Opeth: Mikael Akerfeldt fala sobre o novo disco
Por Thiago Guedes
Fonte: Blabbermouth
Postado em 31 de maio de 2008
Rick Florino, do ArtistDirect.com, conversou com o vocalista/guitarrista Mikael Akerfeldt do OPETH, que falou sobre o novo disco da banda.
ARTISTdirect: Você está conjurando um monte de diferentes imagens sobre este álbum ["Watershed"]. Seu processo de composição foi diferenciado?
Mikael: "Um pouco, mas foi mais do que aspecto técnico, porque eu comprei um computador com umas ferramentas de edição. Dessa maneira , eu pude gravar todas as músicas e deixá-las do jeito que eu queria para a gravação. Eu saía todo o dia depois do trabalho para dar umas longas caminhadas e ficava escutando-as. Dessa forma eu poderia mudá-las e reorganizá-las. Isso foi diferente. No passado, fizemos uma série de gravações aonde eu não tinha nenhuma das músicas. Eu apenas escrevia tudo no estúdio. Isso foi legal, mas eu acho que a respeito de qualidade, o material soa melhor pra mim se eu fizer desta maneira. Para as letras, eu tinha uma idéia clara sobre o que eu queria escrever, e eu atualmente queria escrever letras de um modo imediato. Eu realmente escrevi-as muito rápido. Elas foram compostas em uma noite no estúdio. Então escrever esse álbum foi um processo muito ligeiro. Foi fácil. Foi uma batalha os álbuns anteriores, e a maioria das sessões de gravação haviam sido horríveis, mas esta última foi divertida. Nós definitivamente ficamos apreensivos com este".
ARTISTdirect: Como foi esta noite em que você escreveu todas as letras? Você estava particularmente inspirado?
Mikael: "Claro, eu estava, mas eu sabia sobre o que eu queria escrever, e isso foi apenas uma forma de colocá-las pra fora. Eu peguei e falei para os caras, 'Hey, vocês podem ir dormir. Eu vou ficar por aqui e escrever algumas letras'. No dia seguinte eu tinha seis músicas compostas, bastante. A música 'Coil' já estava lá para a demo. Então, sim, eu estava muito satisfeito com tudo feito em uma noite. Foi muito fácil".
"Os vocais de Death Metal, pra mim, são fáceis de colocar no ritmo das músicas. Eu sempre consigo achar os ritmos e encaixar qualquer letra que compor. Os vocais limpos eu fiz nas demos, então eu já tinha os ritmos e as linhas vocais. Foi uma questão de encaixar as palavras certas na melodia. Foi muito fácil fazer uma coisa meio que de imediato. Todas as gravações anteriores haviam sido uma espécie de 'jornada', se posso dizer assim. 'Ghost Reveries' e este foram feitos com mais pré-produção e ensaio. Nós estamos aptos a mudar as coisas. Estamos mais certos sobre as coisas do que estávamos no passado. Quando fizemos um álbum duplo, não tivemos uma amostra sequer do estúdio. Assim que foram finalizadas as gravações, nós realmente não sabiamos o que havia nelas. Agora, visto temos ensaiado por algumas semanas e as músicas já estarem finalizadas, nós sabíamos que tínhamos um bom álbum".
ARTISTdirect: O estilo setentista da arte lembra um pouco "O Exorcista".
Mikael: "[Risos] Isso é bom. Não foi realmente uma inspiração. Eu falei para o nosso artista Travis que eu queria uma idéia completa de 'Isolação', e eu queria que isso fosse muito escuro, como sempre é, de certa forma. É muito mais sutil, dessa vez. Há um monte de mensagens e significados escondidos, coisa que nós realmente nunca tivemos antes. Foi um prazer fazer a arte meio que de imediato, mas eu acho que eu fui mais minucioso. Travis mandou muitas idéias. Eu estava realmente exigente com algumas imagens. Eu realmente não tirei a inspiração de 'O Exorcista', mas isso é legal. Esse estilo setentista era o que queriamos. Se você tivesse a capa sem o logo do OPETH, a maioria das pessoas provavelmente perceberiam que se trata de um álbum do OPETH. Essa arte tem tudo a ver com as nossas artes do passado, de certa forma".
Leia a entrevista completa (em inglês) neste link.
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