Kirk Hammett: "Mustaine toca rápido e eu, melódico"
Por Thiago Coutinho
Fonte: Rolling Stone
Postado em 06 de junho de 2008
O jornalista David Fricke, da revista estadunidense Rolling Stone, conduziu em junho de 2008 uma entrevista com o guitarrista do METALLICA Kirk Hammett.
Rolling Stone — Como você sabe quais riffs e solos manter e quais dispensar?
Kirk Hammett: "Sei quando devemos ou não cortá-los. E sempre tento fazer um solo o melhor que posso. Gravei mais de cem solos para uma única canção neste álbum — e solo dura apenas 25 segundos! [risos]. Mas é óbvio quando um solo funciona. É algo como: ‘uau!’. Ou então simplesmente não é bom o suficiente. É algo bem preto no branco mesmo".
Rolling Stone — Como você descreveria sua participação no som de duas guitarras do METALLICA?
Kirk Hammett: "James [Hetfield, vocal e guitarra] e eu sempre nos complementamos. Nunca entramos numa briga de duas guitarras como muitas bandas fazem. Seu alcance é primário, algo rítmico e percussivo. O meu é mais técnico e fluido. Vejo a guitarra com um monte de escalas e tons. Componho riffs e arranjos tendo a certeza de que eles vão se encaixar harmonicamente. Muitos dos álbuns que fizemos na década de 90 eu estava fazendo orquestrações, procurando por uma parte que se encaixasse em uma outra certa parte para deixar tudo mais excitante — uma textura, uma corda, um pequeno ‘lick’ aqui, outro ali. Agora, voltamos para o trabalho de guitarra como fazíamos na década de 80. O álbum que estamos trabalhando agora é somente uma coisa, METALLICA — uma locomotiva vindo direto a você".
Rolling Stone — Há algum solo nos primeiros álbuns que ultrapassou o seu modo de tocar?
Kirk Hammett: "Quando os outros caras ouviram os solos de ‘Creeping Death’ e ‘Ride the Lightning’ [N. do T.: ambas faixas de ‘Ride the Lightning, de 1984], foi um aspecto diferente de solar que eles estavam acostumados. Dave Mustaine [N. do T.: o qual Hammet substituiu no grupo] só tocava rápido. E eu toco por partes, seções diferentes que deixam o solo tão contagiante quanto possível. No entanto, eu sempre fui mais flamejante. Admito isso".
Rolling Stone — Como vocês compôs o riff de "Enter Sandman"? Nela, há um reconhecimento instantâneo, como em "Smoke on the Water" e "Whole Lotta Love".
Kirk Hammett: "Tenho um amigo que tem uma loja de guitarras, e ele colocou um placa lá que diz ‘No Enter Sandman’ [risos]. O SOUNDGARDEN havia acabado de lançar ‘Louder Than Love’. Eu estava tentando capturar aquela atitude, com riffs pesados. Eram duas horas da manhã. Gravei o riff numa fita e me esqueci dele. Quando Lars [Ulrich, baterista] ouviu, disse: ‘Isso é demais! Mas repita a primeira parte umas quatro vezes’. Foi essa sugestão que o deixou ainda mais pegajoso".
Para ler a entrevista na íntegra, em inglês, clique aqui.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As 11 melhores bandas de rock progressivo dos EUA, segundo a Loudwire
Max Cavalera explica o que fez o Sepultura mudar o som em "Chaos A.D."
Jason Newsted diz que Metallica é, na prática, uma dupla de James Hetfield e Lars Ulrich
Como Paulo Ricardo faz para evitar que suas músicas soem muito metal ou hard rock
A música do Queen que Freddie Mercury considerava melhor que "Bohemian Rhapsody"
Edu Falaschi conta como a reaproximação com Angra o levou ao Masters of Voices
As 25 melhores bandas de todos os tempos, segundo a Classic Rock
A banda americana dos anos 1970 que é a maior influência da nova baterista do Rush
Edu Falaschi lamenta vazamento: "Qualidade horrível, o cara captou do jeito que pôde"
Nocturno Culto explica por que o Darkthrone nunca mais tocou ao vivo
A banda que Chris Cornell integraria se convidassem; "Ele nunca me chamou"
Os roqueiros da Seleção Brasileira na História das Copas do Mundo
O maior riff de guitarra de todos os tempos, segundo Tony Iommi do Black Sabbath
O melhor disco do Bad Religion, de acordo com o Louder
Show do Kiss deu origem a uma das maiores bandas da história do thrash metal



O cantor que viu o Metallica ao vivo e achou que a banda não iria a lugar nenhum
Como o Metallica contribuiu para a criação de uma das maiores bandas de metal sinfônico
A origem de "Por Quem os Sinos Dobram", que une Raul Seixas e Metallica
Tom Araya diz que Slayer acabaria se expusesse conflitos como o Metallica fez
Classic Rock aponta a melhor música do Metallica nos anos 90 (e a escolha surpreende)
A música dos anos noventa que Lars Ulrich levaria até para a vida após a morte
Show do Metallica mudou a vida de Tuomas Holopainen, fundador do Nightwish
Lemmy: tatuagens, política, strippers e atrizes pornô
Bob Daisley: baixista dá detalhes de sua briga com Osbourne


