Blazing Dog: "Aquele Heavy Metal que todos nós aprendemos a amar"

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Por Ben Ami Scopinho
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Aqueles que subestimam o Heavy Metal, surpreendendo-se com o fato de o mesmo sobreviver ao longo das décadas sem espaço nos grandes veículos de comunicação, bom... Esse pessoal aí deve conferir o Blazing Dog, que está estreando com "Metallic Beast", que mostra toda a força, influência e entusiasmo que o gênero pode proporcionar.

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Na ativa desde 2004 e natural do Distrito Federal, a banda tem em sua formação Carlos Sousa (voz), Gustavo Freitas (guitarra), T.R. (guitarra), Renan Guimarães (baixo) e Daniel Marks (bateria). Os músicos já são veteranos em sua região, o que explica a convicção que suas composições passam ao ouvinte. O Whiplash! foi conhecer um pouco mais sobre este excelente grupo que, desde já, se mostra uma grata revelação de 2009.

Whiplash!: Saudações, pessoal! O Blazing Dog é uma banda nova, e com disco novo. Que tal contar um pouco de sua história?

Blazing Dog: Fala galera da Whiplash! O Blazing surgiu em outubro de 2004, quando Carlos Sousa (vocal), cansado de ver tantos conjuntos de prog e metal melódico na cena, resolve formar uma banda de Heavy Metal. Agitando seus contatos, ele recruta os membros do Blazing Dog, que logo iniciam o trabalho de composição das músicas que hoje fazem parte do disco "Metallic Beast". Em pouco tempo, o grupo faz sua estréia nos palcos e passa a fazer shows no circuito metálico do DF e GO. Hoje estamos com o primeiro disco gravado e iniciando os planos de uma turnê pelo país.

Whiplash!: Que conjuntos e álbuns os influenciaram neste início de sua carreira?

Blazing Dog: Os membros da banda são influenciados por diversas vertentes do Metal, mas o que trouxemos de referência para o Blazing Dog foi o crème de la creme do Heavy Metal: Iron Maiden, Saxon, Judas Priest, Manowar, Iced Earth... Enfim, nomes que qualquer fã de Metal arrepia só de escutar. Estas são as bandas que nos influenciaram e que sempre guiarão o trabalho do Blazing.

Whiplash!: Vocês não liberaram uma demo ou EP, mas o resultado final de "Metallic Beast" é totalmente convincente e profissional. Esse foi seu primeiro trabalho como músico, ou já fizeram algo em outros grupos?

Blazing Dog: Todos os integrantes do Blazing são ‘putas véias’ na estrada do Metal. Carlos Sousa foi vocalista do Narcoze durante 17 anos, Gustavo Freitas tocou no Rise, Renan Guimarães veio do Lethal Weapon, T.R. e Daniel Marks participaram do Lost Legacy. O foco na criação e gravação do "Metallic Beast" foi forte, a banda teve um cuidado minucioso que envolveu desde a composição das músicas até os detalhes da arte gráfica do encarte. (In) felizmente todas as bandas e projetos paralelos extra-Blazing Dog foram pro saco, o que contou a favor da banda (risos).




Whiplash!: Vocês não inovaram em absolutamente nada, mas qual o diferencial que tornou a sonoridade desta estréia tão cativante e bem definida?

Blazing Dog: Cara, não sabemos explicar. Ainda estamos surpresos com o retorno que temos do disco! Como você mesmo disse, ele não inova, mas é aquele Heavy Metal que todos nós aprendemos a amar. Não reinventamos a roda (até porque não precisa!), mas colocamos o que curtimos dentro dessa bolachinha. Simplesmente fizemos o que estava em nossos corações. Acreditamos que, quando você faz isso, poucas são as chances de algo dar errado! E o melhor de tudo é que estamos apenas começando nosso trabalho.

Whiplash!: Percebe-se que vocês têm um cuidado todo especial com o aspecto visual. Até onde este elemento é importante para o Blazing Dog?

Blazing Dog: Sempre curtimos o visual de bandas como Judas Priest e Manowar. Acreditamos que o público Metal gosta do ‘show’ no sentido literal da palavra: um espetáculo musical e visual completo. O Blazing foi formado com a idéia de levar o Heavy Metal em sua expressão máxima aos headbangers, musicalmente e visualmente falando. O que hoje você vê na banda é o reflexo desse compromisso firmado com o Heavy Metal em 2004.

Whiplash!: Creio que "Battle Splendour", "Supreme Wings" e "Easy Rider" venham a ter uma preferência especial entre os ouvintes. Mas gostaria que vocês falassem especificamente de "Wasted Bullets", com elementos tão peculiares do restante do repertório. Como foi o progresso dessa composição?

