Priorato: banda se mostra promissora e persistente
Por Vitor Franceschini
Fonte: Blog Arte Metal
Postado em 26 de março de 2013
Como a maior força do Metal sul-americano, nós brasileiros mesmo assim sabemos das dificuldades que é fazer o gênero 'acontecer' aqui por esses lados. Mesmo depois de diversas conquistas e o surgimento de bandas de renome internacional por aqui, ainda sofremos e temos o destino fadado ao underground, o que talvez não seja um problema, já que a grande mídia não só ignora o Metal como também o condena. Imagine uma banda vinda do Equador, um país mais pobre e menor que o Brasil, mas que pode se comparar proporcionalmente pela cena independente? O Priorato vem de lá e se mostra uma banda promissora e persistente, que não se deixa levar por qualquer coisa. Investindo em uma sonoridade sem limites, Agressive Metal, como gostam de chamar, a banda adotou o idioma inglês apenas em seu segundo disco e já se prepara para o seu terceiro lançamento em apenas 5 anos de carreira. O vocalista e guitarrista Caluco Roldan nos falou mais sobre esses assuntos, além de nos contar um pouco da cena de lá. Completam esse timaço: Esteban Benalcazar (baixo) e Dan Benalcazar (bateria).
Primeiramente conte-nos um pouco como se formou o Priorato e qual o significado do nome da banda?
Caluco Roldan: A banda foi formada em meados de 2008, a ideia de formar a banda surgiu quando quisemos fazer uma música sem rótulos, ou seja, música e simplesmente se divertir, nunca pensei em fazer este ou aquele gênero, a ideia sempre foi a de fazer boa música, bom Metal! O nome da banda tem a nossa força e atitude. Com cada canto, cada letra forjamos esse nome e damos-lhes um contexto. Priorato significa importância para nós, é que nos faz sentido para a vida.
Gustavo Anunciação Lenza | Luis Alberto Braga Rodrigues | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Como foi compor "Negative"? Houve alguma pressão pelo fato de ele ser o segundo trabalho do Priorato?
C.R.: "Negative" foi um álbum importante para nós. Há músicas nele que foram compostas há muitos anos antes, sendo que outras surgiram após o lançamento do nosso primeiro álbum "Camino al Priorato" (2009). "Negative" foi realmente que registramos mais profissionalmente, trabalhamos o suficiente tanto na pré-produção quanto na pós, e o objetivo era produzir uma obra que mostra a atual fase da banda, riffs pesados e letras honestas. "Negative" é uma ode contra os vícios pessoais.
Aliás, qual a principal diferença vocês vêm entre o primeiro trabalho "Camino al Priorato" (2010) e "Negative"?
C.R.: Talvez a qualidade da produção, já que gravamos o primeiro álbum em apenas uma semana e fizemos diversos 'takes' ao vivo. "Negative" foi gravado com mais atenção aos detalhes. Acredito que o nível musical dos dois é bom, mas "Negative" tem uma larga vantagem no nível de produção.
No primeiro álbum vocês cantavam em espanhol, por que decidiram cantar em inglês em "Negative"?
C.R.: O primeiro álbum "Camino Al Priorato" teve 3000 downloads em seus dois primeiros anos e de diversos países que não falam espanhol. Recebemos diversos e-mails pedindo-nos canções em inglês, pois seria entendido por todos, pois é uma língua altamente globalizada. Essa foi a razão pela qual fizemos o registro em inglês, para que todos pudessem entender. Isso nunca foi uma mudança comercial. Inclusive lançamos uma versão em espanhol para Out Of Spite, de "Negative", e estamos prestes a lançar mais algumas canções em espanhol deste disco.
Apesar de se auto rotular Thrash/Black Metal, a sonoridade do Priorato vai além, sendo até difícil de rotular. Como vocês definiriam o som da banda?
C.R.: Nós, na verdade, nos chamamos de Agressive Metal, mas um gênero musical é uma atitude. Muitas bandas se propõem a fazer apenas um gênero e não ficam mais livres, já nós temos a liberdade para compor e escrever músicas, seria desonesto tocar apenas Death ou Black Metal, pois há coisas além dessas que gostamos mais, e é por isso que não nos rotulamos, apenas fazemos Agressive Metal!
Essa versatilidade de estilos pode fazer com que a banda perca a identidade. Não é o caso de vocês, mas vocês não temiam isso na hora de compor?
C.R.: Medo teríamos se fizéssemos músicas ruins, mas o público se encarrega de nos apoiar e tem desfrutado de nossas músicas. Mas é como eu disse, somos uma banda que compomos sem nenhum tipo de bloqueio. Seria desonesto tocarmos apenas um estilo quando na verdade gostamos de vários gêneros. Acho que a identidade da banda é muito forjada, é por isso que muita gente conhece nosso som, não teríamos identidade se fizéssemos apenas um sub gênero.
Aqui no Brasil sabemos pouco sobre a cena Metal equatoriana, fale-nos um pouco de como é o underground por aí? Há espaços e boas estruturas para shows? Como está a agenda da banda?
C.R.: Aqui há poucos grandes eventos, massivos. A maioria são concertos realizados pelas próprias bandas ou pessoas que realmente apoiam a cena Metal do Equador.
Vocês conhecem algo da cena Metal do Brasil? Vocês têm vontade de tocar por aqui, já houve algum contato para que isso acontecesse?
C.R.: Muito, a maioria de nós cresceu ouvindo bandas brasileiras e sabemos que a cena Metal é muito forte por aí. Tivemos o prazer de ter nossa música executada em diversas estações de rádio e muitos amigos brasileiros baixaram nossos álbuns, além de se juntarem à nossa página no Facebook. Recentemente tivemos uma abordagem com um promotor de shows do Brasil, esperamos que algo se materialize este ano.
Sei que vocês já estão preparando um novo trabalho. A quantas anda isso e quais os planos para 2013?
C.R.: Você foi o primeiro a saber sobre esse novo trabalho que terá o nome de "Borned To Die". Esse álbum terá 10 faixas e guarda uma perspectiva conceitual, temos temas muito enraizados em nosso som, além de vários temas onde se nota a nossa evolução. Pretendemos lançar esse disco em agosto, portanto em junho lançaremos um single.
Muito obrigado, podem deixar uma mensagem.
C.R.: Muito obrigado por esta oportunidade de falar com o povo brasileiro e muito obrigado ao Brasil pelo apoio que nos deram. Obrigado e lembrem-se de nos adicionar no Facebook:
http://www.facebook.com/PRIORATO.BAND
Abaixo segue o link para que possam baixar nosso álbum "Negative".
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