Uriah Heep: "não éramos tão bons quanto o Led ou o Purple"

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Por Silvio Somer, Fonte: Brave Words & Bloody Knuckles, Tradução
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Uma entrevista com KEN HENSLEY, lendário guitarrista/tecladista(ex-URIAH HEEP), foi conduzida pelos webmasters do website de K. K. Downing (do JUDAS PRIEST) enquanto Ken estava na Finlândia, em janeiro de 2009.

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Os primeiros anos no URIAH HEEP foram de criatividade extrema e há uma sequência de grandes álbuns clássicos gravados em um espaço de tempo muito curto (“Salisbury”, de 1970; “Look At Yourself”, de 1971; “Demons And Wizards” & “The Magician's Birthday”, de 1972; “Sweet Freedom” e o álbum solo “Proud Words From The Dusty Shelf”, de 1973). De onde vinha esta criatividade?

Hensley: "Bem, estávamos gravando dois álbuns por ano, ou talvez um a cada dez meses. Ninguém mais faz isso e isso era ridículo. E álbuns como 'The Magician's Birthday' sofreram por causa das datas curtas. E também minha forma de escrever realmente começou a declinar quando me afundei na cocaína".

"Foi então que comecei a perder minha concentração, que estava totalmente direcionada para a droga. Todo o resto era secundário. Nós tínhamos caras na banda que eram alcólatras e alguns que eram viciados em drogas. Tudo isto aconteceu no final de 1972, começo de 1973, e como resultado tudo desabou. Mas acredito que nasci para compor canções. Acredito que este é o meu propósito na vida porque hoje tenho escrito mais músicas do que em qualquer outra época de minha vida".

"Parcialmente é pelo lugar onde vivo, que é muito pacífico e eu não tenho o barulho do mundo em minha cabeça. E também em parte é porque quando eu estava escrevendo o livro e as músicas para o álbum 'Blood On The Highway' e particularmente a música chamada 'I Did It All', eu percebi que é por isto que estou aqui, isto é, para escrever músicas. E é por isso que comecei a dar lições de como escrever músicas, porque posso ensinar outras pessoas a fazer o que faço com muita facilidade. Quando percebi que este era o meu dom passei a me concentrar mais na escrita do que em cantar ou em tentar ser um virtuose".

"Tenho fé de que minha inspiração vem de fonte sobrenatural. Sou cristão e, como provavelmente você sabe, eu acredito que Deus está me usando para dizer às pessoas coisa que Ele quer dizer. Não sei porque e nem saberei enquanto estiver vivo."

Por que você acha que o Uriah Heep nunca foi tão reconhecido quanto o Led Zeppelin ou o Deep Purple, mesmo que vocês tenham feito músicas tão boas?

Hensley: "Bem, não sei. Acredito que nós fomos um pouco mais manipulados porque tínhamos um acordo com a gravadora desde o início. Nós tínhamos um bom gerenciamento e a imprensa na Inglaterra, especialmente, pensava que nós éramos como uma moda passageira. Eles realmente não nos davam o crédito que eu acho que merecíamos. Mas musicalmente não acho que éramos tão bons quanto o LED ZEPPELIN e o DEEP PURPLE. Como músicos, a maioria deles eram melhores que nós. Nós não atingimos o mesmo nível. Certamente fizemos sucesso, talvez não tanto quanto outras bandas, mas está valendo".

Seu último álbum solo foi todo sobre histórias pessoais; "Blood On The Highway". Qual tem sido a resposta?

Hensley: "Muito boa. Eu tenho estado muito, muito ocupado desde que o álbum foi lançado em maio do ano passado. É claro que ele não chegou à primeira posição das paradas ou coisa parecida, mas acho que foram vendidas 40 mil cópias na Europa. E a vendagem mantém-se constante com cerca do mesmo número de cópias todo mês. E não é apenas o CD, mas também o livro e o DVD. É uma trilogia, em três produtos diferentes. Estou muito satisfeito com a forma como tem vendido, muito satisfeito com a resposta da crítica."

A entrevista completa (em inglês) está neste link.

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Sobre Silvio Somer

Inicialmente meu gosto musical foi marcado por bandas como Black Sabbath, Iron Maiden e Deep Purple, mas o que revolucionou minha forma de perceber a música foi a primeira vez em que ouvi o álbum "2112" do Rush, embora eu já conhecesse algumas músicas da banda, foram os acordes de "Overture" que colocaram tudo em uma nova perspectiva. Foi assim que aos 14 anos de idade coloquei o mundo que me cercava em cheque. Meu gosto por literatura, então, encontrou sua contra-parte de forma bastante harmônica e ambos são essenciais em minha vida. Atualmente moro em Florianópolis e estudo piano e faço o curso de letras. "We've taken care of everything / The words you hear the songs you sing".

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