Queensryche: "Espero que este álbum incomode algumas pessoas!"
Por Fábio Eduardo Rodella
Fonte: Wilton Villager
Postado em 22 de maio de 2009
Foto da Chamada: Carolina Santiago
Keith Loria do Wilton Villager conduziu recentemente uma entrevista com o frontman do QUEENSRŸCHE Geoff Tate. Seguem alguns trechos desta conversa.
Sobre "American Soldier" ser um álbum conceitual a respeito da guerra, da perspectiva daqueles nas linhas de combate, desde a Segunda Guerra Mundial até o presente.
"Começou com uma conversa que tive com o meu pai. Ele é um veterano das guerras da Coréia e Vietnam, mas nunca quis conversar sobre suas experiências e meio que deixava tudo de lado. Eu estava sempre o atormentando para me contar estas histórias. Um dia, do nada, ele simplesmente começou a falar sobre 1953 e a Coréia e isso foi incrível para mim, pois eu estive esperando para ouvir estas histórias minha vida inteira."
"Este foi um dos álbuns mais desafiadores que eu já tive que escrever, em termos das letras, pois eu não estava envolvido nas músicas. Não é sobre mim e como eu me sinto. Sou eu interpretando histórias das perspectivas dos soldados e colocando suas palavras em letras de música, re-contando a história da maneira mais honesta que consegui."
"Enquanto manifestação artística, estou muito feliz com este álbum. Eu acredito que conseguimos dizer o que queríamos dizer e o fizemos de uma maneira que é respeitosa com as pessoas que estao envolvidas. Eu espero que as pessoas conversem e discutam sobre ele, e espero também que incomode algumas pessoas, pois é este incômodo que inspira a discussão. Isto é o que arte deve fazer."
Sobre o fato do QUEENSRŸCHE ter decidido tocar canções de apenas três álbuns nos shows deste ano:
"Nós fizemos uma pesquisa no nosso web site e os fãs decidiram o que queriam ouvir, e os álbuns mais antigos que eles escolheram foram "Rage for Order" e "Empire". Queremos satisfazer todos os nossos fãs, então estamos criado duas set lists separadas que contém todas as músicas destes três álbuns e vamos alterná-las toda noite, para que as pessoas possam ouvir todas as músicas se forem a dois shows.
Sobre a longevidade da banda:
"Acredito que o segredo tenha relação com poder contar histórias e ser capaz de fazer algo que seu público ache interessante e divertido. Acho que você, enquanto músico e artista, tem que seguir seus instintos e escrever músicas que sejam interessantes para você, e assim também para seu público".
Sobre como ele ainda ama estar no palco com o QUEENSRŸCHE todo ano:
"Eu aprecio olhar para o público, cantar uma música e ver como os afeta e os sentimentos fortes destas pessoas, refletidos de volta. É sempre divertido tocar uma canção e ver no meio do público duas pessoas se abraçando e sentindo algo pois aquela é a canção deles, ou foi o pano de fundo de algum ponto importante em suas vidas. É uma sensação incrível."
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