SuperSonic Brewer: em entrevista para o Polêmico Rock

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Por Plínio Alves, Fonte: Polêmico Rock
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O Polêmico Rock bateu um papo com o baixista e vocalista da banda brasileira Supersonic Brewer. Confira a entrevista logo abaixo.

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Polêmico Rock - Horns Up! É um prazer enorme estar aqui entrevistando o SuperSonic Brewer! Para começar o nosso bate papo, comece contando um pouco da história do grupo.

Vinícius Durli - O prazer é nosso, e antes de tudo, quero agradecer pela oportunidade e interesse pela banda. A história do SuperSonic Brewer é como a de milhões de bandas por aí, que se juntam e começam a fazer barulho. No caso do SuperSonic Brewer, quem começou foi o Rodrigo, que depois de várias mudanças na formação, acabamos nos mantendo firmes nesta que estamos agora, na qual lançamos o “Broken Bones”, com Vinicius no baixo/vocal, Rodrigo e Maurício nas guitarras e Evandro na bateria.

Polêmico Rock - O “Broken Bones” é o primeiro disco de vocês. Sem demos ou singles, vocês lançaram o primeiro disco logo de cara, correto? Como aconteceu isso?

Vinícius Durli - Correto, a idéia principal minha e do Rodrigo, era de lançar uma demo com apenas quatro músicas, mas com a freqüente mudança na formação, resolvemos adiar, e quando o Maurício e o Evandro entraram, resolvemos que seria melhor lançarmos já o disco de cara, até porque a maior parte das músicas já estavam prontas. Portanto não tinha lógica de apenas lançar uma demo, então trabalhamos em cima das canções para finalizá-las e gravar o álbum.

Polêmico Rock - O SuperSonic Brewer se engaja basicamente em um Death/Thrash, porém é muito difícil dizer sobre isso, pois vocês possuem muitas influências distintas. Comente um pouco sobre as bandas e elementos que os influenciaram.

Vinícius Durli - Cara, eu diria que o SuperSonic Brewer é apenas uma banda de Heavy Metal, sem essa história de Thrash, Death, Splatter, Speed, Gore, e a puta que o pariu, sacou? Mas claro que o SuperSonic Brewer possui várias influências dentro do Metal/Rock ‘n Roll, que vão de Lynyrd Skynyrd a Slayer, de Nazareth a Testament.

Polêmico Rock - O som de vocês as vezes é tombado ao Death, ou Thrash, ou mesmo ao Stoner. É inegável que vocês façam música com o coração e com base no que vocês estão se sentindo no momento, e tudo isso é transmitido para o ouvinte, pode ter certeza. Toda a filosofia de vida e experiência musical de cada um parece ser colocada à prova. Como acontece esse processo de composição das músicas?

Vinícius Durli - O processo de composição do “Broken Bones” se fez inicialmente com o Rodrigo, quando eu entrei na banda ele já tinha todas as músicas que estão no disco. Na época eu nem cantava na banda, então em seguida quando eu comecei a cantar, foi no mesmo momento em que o Maurício e o Evandro entraram na banda, e a gente começou a trabalhar nas músicas, pois tinham apenas as bases e baterias prontas, e uma ou duas letras prontas também. Então eu comecei a trabalhar nas letras que faltavam, no mesmo momento e o Maurício começou a trabalhar nos solos e o Evandro trabalhou em cima das linhas de batera que o Vinicius Vacari, nosso primeiro batera, tinha feito. E foi que um ano e pouco acabamos e conseguimos lançar o álbum completo. E já estamos com cinco ou seis músicas praticamente prontas, e nessas novas e nas próximas que virão, o Rodrigo ou o Mauricio, ou eu, trazemos algumas bases para os ensaios, e a partir dessas bases, começamos a trabalhar em cima das músicas, e enquanto as musicas são compostas, eu já vou pensando em como vai ficar o vocal, em qual parte vai encaixar melhor, etc...

Polêmico Rock - No âmbito das letras, como acontece este processo de composição?

