Megadeth: "Eu certamente aceitei minha mortalidade", diz Mustaine
Por Alex Silva de Chico e Paulo Nesso e Jorge Fernando
Fonte: Megadeth World
Postado em 17 de maio de 2008
Frontman do MEGADETH e lendário guitarrista, Dave Mustaine foi chamado de diversas coisas durante sua carreira – desde pioneiro do Metal a monstro ego-maníaco.
Agora que a quarta edição desta festa do Metal, que é a Gigantour, está caminhando a toda velocidade, seria inapropriado também rotulá-lo de mentor do Heavy Metal?
"Não um tutor, cara," diz ele. "Isso soa como um cara de smoking fumando cachimbo – não me obrigue a matar você. Que tal ´um dos líderes da geração passada´ ou coisa parecida? Isso é legal."
Gigantour, que foi iniciada no verão de 2005, rapidamente se tornou a forma de Mustaine trazer novas bandas para uma maior exposição.
"A única forma que eu vi que poderia fazer algo com alguma credibilidade, foi usar a experiência e a ajuda que eu adquiri e acumulei ao longo do caminho e passar isso para algumas das bandas mais novas," diz ele.
A lista de bandas deste ano inclui os favoritos do novo metal CHILDREN OF BODOM, HIGH ON FIRE, IN FLAMES e JOB FOR A COWBOY. É uma grande lista de jovens bandas de Metal, escolhidas a dedo por Mustaine.
"Eu acho a lista tão boa quanto qualquer outra, mas a mídia está ficando louca por causa dela – Eles dizem que é a melhor que já teve," diz Mustaine. "Eu fico pensando, 'Wow, é uma afirmação muito forte porque tivemos ótimas bandas nas últimas Gigantours.'"
Para o MEGADETH, essa edição da Gigantour permite a banda manter o suporte do ultimo álbum lançado ano passado, "United Abominations". Críticos consideraram este um dos mais fortes do MEGADETH em anos e o disco mais carregado politicamente desde "Peace Sells ... But Who's Buying?", de 1986.
Mustaine e o MEGADETH parcialmente gravaram o album no SARM Hook End Studios na Inglaterra, onde também fica a casa do guitarrista do PINK FLOYD, David Gilmour.
"Não houve uma vibração mágica – não foi como entrar lá e começar a compor Money ou algo do tipo," diz Mustaine.
"Eu acho que o mais significativo foi o fato de eu ter alugado o kit de bateria de John Bonham para o Shawn (Drover) tocar. Sim, é ótimo estar na casa de David Gilmour mas, meu Deus, nós tínhamos o kit do John Bonham. Isso foi fantástico."
Entretanto, Mustaine é rápido para reduzir os aspectos políticos do álbum, apontando para outras músicas, podemos ver muitas coisas pessoais como, lidando com pesadelos ("Sleepwalker"), vídeo games ("Play For Blood", "Gears of War"), relações pessoais ("Never Walk Alone") e amor e morte ("A Tout Le Monde").
"Eu certamente aceitei minha mortalidade," diz Mustaine, que encerrou as atividades do MEGADETH de 2002 até 2004 após sofrer uma lesão no braço.
"Quando estava envelhecendo, eu nunca pensei que chegaria tão longe. Agora, eu estou naquela idade onde fico pensando, se eu viver para fazer 92 -- Tenho 46 anos agora – Estarei na metade do caminho da minha vida. ' Eu não vou fazer 92 anos... Já tenho 92 anos por dentro."
Confira a matéria completa no megadethworld.com.
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