Judas Priest: James Durbin levou o Heavy Metal às massas
Por Nathália Plá
Fonte: Blabbermouth.net
Postado em 30 de julho de 2011
O MetalTalk.net entrevistou recentemente o baixista Ian Hill das lendas britânicas do heavy metal JUDAS PRIEST. Seguem alguns trechos da conversa.
MetalTalk.net: Antes de começar a perguntar sobre o próximo álbum, você pode nos dizer o que você achou de sua aparição surpresa para 30 milhões de americanos no "American Idol"?
Ian Hill: Foi um turbilhão! O rapaz James (Durbin) — temos com ele uma dívida de gratidão por levar o heavy metal à mídia das massas. Por essa razão foi algo que não poderíamos recusar. Não estávamos somente representando o JUDAS PRIEST mas toda a família do heavy metal, se você preferir. Porque nós tivemos alguns sucessos nos anos 80 nos Estados Unidos, as pessoas conhecem bem o nome da banda. Somos uma banda bem conhecida. Eles podem não necessariamente associá-lo com a música, mas todos sabem o nome, então não foi uma platéia fria. Foi divertido; tivemos uma ótima recepção!
MetalTalk.net: Passando para o novo álbum, vocês já declararam publicamente que vai sair no ano que vem e será o PRIEST clássico. Quem vai produzir o álbum?
Ian Hill: Ainda está num estágio muito inicial, mas será principalmente a banda. O Glenn (Tipton, guitarra) fará grande parte do trabalho. Nós mesmos produzimos o "Nostradamus" com a ajuda de um grande engenheiro, Attie (Bauw).
MetalTalk.net: Vocês tiveram uma influência externa nos álbuns "Defenders Of The Faith" e "Screaming For Vengeance", pelo compositor Bob Halligan Jr. Por que?
Ian Hill: Nós já tínhamos feito algumas faixas sem ser do PRIEST no "Diamonds And Rust" e "The Green Manalishi", que deram certo. É realmente algo que a gravadora nos forçou a fazer, ter uma faixa comercial no rádio. É engraçado proque quando terminamos a faixa ela é pesada demais para lançar e acabamos indo com uma nossa mesmo! O Bob Halligan é um bom compositor, mas nossas versões eram heavy metal demais para lançar!
MetalTalk.net: E seu filho ainda está na banda HOSTILE?
Ian Hill: Sim, meu filho ainda está na HOSTILE. É tão difícil entrar agora – é praticamente impossível a não ser que você esteja no "X-Factor" or "American Idol". Não há infra-estrutura. Levamos dez anos para ganhar dinheiro, apesar de termos construído nosso nome. Mesmo quando começamos a ganhar dinheiro, tudo voltava para a banda – melhores equipamentos, melhor transporte... Não há infra-estrutura mais. As gravadoras não estão gastando dinheiro com novos artistas. É simples assim. A não ser que você já seja famoso. A banda do meu rapaz é uma ótima banda e há vinte anos atrás eles teriam entrado. Mas gravadoras não investem no que não dá retorno. Assim que um disco vai para a prateleira algum idiota está dando ele de graça online! Esse é o problema com a internet. Porque potencialmente é um canal maravilhoso – totalmente global – qualquer um com um computador pode acessar e lançar sua música para um amplo público. Mas sem dinheiro de gravadora, as bandas não podem fazer gravações de alta qualidade. Elas se reduzem a fazer discos em suas garagens ou quartos! E mesmo se uma banda sair em turnê a gravadora não colocar dinheiro nisso porque eles tradicionalmente ganham dinheiro da venda de discos.
MetalTalk.net: O que a Sony Music tira do JUDAS PRIEST nos dias de hoje?
Ian Hill: Bem, como mencionei, somos uma marca global. Nós ainda vendemos. Mas agora no mundo todo, então agora vendemos tantos discos globalmente quanto costumávamos vender só na América, então ainda funciona para nós. No passado você saía em turnê e ficava elas por elas ou perdia um pouco – porque as vendas de discos cobriam. Agora você faz um disco para promover sua turnê. É por isso que todos estão saindo! Gente que nunca havíamos ouvido falar está na estrada enquanto seu catálogo vai secando! Esta bem para nós porque isso é o que sempre fizemos.
MetalTalk.net: Então entrar nos EUA foi crítico para fazer o PRIEST uma marca global?
Ian Hill: Nós nos concentramos na América – admitimos isso. A produção e a gravadora queriam que fizéssemos isso. Mas funcionou. Somos uma banda que pode fazer turnê no mundo inteiro. Mas começamos fazendo o que a RIVAL SONS está fazendo agora, (abrindo o show na noite em que a entrevista foi feita) apoiando – possivelmente a REO SPEEDWAGON, se bem me lembro. E alguns shows com o LED ZEPPELIN.
MetalTalk.net: Em quais álbuns você sentiu que teve mais influência?
Ian Hill: Ummm... deixe-me pensar... Provavelmente os dois primeiros álbuns – eles tem muito baixo neles. E o "Jugulator", esse tem muito baixo! Porque nós temos dois guitarristas e sons distorcidos, o baixo tem de permanecer claro então eu não uso nenhum efeito. Eu uso uma palheta para me ajudar a tocar mais rápido e com mais peso mas permanece uma base. Eu não mudei muito meu estilo ao longo dos anos. O som básico do JUDAS PRIEST é simplesmente uma boa base de baixo e bateria e nós construímos acima disso.
Leia a entrevista na íntegra (em inglês) no MetalTalk.net:
http://www.metaltalk.net/columns/20100712.php
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