Morbid Angel: música para balançar o corpo, não só a cabeça

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Por Durr Campos, Fonte: Blabbermouth, Tradução
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Luxi Lahtinen do site Metal-Rules.com recentemente entrevistou a lenda Trey Azagthoth, mentor e guitarrista do grande MORBID ANGEL, que falou sobre o processo de composição usado pela banda.

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Metal-Rules.com: Você tem trabalhado no sucessor do álbum “Heretic”. Qual o processo de criação para compor novas canções no Morbid Angel? Você consideraria o novo material da banda como um tipo de guerra psicológica contra si mesmo, no mais profundo abismo da mente quando você entra neste processo de humor para a composição de sua música?

Trey: (pensativo) "Pra mim é apenas uma aventura, uma exploração, buscando novos elementos que me inspirem aos riffs e idéias que irão surgir. Credito isso a meu gosto musical extremamente eclético e minha observação do mundo ao meu redor. Cato idéias de todos os lugares que você puder imaginar. Depois tudo flui naturalmente, meio que aleatoriamente. Eu posso com certeza apenas pegar minha guitarra e começar a tocar e compor coisas novas, mas será que isso soaria de fato empolgante? Tudo leva um tempo e pode ser bem frustrante. Não sinto que estou dentro de um relógio, então vai rolar quando tiver que rolar..."

Metal-Rules.com: Você absorveu bem mais do que apenas pancadaria dentro da sonoridade do MORBID ANGEL ao longo dos anos. Quais estilos mais o influenciam na hora de escrever para a banda? O quanto você transfere isso para sua música? A composição de novas canções é como um processo mental para que você tenha aquele “click” e obtenha o melhor material possível e que te orgulhe em ter composto?

Trey: "Sim, eu curto pancadaria. Mesmo que não haja bateria de verdade e guitarras, se há energia e os elementos básicos, me agrada. Melodias conectadas às batidas. Eu coloco em potência máximas em meu aparelho de som e vejo o que acontece. Daí me surgem algumas idéias. Algumas vezes a música que eu escuto me traz imagens e a partir delas eu vejo minha própria arte sendo moldada. Posso ouvir qualquer coisa, me inspirar e então canalizar tudo para soar como eu quero".

Metal-Rules.com: Conversamos um pouco no Tuska Festival na Finlândia no verão passado bem antes de seu show – e quando eu te perguntei sobre uma nova música de nome “Nevermore”, a qual você tocou por lá, me descreveu a mesma como uma mistura entre o material do “Heretic” e os elementos clássicos da banda. O restante do novo álbum pode ser descrito dessa mesma forma?

Trey: "Este novo álbum será totalmente novo – como todos os outros antes dele. Terá sua própria estrutura e dinâmica, penso eu. Claro que terá elementos característicos do MORBID ANGEL. As pessoas têm sua própria forma de encarar os fatos, pra mim pessoalmente adoro o direcionamento de álbuns como 'Heretic' e 'Gateways...', com todos aqueles ritmos malucos mesclados às batidas cheias de swing. Amo essa linha, e ainda acho que fizemos algo único ali. Mas também tem tanta coisa bacana nos discos anteriores a estes citados, quer dizer, elementos semelhantes aos que acabo de descrever, apenas em uma perspectiva diferente, eu acho. Certamente usarei mais disso nas novas canções, além de coisas mais básicas, 'na cara' mesmo. Música, pra mim, é como uma carona; deve levar as pessoas a diversos lugares, e eu adoro dar carona de todos os tipos para todos os destinos possíveis em tudo o que eu faço".

Metal-Rules.com: Qual a parte mais complicada no processo de composição das novas canções? Você sempre diz que busca a perfeição em suas músicas, então você acha que esse espírito não te bloqueia um pouco na hora de apresentar suas idéias ao restante da banda, temendo que não saia do jeito como você imaginou durante o processo?

Trey: "Bem, não acho que escreverei todo o material sozinho, eu gosto de ter David (Vincent, baixo/vocais) e Pete (Sandoval, bateria) contribuindo com suas idéias. David fará mais, se não todas as letras. Quero fazer música que possua imaginação e criatividade. Quero que te faça balançar o corpo todo e não apenas o faça bater cabeça sem parar".

Leia a entrevista completa (em inglês) neste link.

Um vídeo filmado por um fã trazendo o MORBID ANGEL tocando a citada nova canção, “Nevermore”, no último dia 21 de dezembro no Melkweg em Amsterdã, Holanda, pode ser visto abaixo:

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Sobre Durr Campos

Graduado em Jornalismo, o autor já atuou em diversos segmentos de sua área, mas a paixão pela música que tanto ama sempre falou mais alto e lá foi ele se aventurar pela Europa, onde reside atualmente e possui família. Lendo seus diversos artigos, reviews e traduções publicados aqui no site, pode-se ter uma ideia do leque de estilos que fazem sua cabeça. Como costuma dizer, não vê problema algum em colocar para tocar Napalm Death, seguido de algo do New Order ou Depeche Mode, daí viajar com Deep Purple, bailar com Journey, dar um tapa na Bay Area e finalizar o dia com alguma coisa do ABBA ou Impetigo.

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