Vinícius Durli - As composições das letras ocorrem como que acabei de dizer, e o tema das letras depende muito do momento em que nós nos encontramos. Por exemplo no “Broken Bones”, tem letras de quase todos tipos, guerra, a extinção da raça humana, protestos, como a "Society In Ruins", etc. Já na "Ready For Another Binge", na qual foi a última que eu escrevi, eu pensei: “Porra, vou escrever o que, já escrevi de quase tudo”. Daí eu pensei no nome da banda “SuperSonic Brewer”. Portanto teria que escrever uma letra pra fazer jus ao nome. Daí que saiu a “Ready For Another Binge” ("pronto para outra bebedeira"), que fala de festa.

Polêmico Rock - Os elementos de Stoner encontrados no disco, juntamente com riffs empolgantes, ou algumas músicas mais densas, entrelaçados a estupendos solos de guitarra, me remetem algo como liberdade para compor, como eu havia dito anteriormente. Embora a base musical seja Death/Thrash Metal, esse sentimento de "rebeldia”, se é que posso dizer assim, me lembra um pouco do que eu vejo em bandas como Black Label Society, Pantera e Kyuss. Estou certo disso?

Vinícius Durli - Certo, e na verdade, todo mundo tem a liberdade de fazer o que bem entender, mas claro, dentro do conceito em que todos aprovam. O Maurício é um ótimo guitarrista, principalmente em relação ao solos, totalmente influenciado por Slayer e Pantera. O rock’n ‘roll é, digamos assim, “uma rebeldia que existe dentro que cada seu eu interior” (risos). Mas voltando a pergunta, como que tinha respondido em uma pergunta anterior, o SuperSonic Brewer é influenciado por inúmeras bandas dentro do Heavy Metal, quanto do rock’n roll, então sempre haverá essa mistura de estilos, e isso é algo favorável ao meu ver.

Polêmico Rock - Com relação a arte da capa, tanto o logo como a fonte de letra usada, acho que amarra essa idéia anterior, através da imagem. De quem foi a idéia de toda a arte do disco?

Vinícius Durli - Sobre o logo, eu o Rodrigo tivemos a idéia. Isso foi em meados de 2005 ou 2006, mas o que nós tínhamos desenhado não chega nem aos pés do que ficou agora (risos). Depois que foi produzido no computador, pela Emy, a garota que fez toda parte gráfica do álbum, ficou bem melhor. O restante das imagens quem teve a idéia foi o Rodrigo. Quando ele trouxe as imagens, aprovamos imediatamente.

Polêmico Rock - Uma curiosidade: há uma dedicatória no encarte do disco, quem é esta pessoa?

Vinícius Durli - Essa pessoa se chama Vinicius Vacari, nosso primeiro baterista. Faleceu há mais ou menos um ano. Essa foi a nossa forma de agradecer a ele por tudo o que ele fez pela banda em geral, e ele mais do que a gente, gostaria que esse álbum fosse lançado, então conseguimos lançar e portanto, a homenagem dedicada a ele.

Polêmico Rock - Mudando um pouco de assunto, gostaria de perguntar como é ser músico no Brasil. Vocês chegam a enfrentar muita dificuldade para mostrar o som de vocês? O que vocês tem a falar sobre a arte de uma forma geral no Brasil?

Vinícius Durli - Cara, todo músico de Heavy Metal em geral sofre dificuldades e algum preconceito, porque estamos no país do “carnaval e futebol”. Existem lugares no qual o pessoal pergunta “que tipo de som vocês tocam?” aí a gente responde, “Heavy Metal”. Aí o cara não ajuda a banda e não libera o local porque é Heavy Metal, pois diz que o som é muito pesado para o lugar, enfim. Desse preconceito tem direto, mas com o tempo nos acostumamos, e claro, existem casas de shows especializadas em Heavy Metal, no qual toda cidade do Brasil deveria ter, pois público de Metal é o que mais tem. A maior dificuldade em tocar no Brasil são os gastos. Dificilmente rola uma ajuda para transporte e gastos. Com o passar do tempo, se o cara da banda ta ainda, digamos, na mesma, ninguém ajudando nas despesas, o cara cansa e desiste de ser músico.

