Confessori: "Uma semente é o bastante para uma nova floresta!"
Por André Molina
Postado em 20 de setembro de 2007
A principal promessa do heavy metal brasileiro para o segundo semestre de 2007 é o novo disco do Shaman. No ano passado a banda se desentendeu e somente o baterista Ricardo Confessori continuou com o projeto. Após o lançamento do bem sucedido CD de estréia "Ritual", um disco ao vivo e o pouco compreendido "Reason", o grupo decidiu se separar. Os demais integrantes preferiram acompanhar o vocalista André Matos em carreira solo. Vale mencionar que parte do Shaman original já tocou com Ricardo Confessori na formação clássica do Angra.
Atualmente, o baterista decidiu levar a banda adiante e escalou novos integrantes para integrar o Shaman. O resultado é a gravação do CD "Immortal", que logo estará disponível nos mercados brasileiro, europeu e japonês. O membro fundador do grupo promete um trabalho vigoroso e pesado. Em entrevista exclusiva ao lado do novo baixista Fernando Quesada, o batera fala sobre o novo disco e justifica porque não alterou o nome da banda.
Como é o estilo do novo Shaman?
Ricardo Confessori: O CD "Ritual" define bem o estilo do Shaman. Ele remete a uma época em que a banda estava unida com um único objetivo: fazer o melhor disco possível. E esse é o espírito que quero trazer para a nova banda. Se os fãs pedirem, nós tocaremos qualquer canção que eu já tenha tocado. Quanto a isso sou bem consciente da nossa missão como banda, que é, em 1º lugar, atender aos fãs. E esse é o espírito que quero trazer.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
O que vocês destacam em "Immortal" em relação aos trabalhos anteriores?
Fernando Quesada: O destaque do Immortal em relação aos outros trabalhos foi conseguir obter um CD riquíssimo em melodia e detalhes instrumentais, e ao mesmo tempo bem pesado. Ou seja, conseguir ter todos os elementos em um disco sem ter que optar por um ou outro.
Fernando Quesada: Houve dessa vez uma maior preocupação em fazer um instrumental mais bem trabalhado com solos de guitarras, dobras com baixo, levadas de bateria com influências de diversos ritmos, sem deixar o peso e os refrões fortes de lado.
Fernando Quesada: Além disso é um disco muito versátil, onde existem músicas com afinações baixas e vocal rasgado, até uma música totalmente acústica resgatando um clima "Holy Land".
Fernando Quesada: Eu considero Immortal um disco diferenciado, pois nas composições também houve a preocupação de como seriam as músicas em um show, então é um disco que com certeza vai agradar muito ao vivo.
Por que o nome "Immortal"?
Ricardo Confessori: Esse nome foi uma forma de mostrar que o Shaman não acaba porque a maioria deixa a banda. Queria passar para as pessoas esse sentimento de que uma só semente é o bastante para que uma nova floresta cresça. Tudo que precisamos é de coragem e superação, uma coisa que conheço bem por todos esses anos lutando pelo metal como baterista. O nome do CD também não deixa de ser uma mensagem para todos nós, no que se refere ao nosso planeta, que ainda podemos salvar.
Você é o único membro original. Por que manteve o nome "Shaman" e não fundou uma nova banda?
Ricardo Confessori: Porque seria como parar de escrever um livro, desistir de uma crença. Deixar que tudo o que foi plantado, principalmente por mim, fosse esquecido pelas pessoas.
Como foi o processo de seleção dos novos membros?
Ricardo Confessori: Tudo começou de uma parceria minha com o Thiago Bianchi (novo vocalista) em produzir uma banda em estúdio. Conversávamos sobre o que seria do Shaman, ele me falou de alguns bons músicos que ele já havia gravado em estúdio, e assim começaram os testes. Só posso dizer que são músicos excelentes, que foram escolhidos dentre dezenas de outros músicos que testei durante audição em meu estúdio. Acabaram sendo escolhidos Leo Mancini (novo guitarrista) e Fernando Quesada, vulgo "Fumaça" (novo baixista). Eu sempre digo a eles que eu não os escolhi, foram eles que me escolheram. Chamamos também o Fabrizio Di Sarnos como músico acompanhante para desenvolver e tocar os arranjos de teclado e orquestra.
Você pode traçar um breve perfil dos novos integrantes?
Ricardo Confessori: O Leo (guitarrista) veio com uma nova vertente para a banda, mais hard rock e mais firula, principalmente nas partes instrumentais e nos solos. O Fernando é um excelente compositor, principalmente de belas baladas, e por isso que não vão faltar baladas nesse CD, é claro. Isso já é uma marca do Shaman. O Thiago, sem comentários, surpreendeu com a versatilidade de sua voz, não é a toa que ele é um excelente produtor também.
Desde a separação do grupo original até o lançamento de "Immortal", passaram-se alguns meses. Como foi o processo de composição e gravação com novos integrantes em tão pouco tempo?
Fernando Quesada: Realmente foi em pouco tempo. O processo de composição do disco se deu por mais ou menos 2 a 3 meses para entrar no estúdio e começar a gravar. Foi um processo bem tranqüilo e enriquecedor para cada um dos músicos da banda.
Fernando Quesada: Como todos da banda são compositores e produtores, o que não faltou foram idéias de rifs, melodias, harmonias e tudo mais. Cada um levava suas idéias nos ensaios e construíamos as músicas juntos, dando uma cara nova para o som e ao mesmo tempo resgatando e mantendo as raízes do Shaman.
Fernando Quesada: O disco está bem variado entre as músicas, tendo composições com mais peso, com baterias rápidas, vocais rasgados ; músicas estilo "Ritual" com instrumentos variados e baterias no estilo Confessori!; speeds resgatando refrões altos com melodias fortes; música acústica; enfim, tudo para deixar um disco de volta as raízes com força, união e mostrar a cara desse novo Shaman.
Como baterista o que você destaca no novo disco em comparação aos dois primeiros discos de estúdio do Shaman?
Ricardo Confessori: No novo trabalho do Shaman estou voltando às minhas origens na batera, criando baterias como as de antigamente, na fase Angra. São muitas surpresas, e eu pretendo revolucionar de novo com esse novo CD. Para mim ele tem que se tornar uma referência para bateristas, assim como o "Holy Land" (Angra) foi, e estou trabalhando duro para isso
O CD também vai sair no Japão. Como será o trabalho de divulgação no exterior? Existe previsão de turnê?
Ricardo Confessori: Já temos shows marcados no Brasil, que logo divulgaremos em nosso site www.shamanimmortal.com. Nosso lançamento para a Europa, Japão e América Latina ficará para setembro, então, provavelmente iremos à Europa em 2008, para uma tour de shows. É claro que antes disso daremos uma passada na Europa e Japão para fazer a promoção do CD, e quem sabe tocar uns mini shows acústicos. No Brasil lançaremos pelo selo Thurbo Music, que é uma nova gravadora de caras muito legais, vindo de grandes gravadoras e com o maior gás.
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