Vivendo do Ócio: Jajá Cardoso é entrevistado pela Guitar Talks
Por Crysthian Gonçalves
Fonte: Guitar Talks
Postado em 27 de janeiro de 2013
Após o estouro em 2008, os baianos do Vivendo do Ócio entraram na cena alternativa e desde então conquistaram o Brasil com seu rock autêntico. Davide Bori, Dieguito Reis, Luca Bori e Jajá Cardoso se definem mais que uma banda; uma família roqueira. Hoje, morando em São Paulo, contam com três álbuns de estúdio, tendo no mais recente "O Pensamento É Um Imã" faixas como "Nostalgia" que foi indicada a música do ano no VMB 2012 e ocupou a primeira posição do TOP 10 MTV.
O vocalista e guitarrista Jajá Cardoso conversou com o Guitar Talks sobre como foi a explosão há cinco anos, quando o grupo venceu o projeto Guaraná Gas Sound que proporcionou o contrato com a gravadora Deck Disc. saiba das Influências, projetos paralelos, clipes, a expectativa para o festival Lollapalooza, no qual se apresentarão ao lado de grandes bandas como Planet Hemp, Kaiser Chiefs e Pearl Jam, entre outros assuntos você confere agora.
Guitar Talks - Como foi participar do projeto Guaraná Gas Sound em 2008 e o que ele trouxe de positivo pra banda?
Jajá Cardoso - Foi uma boa experiência. Foi nossa primeira divulgação nacional e ter vencido foi ainda melhor porque daí gerou nosso primeiro álbum e contrato com a Deckdisc. Disso veio a ideia de ir pra Sampa fazer uma temporada de divulgação e acabamos nos mudando de vez em 2009. As coisas foram acontecendo e percebemos que poderíamos expandir mais nosso som.
GT - Quais são as influências da banda, além de musicais?
A ideologia de Domenico de Masi sobre o "Ócio Criativo" é uma forte influência. Eu, particularmente, estou sempre buscando influências, seja em filmes, seja em livros, e a mais importante entre elas é o cotidiano. Estar atento e absorver o que acontece e o que é dito a sua volta é importantíssimo para crescer as composições, ter simplicidade.
GT - Vocês têm alguns projetos paralelos ao Vivendo do Ócio. Fale um pouco deles para nós.
Luca e Dieguito tem um duo de baixo e bateria chamado Contra Senttido, que fazem um som desprendido. Eles não possuem estilo definido ou padrão, deixam a música fluir, já fizeram até uma música no idioma Tupi. Eu tenho planos de lançar alguma coisa também esse ano. Estou me juntando com dois grandes amigos e assim que passar essa temporada na Bahia, quando voltar para Selva de Pedra, vamos colocar pra frente e ver no que dá.
GT - Você já tocou em uma banda de Soul/Funk Gospel. Você tem algum posicionamento religioso hoje?
Como você soube disso? (risos) Então, já toquei baixo num grupo chamado "Eu Soul" e foi uma curta experiência, porém muito massa. Os caras eram puro groove, aprendi muito, mas não me achei no evangelho e a banda também acabou só tendo feito um pocket show para alguns amigos. Sempre fui muito espirituoso, mas não sou ligado a nenhuma religião. Eu discordo de muitas delas na verdade, mas respeito como um mecanismo de controle social. Meu pai, por exemplo, largou o vicio do álcool há décadas e uma coisa que sem dúvida o ajudou muito foi a religião. Depois ele foi vendo o que achava certo e errado e seguiu seu caminho.
GT - Hoje vocês estão morando em São Paulo. Qual a diferença da cena local pra cena baiana?
São muitas diferenças, difícil até de comparar. Chegou a um ponto que ficamos praticamente sem lugar pra tocar, porque já estava num ciclo. Sabíamos que não iríamos passar de onde estávamos, foi uma escolha certa ter mudado. São Paulo é imensa, tem muito lugares para tocar, além das cidades do interior que são ativas nesse sentido. Também a mídia abre espaço pra um conteúdo mais alternativo, existem também muitos programas de internet e etc. Isso também ajuda muito na divulgação.
Acesse o Guitar Talks para ver a matéria na íntegra:
http://www.guitartalks.com.br/entrevista/141
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