Agent Orange: "uma das bandas mais antigas em atividade"
Por Paulo Finatto Jr.
Fonte: Rádio Putzgrila
Postado em 19 de maio de 2012
Considerada um dos expoentes do hardcore californiano, a banda AGENT ORANGE visitou recentemente o Brasil mais uma vez, entre os meses de abril e maio. O grupo, que iniciou a sua trajetória em 1979, tocou no Rio de Janeiro (25/4), Florianópolis (27/4), Santos (29/4), Porto Alegre (1º/5) e São Paulo (1/5).
Na capital gaúcha, o líder Mike Palm (vocal/guitarra) concedeu uma entrevista à Radio Putzgrila, em que desmentiu a informação de que não gosta de ser associado à cultura do skate e disse estar feliz por fazer música há mais de 30 anos.
Vocês gostam de tocar em lugares pequenos?
Mike Palm – Sim! Nós gostamos de tocar em todos os lugares e isso é algo muito bacana. Não sinto que muitas outras bandas façam isso. Gostamos de tocar em lugares nos quais curtiríamos assistir a um show. Tocamos em um grande festival nos Estados Unidos e, no outro dia, nos apresentamos no menor clube de Orange County.
O AGENT ORANGE é frequentemente associado à cultura do skate. Porém, existem boatos de que vocês não gostam dessa relação. É verdade?
Mike Palm - Isso é desinformação! É o lado ruim da Internet: nem tudo é verdade! É coisa da Wikipédia, onde qualquer pessoa pode colocar o que quiser. Algum idiota postou isso lá e algumas pessoas acreditaram. A verdade é que eu andava de skate anos antes de começar a banda. Era fazendo isso que eu gastava a maior parte do meu tempo. Meu foco era realmente o skate quando montei a banda. Foi algo que aconteceu quando todos os meus skates quebraram, que minhas rodas estragaram, meus rolamentos estouraram. Foi uma espécie de transição. O skate é algo que sempre esteve muito próximo a mim.
No release que consta no Myspace do AGENT ORANGE está escrito: "Never bought in, never sould out. Blazed a musical trail so wide that imitators had no trouble driving right up the middle of it in an armored truck full of major label cash" O que esse trecho realmente significa?
Mike Palm – É duro abrir um caminho, porque você é o único que realmente faz o trabalho pesado, limpa a estrada e faz as coisas darem certo. Então, outras bandas que apareceram depois, imitando seu estilo, passam com um grande caminhão cheio de dinheiro bem no meio dessa estrada que você fez. (...) Para mim, a recompensa é quando alguém fala comigo e diz "eu vi vocês a primeira vez que vieram para o Brasil". É tão legal ver que as pessoas estavam lá, que lembram. E isso não acontece se você desistir. (...) Não tenho certeza, mas acredito que sejamos uma das bandas punks mais antigas que existem por aí em atividade.
A entrevista completa pode ser conferida no link
http://radioputzgrila.com.br/site/2012/05/a-cor-do-som-e-laranja-entrevista-com-mike-palm-agent-orange/
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