações no programa Rock Express. Acredito no direito de resposta, logo, o espaço é seu para se expressar, e sem censura alguma.

EF: Já expressei tudo o que eu penso ou pensava (risos), expliquei e RE-expliquei, não vou desenhar! (risos). Recomendo pesquisarem sobre o Mito da Caverna. Talvez isso ajude (risos)!

Tá tudo certo! Segue o jogo que o ALMAH tá na área! E é só nisso que eu penso profissionalmente hoje em dia! No ALMAH, na minha carreira como um todo e em mais ninguém. O ALMAH é foda e “Vamos pra cima”!

BD: Esse ano, infelizmente, perdemos o Paulo Schroeber, que tocou guitarra no ALMAH no “Fragile Equality” e no “Motion”. Qual foi a sensação que teve ao saber da notícia, já que teve proximidade com ele por anos? E podemos esperar alguma homenagem a ele nos próximos shows ou CD do ALMAH?

EF: Cara, foi destruidor, ficamos arrasados! Ele estava pra voltar pra banda! Mas o fim foi trágico! Mas a vida é assim, temos que lutar e ser fortes. Sempre lembraremos do Paulo com muito carinho e saudades. As homenagens serão eternas.

BD: Voltando a falar de música, vocês fizeram um ótimo show no Rock in Rio, e agora, a Blog’n’Roll está trazendo o ALMAH de volta ao Rio de Janeiro. Qual a sua expectativa para este show? Esperamos surpresas!

EF: Vamos botar pra “Piiiiiii”! (risos)! Amo o Rio e será muito especial voltar pra “casa” mais uma vez!

BD: A última: você tem trabalhado muito como produtor musical. Como consegue associar a carreira de música e produtor? Isso não chega a causar problemas de agenda para o ALMAH? E quais são seus trabalhos atuais? Alguma banda a nos indicar que está ou esteve sob sua tutela?

EF: Verdade, não é fácil! Mas ultimamente estou só com o ALMAH, que está me tomando muito tempo! logo apresentarei novas bandas que produzirei!

BD: Agradecemos demais por sua atenção, Edu, e o espaço é seu para sua mensagem final aos nossos leitores.

EF: Valeu galera!!! Vejo vocês no Rio e em Volta Redonda!!!

Contatos:

http://www.almah.com.br
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Post de 30 de julho de 2014

Sobre Marcos Garcia

Marcos Garcia é Mestrando em Geofísica na área de Clima Espacial, Bacharel e Licenciado em Física, professor, escritor e apreciador de todas as subdivisões de Metal, tendo sempre carinho pelas bandas mais jovens e desconhecidas do público, e acredita no Underground como forma de cultura e educação alternativas. Ainda possui seu próprio blog, o Metal Samsara, e encara a vida pela máxima de Buda "esqueça o passado, não pense no futuro, concentre-se apenas no presente".

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