Bill Ward: a possibilidade de uma reunião do Black Sabbath

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Por Nathália Plá, Fonte: BackstageAxxess.com, Tradução
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David "Gus" Griesinger, do site BackstageAxxess.com, entrevistou o baterista do SABBATH, Bill Ward. Segue um trecho do bate papo.

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BackstageAxxess.com: Em maio de 2009 houve um processo judicial ajuizado pelo Ozzy [Osbourne] contra o Tony Iommi sobre os direitos autorais sobre o nome BLACK SABBATH. Citaram que Ozzy disse que “todos os quatro membros originais devem ter igual acesso ao nome.” Você quer comentar isso?

Bill: "Não, eu não sei muito sobre isso. Eu fiquei de fora disso. Eu queria ver como as coisas ficariam entre o Tony e o Ozz. Eu falei com o Ozz apenas há alguns dias e ele mencionou de passagem que tudo foi feito e está sendo tratado agora. Novamente, em minhas anotações particulares, eu tenho de perguntar a nosso advogado sobre algumas coisas minhas e se eles puderem descobrir o que foi e no que deu e no que vai dar e daí pra diante. Tudo isso é de conhecimento público, eu acho. Essas coisas geralmente são colocadas nas colunas judiciais. Então eu acho que a informação poderia ser encontrada facilmente. Então eu não sei, nunca conversei com o Ozz sobre isso. Ele apenas mencionou isso outro dia. A banda passou por muita coisa. Se alguém está discutindo com uma pessoa um dia isso não quer dizer que será assim no futuro todo. Essas coisas tem uma forma de se resolver sozinhas, se ajustando e então partindo pra outra. Eu não acho que isso paralisa tudo ou diminui qualquer possibilidade de um trabalho futuro do BLACK SABBATH. Nós superamos coisas bem mesquinhas entre nós (risos) e ainda assim subíamos no palco e tocávamos. Eu não sei o que fazer disso. Eu realmente tentei ser completamente neutro nisso dando apoio para o Tony e para o Ozzy ao mesmo tempo".

BackstageAxxess.com: Qual é o estado de sua relação com os outros membros originais do BLACK SABBATH? Todos estão bem em termos de conversas?

Bill: "Sim! Eu falei com o Tony algumas vezes esse ano. Ele e eu estamos nos dando bem. Falamos de coração para coração sobre algumas coisas. Eu sei que ele tem estado ocupado. Conversamos pelo telefone. Eu falo com o Ozzy pelo menos duas vezes na semana. Ele tenta ligar e eu tento ligar de volta. Estamos sempre nos falando. Geezer [Butler]... Eu não conversei com ele por telefone. Ele gosta de mandar e-mail. Não me correspondo com ele com muita frequencia. Ele sempre está no meu coração. Ele simplesmente está alí, o tempo todo, ponto final".

BackstageAxxess.com: Você prevê uma reunião de qualquer espécie com os membros originais do BLACK SABBATH em qualquer ponto, incluindo a possibilidade de gravar material novo?

Bill: "Gus, eu tenho a mente completamente aberta. Estou disponível para ver o que gostaríamos de fazer e como eu gostaria de fazer. Teria de olhar para a situação como um todo. Eu gostaria? Minha mente aberta diz sim! Teríamos de ver se seria possível vendo como todos estão se sentindo e se há uma possibilidade de seguir em frente. É difícil. É tão maravilhoso tocar com a banda que eu não queria sair no último momento. Como eu disse, acho que a última turnê terminou como se fosse há uns três anos atrás. Quando a banda tocou na Europa, Gus, eu pensei que a banda estava voando alto e que estava com um som ótimo! O som estava afiado. Pensei, 'meu Deus, vamos continuar tocando! Vamos dar a volta ao mundo com isso e depois de novo e de novo'. Foi difícil sair da turnê. Eu sei que tudo que é bom acaba mas foi difícil".

BackstageAxxess.com: Quando isso acabou e o projeto HEAVEN & HELL alçou vôo no início de 2007, você teve uma oportunidade de participar daquilo mas decidiu que não era para você. Você pode explicar a seus fãs exatamente o que aconteceu e por que não se juntou ao projeto HEAVEN & HELL?

Bill: "Eu tive alguns impedimentos. Entretanto, quando realmente começamos a tocar, eu gostava das músicas e a música me ganhou. Infelizmente, para mim, eu tinha dificuldade de trazer uma onda para os caras, especialmente para o Ronnie [James Dio, vocal], que queria um certo tipo de sentimento. Eu não sou muito bom na capacidade de tocar para servir músicos da forma que eles querem escutar (risos). É a diferença entre ser um baterista e um baterista orquestrado. Eu toco de uma forma orquestrada. Enquanto baterista, você pode dar a ele as notas e ele vai tocar as notas. Soa um pouco meio que um peixe fora d’água. Não é confortável. Houve outros casos em que eu me senti bem desconfortável. No fim das contas, ficou muito difícil eu conseguir tocar as faixas do jeito que eu queria. Eu precisava estar feliz nisso! Simplesmente não deu certo. Eu achei que não tinha tempo suficiente… Eu tinha em torno de uma semana para aprender três músicas. Para mim não é tempo suficiente como baterista. Gosto de ser capaz de saber o que estou fazendo e eu estava numa posição em que eu ainda estava sentindo que as faixas não estavam boas. Eu ainda estava me acostumando com as músicas. Leva um tempo pra eu chegar aonde quero quando estou ensaiando. Eu não fui capaz de acertar aonde eles queriam. Eu estava incompatível e não deu certo!"

A matéria completa (em inglês) está no link abaixo.

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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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