Scorpions: "ouvimos desde Green Day até Led"
Por Guilherme Carvalho
Fonte: Metal Shrine
Postado em 07 de julho de 2007
A Metalshrine, da Suécia, recentemente entrevistou o guitarrista do SCORPIONS, Rudolf Schenker, que falou basicamente sobre o novo álbum da banda, "Humanity: Hour 1".
Metalshrine: Como foi trabalhar com [o produtor] Desmond Child no novo álbum?
Rudolf: "Uma experiência nova. Já tinhamos trabalhado com bons produtores como Bruce Fairbairn, e tínhamos também outros nomes famosos em mente. Não estávamos certos se ele ia trabalhar ou não conosco, já que o SCORPIONS não está no topo das paradas e alguns produtores talvez só estejam querendo ganhar dinheiro. Mas Desmond foi o cara que teve essa visão sobre fazer um disco realmente sensacional. Hoje em dia você tem três possibilidades: fazer um álbum porque é seu hobby, a outra é deixar os fãs e as pessoas saberem, e a última é fazer mais para você mesmo. Fazer um marco na nossa carreira. Dissemos que para passar o tempo e tudo o mais tinha que ser algo especial. Desmond foi o cara que já veio com a visão e coisas como 'Você tem que fazer isso e aquilo!' Você já podia ver [como seria], e eu e Klaus fomos para Los Angeles para falar com ele".
Metalshrine: Ele sempre trabalha em Los Angeles?
Rudolf: "Sim, mas às vezes eu acho que ele está também em Vancouver. Mas a gente não trabalhou só com ele. James Michael era o outro cara, ele estava envolvido com as guitarras, a bateria e o baixo, ele queria ter uma visão completa, e ele também queria fazer os vocais. O importante para essa situação é que ele (Desmond) também é um ótimo compositor. Era importante ter boas canções. Com 'Unbreakable' chegamos à conclusão de que estávamos de volta para onde o SCORPIONS veio. Os anos 90 não foram bons para o rock clássico, então tínhamos duas possibilidades: nos separar ou fazer projetos solo ou paralelos. Os fãs disseram que [o álbum "Acoustica"] foi muito bom, mas eles também escreveram: 'Vocês não poderiam fazer algo mais tradicional como o álbum ‘Blackout’ ou o 'Love at First Sting'?'".
"OK, então vamos fazer isso, e essa era a situação no 'Unbreakable'. SCORPIONS tradicional em 2004. Mas qual é o próximo passo? Agora estamos de volta. Com 'Eye to Eye' demos um passo longo. O SCORPIONS é uma banda de hoje com a história de ontem. Queríamos conectar ambos lados. Não queremos perder os fãs mais antigos, mas não queremos ficar apenas com eles até o dia da nossa morte, pois vivemos o dia de hoje. Gostamos de música atual como GREEN DAY e SYSTEM OF A DOWN ou o que quer que seja, mas também gostamos de coisas antigas como o LED ZEPPELIN. Dissemos a Desmond que queríamos fazer um ponte entre o antigo e o novo SCORPIONS e esse era o objetivo básico que estávamos buscando, e queríamos ter as músicas certas que realmente contivessem uma grande mensagem. Desmond chegou e disse: 'Somos uma equipe de caras que inclui Eric Bazilian e Marti Frederiksen!' e, é claro, James Michael e Desmond. Desmond sabe quando a música ainda não está pronta. Se você vem escrevendo por muitos anos é importante ter sangue novo. Queríamos fazer um álbum que fosse realmente espetacular no mundo do rock".
Metalshrine: Ele vinha com idéias prontas para as músicas ou foi uma colaboração com a banda?
Rudolf: "Sim! Tínhamos muitas músicas e foi um processo assim durante todo o tempo. Quando começamos o álbum era um pouco sombrio, e então colocamos canções como 'Game of Life' e 'Love Me to Death' e tiramos outras. Sempre houve meio que uma mudança constante até que chegamos no ponto de dizer 'Ok, é isso aí!'.
Metalshrine: Vocês devem ter muito material antigo. Existe algum projeto no sentido de lançar algumas dessas coisas?
Rudolf: "Não, nós só temos um plano. Colocamos toda nossa força nesse trabalho e queremos que tenha sucesso. Não só com os fãs mais presentes mas com toda a cena outra vez. O problema com o rock é que nos anos oitenta todo mundo estava ouvindo, daí veio o hip hop e o rap e depois o grunge tomou conta. Agora queremos que as pessoas voltem a ouvir este tipo de música de novo. Depois de tocarmos em Milão tocamos no Rock Im Park porque Billy Corgan queria tocar com a gente, então fizemos o bis e você podia ver o público, e o tamanho desse festival. No Wacken, nove meses atrás, foi espetacular! Essa música tem muita base, mas o problema é o formato das rádios e da MTV. Os jovens querem as coisas cada vez mais rápidas, e eles não têm que pensar pois a mídia lhes diz o que pensar. Com esse álbum não queremos ser pregadores, mas queremos passar uma mensagem. Dar mais valor à música do que, digamos, uma coisa passageira e só".
Leia a entrevista completa na Metalshrine.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música do Led que parece fantasia, mas nasceu de uma bronca de Robert Plant com a polícia
Nicko McBrain critica voz atual de Axl Rose e revela tentativa frustrada de reconciliação
A música do Slayer que produtor Ross Robinson considera tão boa quanto "Angel of Death"
Bono e The Edge explicam o que mantém o U2 unido há 50 anos
Angela Gossow conta em detalhes como Lauren Hart se tornou vocalista do Arch Enemy
O disco mais odiado do Metallica que Jimmy Page e Jack White adoraram
Cinco nomes importantes do punk que John Lydon não suporta, incluindo o Green Day
A banda que Dave Grohl chamou de circo e comparou a cerveja velha e sem graça
O pior disco do Kiss: Paul Stanley escolhe dois, e Marty Friedman discorda
Metallica divulga performance ao vivo de "Fade to Black"
O gênero musical que Slash considera mais vibrante que o rock atualmente
Por que Nick Mason acha que o Pink Floyd teria sido uma péssima banda de heavy metal
A pergunta estranha que Clive Burr teria feito a Nicko McBrain
Gene Simmons (Kiss) cuspiu sangue em um jovem Chuck Billy (Testament)
A banda de metal que Gene Simmons dizia que iria tomar o lugar do Kiss

150 clássicos do heavy metal que foram lançados há mais de 40 anos
12 bandas de rock que contam com apenas um membro original na formação
O músico que mudou o som do Scorpions; "vamos tornar essa porra pesada novamente"
"Wind of Change", cinebiografia do Scorpions, ganha data de lançamento
A banda famosa que jogou Joan Jett aos leões e provocou uma noite infernal
Marilyn Manson: "Sou ainda pior fora do palco"
Dream Theater: Myung não tinha planos de ser baixista


