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Saxon: entrevista com Biff Byford, sobre o último álbum

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Por Luis Augusto Bueno de Amorim, Fonte: About.com, Tradução
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Marcus Jervis do About.com, entrevistou o vocalista da lenda britânica chamada Saxon. Confira o que Biff Byford disse em alguns trechos desta entrevista ocorrida em setembro de 2011.


Marcus Jervis: Call To Arms é provavelmente o melhor disco do Saxon em vários anos. Você se orgulha disso?

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Biff Byford: Sim, nós amamos isso. De certa forma isto é uma aposta pois escrevemos e gravamos de formas diferentes do convencional. Não conta com uma produção tão pesada como os nossos outros álbuns recentes, com coros e teclados. Este serviu para voltarmos para a ideia de ter 5 caras trancados em uma sala tocando músicas juntos.

Marcus Jervis: Este álbum parece ser mais um clássico dos anos 80 em alguns aspectos.

Biff Byford: Ele tem um som retro, que vem principalmente de Toby, nosso produtor. Ele nos encorajou a voltarmos com o som clássico do Saxon. Sabe como é, não há bateria eletrônica, músicas são tocadas durante todo o tempo, e não há trapaças de estúdio no álbum.

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Marcus Jervis: É assim que um álbum pode ser na era digital?

Biff Byford: Acho que existe uma linha tênue entre manter essa margem bruta, e a digitalização geral. Não soa como uma banda de garagem, mas acho que os Foo Fighters fizeram algo semelhante em seu novo disco, mantendo essa sensação de som ao vivo. É algo mental mesmo, nunca se sabe como vai soar aquilo até que esteja no final do processo.

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Marcus Jervis: Liricamente, "Call To Arms" parece explorar alguns temas clássicos do Saxon. "Ballad Of The Working Man", por exemplo parece recordar as raízes da banda na classe trabalhadora.

Biff Byford: Esta música em particular foi inspirada por Toby, então devo agradecê-lo por isso. "Ballad Of The Working Man" é mais como poesia ou verso, está escrito dessa forma. É sobre como o homem ou mulher que trabalha constrói o espírito do país. Mineiros, Bombeiros, Juízes, Quando todos estão em ação o país se sente bem. A música relata as formas mais antigas e tradicionais de trabalho, porém o sentimento é o mesmo em qualquer nação e as pessoas podem se relacionar com isso.

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Marcus Jervis: Um bom número das outras faixas falam sobre estar firme e ser forte diante das adversidades.

Biff Byford: Quando você olha para nossas músicas, surgem coisas como "Never Surrender" e "Stand Up And Be Counted". O tema "Underdog" sempre esteve vivo no Saxon. Concordo com você que nós voltamos um pouco no tempo.

Marcus Jervis: Nos anos 90 o nu-metal e o grunge infestaram a cena, mas o Saxon nunca deixou de tocar heavy metal. Além disso a banda passou a soar mais pesada e mais obscura. Já houve tentações de seguir as tendências no Saxon?

Biff Byford: Bom, todos sabem que nós tentamos em dois ou três álbuns, mas nunca estivemos confortáveis com esse tipo de rock de arena. O Def Leppard por exemplo, sempre foi melhor que nós nisso. Então foi melhor deixar isso para eles.
Nós voltamos a escrever canções de heavy metal, mas sem a intenção de soar mais pesados ou mais obscuros. Os grandes dias do heavy metal naquela época haviam terminado, e nossas músicas competiam com Machine Head e Pantera.

Marcus Jervis: A cena do continente Europeu foi muito importante nesse período, certo?

Biff Byford: A Alemanha, nos manteve vivos durante esses anos. Foi o mesmo para o Maiden quando o Bruce saiu.

Marcus Jervis: Alguns cantores, parecem perder a potência na voz ao longo do tempo, mas você parece estar melhorando a cada disco. Como você explica isso?

Biff Byford: Eu provavelmente sou um aprendiz lento e atrapalhado. Quando eu era mais jovem eu não me ligava muito em certas substâncias que vão acabando com o cara.
Tenho sorte, pois posso fazer dois tipos de linhas vocais. Posso uma hora cantar como Dio, e outra hora como Brian Johnson.

Marcus Jervis: Seu público vai mudando ao longo do tempo, e eu creio que você já deve ter percebido o imenso público de fãs jovens que o Saxon tem hoje.


Biff Byford: É os jovens estão conosco. Acho que isso se deve à imprensa e também às declarações de bandas como o Metallica nos citando como influências. Somos gratos à essas bandas sempre. Temos agora que dar motivos para o público novo sairem de suas casas e vir nos ver ao vivo. Na Europa sempre fomos "populares", mas na América ainda somos mantidos como uma espécie de banda underground, exceto em algumas cidades onde quebramos essa barreira.

Marcus Jervis: Você está programado para estar na estrada até o final do ano. O que os fãs podem esperar dos shows?

Biff Byford: Depende de quanto tempo poderemos tocar. Provavelmente haverão cinco ou seis músicas do novo álbum, mas o setlist americano serpa diferente do europeu, já que não há turnê em todos os discos, não seria justo tocar apenas coisas de "Call To Arms". Há detalhes como os álbuns "Power And The Glory" e "Crusader", que venderam mais nos Estados Unidos. É simplesmente emocionante estar em turnê novamente.

Marcus Jervis: Alguma mensagem final para os fãs?

Biff Byford: O Saxon sempre está citando no título de suas músicas, e "Never Surrender" parece ter sido o tema da nossa carreira. Mantenha a fé!