Korn: "Estava viciado e com Deus encontrei uma saída"
Por Karina Detrigiachi
Fonte: Backstageaxxess
Postado em 27 de agosto de 2009
O ex-KORN, Brian Welch, que em 2005 optou por abandonar o posto de guitarrista da banda e se converter ao cristianismo, passando alguns anos afastado da banda, concedeu uma entrevista ao site Backstageaxxess em agosto de 2009, e abaixo seguem alguns trechos da conversa.
Seu álbum solo "Save Me from Myself" foi lançado em 2008. Como tem sido para você esta experiência?
Welch: "É mais trabalhoso porque estou assumindo os vocais. Na verdade, eu tive de praticar pois estava perdendo o fôlego no palco pois eu estava tentando cantar e tocar. Então tem sido bem legal, é como começar do zero. Estamos tocando em lugares pequenos com por volta de 100 pessoas e é isso. Então definitivamente é diferente do KORN".
O quão diferente é escrever e criar músicas agora em comparação com a época no KORN?
Welch: "Agora é diferente porque na verdade eu escrevo todas as músicas no computador, como em um sintetizador, teclado e por aí vai, e depois eu trago isso para o estúdio onde coloco as guitarras e tudo o mais. Então é muito diferente por não haver pressão pois não há nenhuma gravadora no seu pé pra gravar logo o álbum. É como estar livre para fazer o que quero".
Você possui uma grande devoção ao Cristianismo, e isso te levou a escrever este album. Você pode me contar mais sobre toda a história por trás do processo deste álbum e a conexão dele com sua crença?
Welch: "Foi um longo processo. Eu estava um pouco ligado e desligado. Eu rezei muito, e as músicas vieram até mim. Minha vida inteira é assim, então é como se agora tudo estivesse conectado a isso. E eu simplesmente gosto de compartilhar o que passei através das minhas músicas e ainda manter a vibração pesada, o que eu amo".
Antes de decidir qual seria o tracklist final, você escreveu muita coisa para o "Save Me from Myself." Como conseguiu chegar às 11 músicas e decidir quais se encaixariam melhor na maneira como você queria que o álbum soasse?
Welch: "Eu praticamente escolhi as mais vigorosas e pesadas, eu acho. Eu queria aparecer com uma música mais pesada porque muitas pessoas pensavam que eu lançaria uma 'Kumbaya', no estilo música de Jesus. E eu queria meio que surpreender as pessoas e mais, eu amo música pesada, então escolhi as músicas mais pesadas".
Então você estava indo contra o que as pessoas poderiam pensar?
Welch: "Isso, é o que eu estava tentando fazer. E também, eu amo esse tipo de música, então eu quis manter o primeiro álbum realmente pesado".
Deste disco, qual é a sua música favorita?
Welch: "Pessoalmente eu gosto de 'Re-Bel' porque minha filha canta nela. Amo ouvir vozes de criança em músicas obscura. Gosto de como soa, o contraste da inocência com a escuridão, é assim".
Tem sido questionado se você voltará em algum momento para o KORN. Você pode contar algum de seus planos futuros, e se retornar ao KORN é um deles?
Welch: "Sim, aqueles caras são o máximo. Mesmo após todos esses anos, eles ainda me pedem para voltar. Eu disse a eles que eu realmente não sinto que devo retroceder e quero progredir. Então, simplesmente lançarei outro álbum e continuarei fazendo o que estou fazendo pois é o que amo. Me sinto em paz comigo mesmo".
Então você ainda conversa com o caras do KORN?
Welch: "Sim. Falo com o Fieldy de vez em quando. Eu estava com ele em um projeto pelo baixista do DEFTONES, Chi Cheng que sofreu um acidente de carro e ficou um tempo em coma. Estávamos levantando fundos para ele pois sua companhia de seguro cancelou seu convênio médico. O que estávamos fazendo era levantar dinheiro pra ele".
Alguns dizem que você era a alma e o coração do KORN. Qual foi a verdadeira razão para você ter deixado a banda? Você ainda possui aqueles sentimentos e raciocínios?
Welch: "A verdadeira razão pela qual eu deixei o KORN é que eu estava viciado em drogas e com Deus encontrei uma saída. Eu precisava voltar pra casa e abandonar o mundo dos negócios, e criar minha filha porque ela não tem mãe. A mãe dela brigou com a família e por isso não podia mais cuidar dela. Eu tive de colocar minha vida em ordem e ser responsável. Então esta foi a razão principal. Estou apenas tentando ajudar outras pessoas através do que faço, meus talentos, é o que quero fazer agora. E é isso, o público é menor e dificulta mais, mas para mim isso parece ser o certo a fazer".
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Iron Maiden anuncia reta final da "Run for Your Lives" e confirma que não fará shows em 2027
Sepultura lança "The Place", primeira balada da carreira, com presença de vocal limpo
Mikael Åkerfeldt (Opeth) não conseguiria nem ser amigo de quem gosta de Offspring
Derrick Green explica o significado da nova música do Sepultura
AC/DC - um show para os fãs que nunca tiveram chance
Rock and Roll Hall of Fame anuncia indicados para edição 2026
Gastão Moreira diz que Phil Anselmo é um ótimo vocalista - apesar de ser um idiota
"Burning Ambition", a música que dá título ao documentário de 50 anos do Iron Maiden
Indireta? Fabio Lione fala em "ninho de cobras" e "banda de palhaços" após show do AC/DC
Bruce Dickinson, do Iron Maiden, já desceu a mamona do Rock and Roll Hall of Fame
A maior dificuldade de Edu Ardanuy ao tocar Angra e Shaman na homenagem a Andre Matos
O músico que Sammy Hagar queria dar um soco na cara: "O que acha que vou fazer?"
Alex Skolnick entende por que Testament não faz parte do Big Four do thrash metal
Download Festival anuncia novas atrações e divisão de dias para a edição 2026



Dez clássicos do rock que viraram problema devido a alguma polêmica
Guitarrista não sabe se o Korn realmente precisa gravar um novo álbum
O Heavy Metal grita o que a Psicanálise tentou explicar
As melhores músicas de heavy metal de cada ano, de 1970 a 2025, segundo o Loudwire
MC Lan apresenta seu lado rock em projeto com músicos do System of a Down e KoRn
Kirk Hammet: "não sou um Van Halen, ainda estou aprendendo"
Dio: "Ozzy me odeia quando estou no Sabbath!"


