Lemmy: "Posso ver três gerações lá fora quando tocamos!"
Por Diego Camara
Fonte: BraveWords
Postado em 22 de maio de 2009
Ronan McGreevy do IrishTimes.com falou em maior de 2009 com o frontman Lemmy Kilmister do MOTÖRHEAD sobre vários tópicos. Um trecho da conversa pode ser visto abaixo.
Com exceção de um trabalho com máquinas de lavar quando tinha 17, a vida inteira de Lemmy foi rock 'n' roll. Ele viu os BEATLES tocando no Cavern Club, foi roadie de JIMI HENDRIX ("um cavalheiro, um garanhão e o maior guitarrista de todos os tempos," diz ele) e foi expulso da banda de prog-rock HAWKWIND depois de ser preso pela polícia canadense. "Eu estava com o tipo errado de drogas", diz ele.
O Motörhead vem desde 1975, apesar de que Lemmy é o único membro permanente. É difícil dizer o quanto original eles eram nos dias antes do Punk e Thrash Metal, ou como Lemmy reinventou o baixo como uma guitarra rítmica. Ninguém mostrou a ele como fazer isso.
Ele nunca parou desde então. A sua vontade de viajar pode ser bem coberta pelas palavras de "We Are the Road Crew", música que ele escreveu como um tributo a sua vida de viagens: "Eu amo a vida que levo, outra cerveja é o que eu preciso, outro show para meus ouvidos sangrarem".
"É onde eu vivo, vê, neste camarim e no ônibus", diz ele olhando em volta nos bastante surrados confins do camarim do Ambassador Theatre antes de seu último show na Irlanda.
"Estive em casa por um mês. Eu quase fiquei maluco pois quando você termina a turnê diz: 'Preciso de um descanso, irei colocar meus pés para o alto'. Três dias depois você está subindo pelas paredes".
O Motörhead alcançou o limite da fama no início da década de 80. Um trio de grandes álbuns, "Overkill", "Bomber" e "Ace of Spades", foi seguido pelo álbum ao vivo "No Sleep 'til Hammersmith", o único número 1 até agora. Essa sequência fantástica, apesar disso, foi tanto uma grande ajuda quanto um atraso. Alguns dos mais ardentes fãs são desta época, mas é surpreendente quantos jovens vão para seus shows, apesar da ideia de que o início do Motörhead foi antes deles sequer terem nascido.
"Quando você tem 16 e é a sua música favorita, você tem ela para sempre. Não há nada em sua vida que irá substituir isso. Você não pode, mas você tem que continuar tocando isso (as novas músicas) até que eles (os fãs mais velhos) finalmente escutem ela. O novo álbum irá ajudar".
"A nova geração é diferente. Eles acham que nosso primeiro álbum é 'Sacrifice' (1995). Você sabe, eu posso ver três gerações lá fora toda vez que tocamos. Onde um fodido de 63 anos como eu conseguiria uma audiência como essa?"
"Que vida melhor você poderia ter do que viajar por todo o mundo e fazer as pessoas sorrirem. É um trabalho muito bom".
Leia a entrevista completa aqui.
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