Destruction: Schmier diz que são afortunados por viver de música

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Por Roberto Ferreira Jr., Fonte: 69 Faces Of Rock, Tradução
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Mark Kadzielawa da 69 Faces Of Rock conduziu recentemente uma entrevista com o baixista/vocalista SCHMIER, da banda veterana de Thrash Metal Alemã DESTRUCTION. Seguem alguns trechos do bate papo.

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69 Faces of Rock: “Lá se vão quase dois anos desde que o seu último álbum de estúdio, “Spiritual Genocide”, foi lançado. Como você está se sentindo agora, enquanto está promovendo o disco?”.

Schimier: “Me sinto ótimo porque nós planejamos fazer um álbum que soasse novo. Quando você o ouve, não parece que ele foi feito por uma banda que está na estrada há 31 anos. Acho que nós estamos um pouco mais satisfeitos com o som. Soa mais natural do que o álbum anterior. Considerando as circunstâncias, não fizemos um grande disco. Havia muitas pessoas nos questionando porque nós fizemos o álbum tão rápido. Foram só dois anos desde que o álbum anterior foi lançado. Algumas pessoas estavam nos acusando de compor muito rápido, mas nós não compomos rápido. Nós compomos quando estamos inspirados. Há semanas e meses em que nada acontece, mas de repente você senta e compõe. Está funcionando. Eu ainda gosto do álbum. Nós tocamos duas músicas desse disco na turnê atual. O trabalho mais recente é algo que você critica depois de um tempo, ou você acaba gostando muito. E depois de dois anos, eu ainda gosto muito do álbum. Eu acho que os dois últimos álbuns são os melhores.".

69 Faces Of Rock: Uma das músicas do último álbum se chama “Legacy Of The Past”. A música fala sobre a cena underground dos anos 80. Do que você sente falta daquela época?

Schmier: “Eu acho que a valorização era muito diferente. Eram todos jovens que estavam vivendo pelo metal. Agora o metal está sendo mais consumido, e eu posso ver isso. Nós temos mais e mais banda de metal surgindo, e o público já não valoriza muito isso, em alguns países pelo menos. Claro, aquela onda foi fabulosa. Mas, se você vai pra América do Sul, ou algum país do extremo oriente, você ainda tem aquele sentimento. Mas se você está num mercado que está saturado, então aquela sensação vai embora porque tudo se resume em consumir e fazer dinheiro. A cena Metal na Europa está enorme agora. Você tem o Wacken (Open Air Festival) que tem os ingressos esgotados para 100 mil pessoas em um dia. Às vezes o lance está extrapolando. Se a cena explode, sempre há muita comercialização. Isso é de certa forma um problema. A mesma coisa acontece aqui nos Estados Unidos. "

69 Faces Of Rock: “As coisas são mais fáceis para os sobreviventes do underground como vocês?".

Schmier: “Nós conseguimos levar a vida com o que fazemos, e quantas bandas podem dizer isso? Quantas bandas de Heavy Metal podem realmente viver de sua música? Nós planejamos sair muito em turnê, tocar muito. Nós não fazemos muito dinheiro, mas nós podemos viver de música e visitar muitos países bacanas. É uma grande conquista para nós, e é um prazer fazer isso. Eu realmente não posso reclamar. Claro, ganhar mais dinheiro seria bom, mas eu realmente gosto de como as coisas são agora. É maravilhoso que depois de 30 anos nós ainda podemos estar no negócio, e ainda tocar em grandes festivais, e ainda excursionar pelo mundo. Eu não posso reclamar.".

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Post de 19 de maio de 2014

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Sobre Roberto Ferreira Jr.

Nascido na cidade de São Paulo, mudou-se para o interior ainda pequeno. Baterista há 20 anos, teve seu primeiro contato com a bateria aos 11 e aos 15 já tocava no no circuito underground. Atuando profissionalmente como fotógrafo e câmera man, participou da cobertura de vários shows e festivais. Algumas de suas influências musicais: Jethro Tull, Kansas, Pink Floyd, Motörhead, Black Sabbath, Rolling Stones, Iron Maiden, Rainbow, Deep Purple entre outras. Atualmente está mais focado no som setentista, mais progressivo, mas sem perder o peso do metal.

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