David Ellefson: para ser bom, é preciso ser extraordionário
Por Victor Lira
Fonte: Blabbermouth
Postado em 29 de dezembro de 2009
A IndependentRockstar.com recentemente conduziu uma entrevista com o ex-baixista do MEGADETH e atual baixista das bandas F5/HAIL!.
David, qual é o hábito que você mantém, que é importante para o seu sucesso?
Ellefson: "Em primeiro lugar, eu amo tocar, compor, gravar e principalmente tocar ao vivo. Por causa disso, eu sou tão focado em fazer músicas a qualquer preço. Isso me ensinou a nunca desistir, mesmo com todos os obstáculos que eu possa encontrar no caminho".
Por que você acha que é tão importante levar o lado 'empresarial' da música a sério?
Ellefson: "Se você quiser tocar simplesmente por diversão então você não precisa tratar a coisa como um negócio. Mas, se você quiser viver de música e ter uma carreira, você precisa prestar atenção nessa parte [negócios], dinheiro, marketing e etc. Porque é isso que irá te sustentar e prover".
O que você acha que é o mais importante princípio para os músicos entenderem como crescer o seu número de fãs?
Ellefson: "No final do dia, as pessoas não compram o 'comum' e sim o extraordinário. Para ser bom, você tem que ser diferente e tem que ser algo que as pessoas realmente queiram também. Em outras palavras, você pode ser 'bom' e sobreviver, mas para realmente crescer, você precisa ser fora do comum. Isso não é algo que a maioria de nós chega a experimentar algum dia de nossas vidas, mas aqueles que realmente querem seguir adiante no mundo do entretenimento tem de fazer algo realmente único para seu público".
Qual seria seu melhor conselho para músicos jovens em termos de lidar com pessoas, e por que isso é tão importante para o sucesso?
Ellefson: "Uma coisa que eu aprendi, é estar conectado em TUDO que diz respeito à vida. São pessoas que fazem as coisas acontecerem, e não as coisas, instrumentos ou computadores. Muitos músicos pensam que suas habilidades musicais e suas músicas é tudo o que importa, então ficam o tempo todo praticando e se esquecem do mais importante, que é estar pronto para construir relações com a sua banda e com o seu público. O mesmo serve para os negócios. Ter um monte de contatos que os coloque 'dentro do jogo' é algo que toda pessoa bem sucedida tem em suas respectivas indústrias. Todos nós precisamos de outras pessoas para nos ajudar a seguir em frente. É um processo de 'dar para receber' e abrir as portas".
O que foi a coisa que mais o surpreendeu na sua carreira comparado ao que você imaginou que as coisas seriam quando jovem?
Ellefson: "Como jovem você pensa, 'Wow, ser uma estrela do rock pode ser divertido e parece ser fácil'. Mas, depois você percebe que se fosse tão fácil todo mundo estaria fazendo isso! Eu percebi que tocar em shows para 20,000 pessoas não era muito diferente de tocar em pequenos shows para 200 pessoas. A diferença são apenas alguns zeros depois dos números. Em ambos você tem que ensaiar, trabalhar duro e estar pronto para conviver com pessoas para se manterem juntos e sobreviverem às situações mais difíceis. Eu acho que o stress interno de construir algo para ter sucesso é um desafio tão grande quanto o de fato ter o sucesso. Sucesso é um verbo, uma jornada. Então mesmo quando você parece estar errando tudo, você percebe que ainda há muita coisa que você pode fazer. A jornada nunca acaba, só se mantém em mudança. Para mim, essa é a grande graça da coisa".
Quem ou o que te inspira?
Ellefson: "Meu pai sempre foi uma grande inspiração para mim, mesmo ele não sendo um músico! Ele sempre me lembrou que era preciso trabalhar duro. Ele sempre me lembrava 'Você não é tão bom até alguém realmente achar que você é'. Em outras palavras, não se ache tão foda só porque você toca um instrumento, as outras pessoas que serão os juízes disso, porque eles serão quem decidirão se eles querem vir e te ver tocar".
A matéria completa (em inglês) está neste link.
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