Polêmico Rock - Como vocês vêem o underground brasileiro hoje?

Vinícius Durli - Em minha opinião, o underground brasileiro está crescendo cada vez mais. Existem muitas bandas fodas aqui no Brasil, o pessoal está comparecendo aos shows, eles estão comprando os materiais da bandas, estão apoiando o metal nacional cada vez mais.

Polêmico Rock - Algo que eu costumo perguntar sempre é sobre a questão do uso da internet para divulgação e download de arquivos digitais. Vocês acham que é uma ferramenta que veio ajudar ou ainda continua sendo uma pedra no sapato para os músicos?

Vinícius Durli - Olha, o lado bom da internet é a divulgação, através de páginas como o MySpace e Reverbnation no qual as canções ficam disponíveis somente para audição, sem estarem disponíveis para download. O lance de download de músicas, quem fudeu tudo mesmo foi o povo, que começou a liberar as músicas para baixar, criando sites de armazenamento de arquivos, essas coisas. A internet em geral não distorce as coisas, mas sim as pessoas, que se se contentassem com o MySpace, ouvir o som (no qual não se está disponível o download das canções), com certeza se a pessoa curtindo a banda, vai comprar o material da banda via internet, considerando o fato da pessoa não ter alguma loja especializada por perto. Esse é o lado bom da internet: disponibilizar material para venda e audição das canções.

Polêmico Rock - Quando podemos esperar o lançamento de um novo disco do SuperSonic Brewer?

Vinícius Durli - Esperamos terminar as novas músicas em 2012, e já começar a gravar para que final de 2012 e inicio de 2013 já tenhamos mais um álbum em mãos, e te garanto que as novas músicas estão matadoras, e também, claro, estaremos atrás de um selo para lançar o disco fora do Brasil, e quem sabe, lançar o próximo disco também.

Polêmico Rock - Por favor, deixem uma mensagem para os fãs que curtem esse som porrada de vocês, ou mesmo para quem ainda não teve a oportunidade, contato para shows, etc.

Vinícius Durli - Esperamos rodar o Brasil inteiro para divulgar ao máximo o SuperSonic Brewer, especialmente para a galera que curte o Heavy nacional, pro pessoal que tiver afim de chamar o SuperSonic Brewer para alguma festa, mande um e-mail para vinikilmister@hotmail.com ou supersonicbrewer@live.com - pessoal que tiver afim de adquirir o cd “Broken Bones” também entre em contato com nós, ou adquira pelos sites especializados, o CD esta disponível na loja Diehard, e no site reigninmetal.net - E gostaria de agradecer novamente ao Polêmico Rock, a oportunidade de trocarmos algumas idéias e um toque pro pessoal que não vai muito atrás de conhecer as bandas brasileiras, se liguem, o Brasil tem banda muito foda, bandas muito mais agressivas que bandas gringas. Portanto apoiem ao máximo o Metal nacional e as bandas de sua região, um forte abraço a todos e nos vemos pelas festas.

Polêmico Rock - O Polêmico Rock agradece de coração ter a presença do SuperSonic Brewer aqui, é realmente um enorme prazer e honra. A casa é totalmente de vocês, e fiquem a vontade para dar as caras quando quiserem. Um grande abraço, e sucesso para vocês. Horns Up!

Vinícius Durli - Forte abraço!

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Sobre Plínio Alves

Plínio Alves, formado em Administração de Empresas, blogueiro nas horas vagas. O primeiro contato com o Heavy Metal se oficializou aos 11 anos de idade com um um CD do Nirvana, "Nevermind". Depois deste marco, a paixão pela música pesada se desencadeou de forma bem natural e prazerosa. Dois anos depois, estarrecido com o som pesado e provocador de bandas de Death e Black Metal, se tornou um fã de carteirinha do estilo. Embora seja fã de estilos específicos, declara ter afinidade com qualquer rótulo musical dentro do Heavy Metal, sem preconceito algum. Duas bandas que resumem sua vida: Alice in Chains e Deicide. Os demais textos do autor podem ser vistos no blog Polêmico Rock.

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