Kerry King sobre Megadeth: "são como fantasmas para nós"
Por Kako Sales
Fonte: Blabbermouth.Net
Postado em 16 de outubro de 2009
Tom Valcanis, do The Metal Forge, entrevistou o guitarrista do SLAYER, Kerry King, durante a recém-finalizada turnê autraliana junto com o MEGADETH. Trechos da entrevista podem ser vistos abaixo:
Sobre a turnê autraliana com o MEGADETH:
"Foi ótimo, cara. Quer dizer, eu estive ocupado pra caralho... Quer dizer, estivemos tão ocupados que nem mesmo saíamos após os shows. Depois que acabávamos, todo mundo (do MEGADETH) já tinha sumido. Eu nunca tinha saído em turnê com eles antes; não conheço o jeito deles, mas, sim, eles são como fantasmas para nós".
Sobre rumores de que o baixista/vocalista do SLAYER, Tom Araya, ter dito em uma recente entrevista que o novo trabalho da banda, "World Painted Blood", seria provavelmente o antepenúltimo álbum antes que o SLAYER pendurasse as chuteiras e descansasse o pescoço permanentemente:
"Eu nem sei de onde isso saiu. Tom deve ter dito alguma coisa porque eu fico perguntando sobre isso. Eu nem sei o que isso significa. Nós não nos sentamos e conversamos sobre essas coisas. Eu vejo coisas na imprensa, mas quem sabe? Poderiam ser três, poderia ser só este e o próximo. Tudo depende da demora entre os álbuns. Se demorar muito, aí sim, o relógio começa a contar. Eu acho que isso começou com o ‘Christ Illusion’, porque levou cinco anos para fazê-lo. Quer dizer, eu disse mesmo que se levasse mais cinco anos para gravar outro álbum, seria provavelmente o último; quer dizer, serão dez anos e só dois álbuns feitos. Mas este foi este foi feito em três e espero que o próximo seja feito em dois ou três. Estou me divertindo, os shows tem sido incríveis e estamos fazendo ótimas músicas, a galera jovem está comparecendo e curtindo pra caralho".
Sobre o "World Painted Blood" conter quatro partes diferentes de um mapa mundi em cada CD, cada um vendido separadamente (devido à pressão dos varejistas americanos por conteúdo "exclusivo"):
"Eu sei que fãs são loucos, vão sair e comprar os quatro, mas para mim seria tipo, ‘cara, eu tenho um, nele tem todas as músicas, é tudo que eu preciso’. Mas muitos varejistas nos EUA querem exclusividade nas músicas. Então, ao invés de ‘gastar’ músicas, Dave (Lombardo, baterista) teve a idéia de ‘por que não pegarmos a arte e dividirmos em quatro?’ Quer dizer, uma loja quer uma versão, outra loja quer outra versão... Então eu não vou ‘gastar’ músicas desse jeito. Se as pessoas estão comprando músicas, elas deveriam poder comprar a coleção. Quer dizer, sobraram duas músicas e tenho certeza que elas vão acabar numa edição de luxo ou num jogo de vídeogame ou numa trilha sonora de filme. Esse foi um jeito de não desperdiçar músicas e manter os varejistas felizes".
Sobre a afirmação de que eles foram os "responsáveis pela criação do death metal":
"Bem, a coisa de que eu tenho mais orgulho do que isso é, bem, em minha história, foi juntar a galera do punk com o metal. Acho que nós servimos de instrumento para aquilo. Eu lembro que, se você estivesse num show de metal, não havia nenhum punk lá. Éramos um tipo de banda que ambas as ‘facções’ gostavam. Era uma tentativa de faze-los co-existir, saca? D.R.I. teve uma grande participação nisso também, e eu acho que isso é importante. Quer dizer, seria importante para os fãs de death metal e isso é ótimo, mas não sou muito fã de death metal. Não é minha área".
Leia a entrevista na íntegra no The Metal Forge.
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