Blazing Dog: Carlos Sousa apareceu em um dos primeiros ensaios do Blazing, assobiando a melodia da música. Ele nos dizia que aquilo seria uma balada forte, tensa e angustiante, com um clima de velho oeste inspirado no filme "Um Drink no Inferno", de Quentin Tarantino. No início torcemos o nariz, mas depois ficamos fãs da idéia! Trabalhamos a melodia principal, mas acabamos focando em outras composições. Ficamos no vai-e-vem com "Wasted Bullets" por um bom tempo. Terminamos todas as composições do "Metallic Beast", menos a dita cuja!

Blazing Dog: Certo dia, decidimos: ou vai ou racha! Trabalhamos a música por vários ensaios, até ela ficar ‘pronta’. Sua versão original tinha cerca de 12 minutos, um épico (risos)! No estúdio, tivemos a idéia de acrescentar gaitas e alguns efeitos de fundo. O toque final na faixa foram os vocais black music de Ellen Oléria, um grande talento de Brasília. Depois disso, editamos a faixa até deixar nosso produtor, Marcos Pagani, maluco! Tínhamos três versões da música. A que escolhemos está no disco. O resultado final agradou muita gente, apesar de ser a ‘faixa atípica’ do álbum. Confiram a música no MySpace (www.myspace.com/blazingdog) e tirem suas conclusões!

Whiplash!: As novas bandas geralmente não possuem grandes aliados para expor sua música, e atualmente a concorrência está mais acirrada do que nunca. Sobre a divulgação, como o Blazing Dog tem estruturado as ações de promoção de "Metallic Beast"?


Blazing Dog: Estamos pegando pesado na Internet, um meio democrático e barato de se divulgar a banda. Fizemos site, MySpace, Twitter e cadastro em zilhares de serviços de música online. Um recado para as bandas de metal: aproveitem esta ferramenta maravilhosa!

Blazing Dog: Enviamos o CD para as principais revistas e sites nacionais e internacionais de Metal no mundo e estamos recebendo um bom retorno. Rolldão da Kill Again Rec. está fazendo parte da distribuição nacional pelo seu selo e a galera da Sonic Age Rec. vendendo o CD na Europa. Você acha o álbum em lojas do Rio de Janeiro (Hard N´ Heavy), São Paulo (Galeria do Rock), Brasília, Sul do país e na loja virtual do site. Vitão Bonesso gostou do que escutou e deve rolar nosso som em seu programa, o Backstage. Devemos sair em breve numa coletânea do Metal Vox, só com bandas de Heavy do Brasil. Fora isso, ainda estamos com divulgação na Roadie Crew. Ah! Aceitamos doações milionárias para produzirmos uma campanha metálica para a TV (risos)!

Whiplash!: Ô cara, fico feliz de saber disso! Hoje em dia o Heavy Metal está muito mais diversificado do que na década de 1980, cuja fusão de sonoridades seria impensável nos velhos tempos. Como vocês vêem toda esta geração que se propõe a elaborar sons mais modernos?

Blazing Dog: Cada um tem o seu espaço. É legal ver grupos inovando o estilo e melhor ainda quando eles soam bem. O metal precisa de renovação para continuar evoluindo, seja com bandas com sonoridades diferentes e inovadoras ou com grupos que praticam o velho estilo, mas trazem sangue novo para a cena. Pensamos que tudo é válido, desde que o resultado final tenha qualidade, pois no final das contas é isto o que importa.

Whiplash!: Apesar de toda essa tal diversidade citada acima, muitos afirmam categoricamente que a era das bandas gigantes, como Iron Maiden ou Judas Priest, acabou-se para sempre. Que expectativas vocês tem com os rumos da atual cena metálica?

Blazing Dog: Novos monstros como estes, só o tempo dirá se irão surgir. Com relação à cena, não me lembro de período recente tão fértil no Metal. Grandes bandas estão lançando ótimos discos, novas bandas de qualidade surgem dia após dia e a cena nacional está LOTADA de grupos de ótimo nível. Só aqui no DF, temos meia dúzia de bandas incríveis, prontas para estourar no cenário. Grandes tempos para curtir (e fazer) metal!

Whiplash!: Devo dizer que concordo plenamente... Ok, pessoal! Agradeço pela entrevista desejando muito sucesso para a Blazing Dog. Vocês merecem! O espaço é de vocês!

Blazing Dog: Nós que agradecemos a Whiplash! pelo apoio às bandas e à cena como um todo. Agradecemos também a todos que colaboram direta ou indiretamente a fazer o Metal ser o que é em nosso país. Temos grandes bandas e um público incrível e fiel ao estilo!

Blazing Dog: Por último, porém não menos importante: agradecemos a todos aqueles que comparecem aos shows, apóiam as bandas e vivem intensamente este estilo de vida maravilhoso. Stay Metal!!!

Contato:
http://www.blazingdog.net
http://www.myspace.com/blazingdog




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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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