Dragon's Cry: entrevista na rádio Rock Freeday
Por Jadson Henrique
Fonte: RockFreeday
Postado em 18 de março de 2012
ROCK FREEDAY - Como surgiu a banda?
Zaneripe - Sempre pensamos em montar uma banda que seja competitiva no senário e fomos tendo ideias e escolhendo os músicos que gostávamos para fazer testes, veio o convite pro Jessé pra tocar com agente, fazer testes e ensaios, ele acabou gostando e aderiu a banda. Mais tarde, quando estávamos prestes a gravar, entramos em contato com o Eder e ele também resolveu abraçar a banda e por último então entrou o Odione que se encaixou com tudo aquilo que queríamos e buscávamos pra banda.
RF - Qual o estilo, que vocês rotulam o Dragon´s Cry?
Medeiros - Bom, é uma banda de power metal, mas com bastantes elementos de progressivo.
Schlengmann - É um lance meio folk também, usamos um pouco de medieval em uma música, outra meio árabe, um lance folk meio misturado e bem sinfônico. Eu diria que é um estilo metal brasileiro, porque eu acho que o metal brasileiro conseguiu difundir um estilo e estamos basicamente encaixado nesse quisito de metal brasileiro, que é essa coisa mais melódica, power metal, sinfônica, progressiva. Eu acho que as grandes bandas brasileiras estão nesse estilo, como nós também.
RF - Quais as principais influências?
Schlengmann - Quanto as nossas influências, eu acho que nos espelhamos muito basicamente em três bandas: Angra, Rhapsody e Dream Theater, acho que essas são nossas maiores influências, tem outras também, mas acho que esses três são as que nos baseamos mais.
Medeiros - É, e o resultado da banda vai dar com essa soma que cada músico tem o seu gosto e vai mostrando uma identidade do grupo. Lembra os grandes nomes, mas vai criando uma própria identidade também.
Zaneripe - Além de trazer gostos pessoais e influências pessoais.
Schlengmann - Justamente, eu acho que cada um se influencia nos seu estilo diferente em seu instrumento, por exemplo, o Eder se influencia nos bateristas que tocam Groove, progressivo, já o Felipe se espelha mais nos grandes guitarristas de power metal, o Jessé, se influencia nos tecladistas de metal sinfônico e pianistas clássicos, eu me espelho nos antigos vocalistas de hard rock e heavy metal. Então teve toda essa soma que se deu a nossa banda, ficou bem legal essa mistura de várias influências.
RF - E as letras, o que a banda mais aborda em suas composições?
Schlengmann - Quanto as nossas letras, o que queremos passar, é que acreditamos acima de tudo, em Deus. Acho que independente de religião, acreditamos em Deus e nós temos as letras um pouco voltadas para esse sentido, não é uma banda evangélica ou góspel, mas influenciamos nossas letras em alguns fatos bíblicos e algumas coisas positivas também, mas gira em torno de coisas fictícias também, uma história, porque o CD é conceitual e é esse lance assim meio misturado, mas é também um pouco bíblico, mas não tem nada de forçado. Tem muitas pessoas que tem preconceito de banda cristã, mas eu acho que não se encaixa na nossa banda, porque não é uma banda nesse sentido, mas é uma banda que fala sobre isso também. Eu acho que ficou uma dose legal nessa questão.
Zaneripe - Eu acho que qualquer banda que quer chegar a algum lugar, dá bastante atenção ás melodias, então a nossa principal atenção é nas melodias, então compomos as melodias e depois começamos a trabalhar em cima dela com riffs e tal e então vai se formando a música
Schlengmann - Nossa banda tem um estilo que não é original por que já existe, o power metal com influência sinfônicas e progressivas, mas eu acredito que nossa banda está conseguindo fazer um estilo um pouco próprio também, estamos conseguindo fazer um lance em que cada música consegue passar algo diferente, as músicas não são parecidas umas com as outras, então acho que rola um pouco dessa originalidade de cada música dar uma ideia diferente. Acho que é esse o nosso caminho.
RF - Como ficou a produção do álbum?
Alves - Bom, a produção do CD nós já havíamos começado quando ainda não tínhamos o Eder como baterista e fomos produzindo eu o Felipe e o Jadson, na medida como fomos conseguindo evoluir nos nossos instrumentos, mas ainda estávamos sem baterista e um baixista. Eu já conhecia o Eder já a algum tempo e tive a ideia de convidar ele e após ele entrar continuamos a produção com mais algumas ideia que o Eder teve também.
Medeiros - É, eu entrei, a princípio, só pra gravar o CD, mas na primeira audição das músicas já fiquei impressionado. Então depois da gravação do CD eu já fiquei fixo na banda.
Zaneripe - Já estávamos trabalhando nas músicas a algum tempo e já tinha dado bastante trabalho e quando o Eder entrou começou mais uma nova série de trabalho, foram meses de trabalho, porque é um CD independente e fomos os nossos próprios produtores. Foi bastante cansativo, mas acredito que está bem apresentável para um primeiro CD.
Medeiros - Na contra mão tem bastante coisa, mas a favor... é difícil, mas deu tudo certo, a aceitação está bem boa, comprem o CD que vocês realmente vão gostar, temos certeza disso.
RF - Obrigado pela entrevista, deixe seus comentários finais.
Schlengmann - Gostaríamos de agradecer a Rock Freeday por todo esse apoio que está dando pra nós e agradecer a todos que nos ajudaram na realização desse CD e também os nossos admiradores.
Medeiros - Agradecer aos ouvintes também, siga-nos no twitter, curta-nos no facebook e acesse nosso site: www.dragonscry.com.
Zaneripe - Queremos agradecer a oportunidade da entrevista, a todos ouviram ou leram a entrevista, queremos pedir que vocês comprem o CD. Hoje em dia não é fácil manter uma banda de metal no Brasil e quero agradecer aos patrocinadores que contribuíram para que esse CD chegasse ao fim.
Alves - Valeu pessoal, nosso CD está na loja física e virtual da Die Hard e os contatos para shows também está no nosso site. Valeu galera.
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