Entrevista com Hansi Kursch, do Blind Guardian

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Por Rafael Carnovale, Fonte: Mundo Rock
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Prestes a desembarcar na América do Sul para uma série de shows conversamos via telefone com o simpático vocalista do Blind Guardian, Hansi Kursch, para falarmos sobre a turnê, e ainda aproveitamos para tirar algumas dúvidas sobre o novo CD. Confira abaixo o que rolou:

(Entrevista concedida para o portal Mundo Rock - www.mundorock.net).

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Mundo Rock: Vamos começar falando sobre o giro sul-americano. O que vocês esperam encontrar nesta terceira turnê pelo continente?

Hansi: Basicamente o ponto máximo de nossa turnê. Os fãs sul-americanos, seja no Brasil Chile ou Argentina são totalmente apaixonados pelo Blind Guardian. Com isso os shows se tornam intensos e maravilhosos para nós. Não tenho dúvidas que voltaremos da América do Sul com as melhores memórias de turnê.

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Mundo Rock: E como tem sido os shows do Blind Guardian até agora?

Hansi: Bem legais, com muito divertimento e empolgação. Tocamos na Alemanha, Suíça, Rússia e... (pensativo) Alemanha? (Risos). Mas tem sido um grande momento. Preciso destaque os shows na Sérvia e na Inglaterra. Esperamos também emplacar uma ótima turnê pela América do Norte.

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Mundo Rock: Um mercado um tanto complicado por sinal para o heavy metal...

Hansi: Sim... eu diria que é uma incógnita. Lembro que em 2002 nossos shows lá foram legais, mas notava-se que o público nem sempre estava focado no show, levavam o concerto apenas como um evento social. Ano passado fizemos alguns shows e posso dizer que me sentia na Europa, com a galera cantando e participando. O show em Quebec (Canadá) foi sensacional. Não são como os sul-americanos, mas realmente nos surpreenderam.

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Mundo Rock: Vi alguns "set-lists" da nova turnê e vocês têm tocado 3 ou 4 músicas de "Twist In The Myth"...

Hansi: (Interrompendo) Boa pergunta. Normalmente tentamos sempre contrabalançar o repertório, mas por exemplo, a América do Sul não nos vê há 5 anos, logo precisamos tocar algo novo e coisas antigas. Esse "set" que estamos tocando deve ser a base para os shows, mas ainda estamos pensando sobre isso.

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Mundo Rock: Eu gostaria de falar novamente, por mais que isso já tenha sido citado, da escolha de "Fly" para o primeiro single e EP. A música não soa diferente das demais para ter sido o primeiro cartão de visitas do novo CD?

Hansi: (Risos) De fato "Fly" é diferente do que vínhamos fazendo, mas eu a considero, e falo em nome da banda também, uma das melhores que já escrevemos. É claro que tal situação pode dar origem a discussões, mas se você vir nossos trabalhos anteriores, sempre mudamos gradativamente o estilo. "Fly" pode assustar alguns fãs, mas ainda a vejo como a melhor escolha.

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Concordo que alguns fãs tenham ficado desapontados no começo, mas eles perceberam que o CD não é tão diferente assim do que vínhamos fazendo. É Blind Guardian e os fãs sabem disso.

Mundo Rock: Esta é a primeira turnê com Fredrik na bateria. Como tem sido seu desempenho ao vivo?

Hansi: Melhor impossível... o cara é perfeito para o posto, além de ser um grande amigo e um gás novo para a banda.

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Mundo Rock: Em 2002 vocês precisaram convidar Alex (Rhapsody Of Fire) para vir a América do Sul, já que Thomen Stauch teve um problema de saúde.

Hansi: Foi algo inesperado. Thomen vinha ensaiando, e o problema parecia sob controle. Mas alguns dias antes de embarcarmos ele não teve condições de vir. Chamamos Alex e ele foi maravilhoso. Entendo que nos primeiros dois shows ele ainda estava se adaptando, afinal lhe demos o set e 48 horas para o primeiro show (Risos). Mas quando fizemos o show de Curitiba, que foi o último da turnê, ele nem parecia um baterista contratado.

Mundo Rock: A primeira coisa que você canta no novo CD é a tradicional "Once Upon A Time...". Seria "A Twist In The Myth" um retorno, porém com a sonoridade mais moderna?

Hansi: Vou ficar em cima do muro (Risos). Concordo e não concordo. Essa é a mágica do novo CD. Ele tem elementos que já registramos e ao mesmo tempo novas sonoridades, como "Fly" e "This Will Never End". Acho que se antes de gravarmos este CD eu fosse contar aos fãs sobre seu direcionamento eles não iriam acreditar em nossa proposta. "Night At The Opera" é diferente de "Imaginations From The Other Side" que é diferente do novo trabalho. E assim será no próximo.

Mundo Rock: Você teve problemas de saúde que acabaram atrasando a gravação do CD. Como está se sentindo durante a turnê?

Hansi: Agora está tudo bem. O ponto é que o vocalista precisa dar um tempo, aprender a relaxar e se poupar durante o tempo livre. Mas não é um grande problema, desde que você saiba se cuidar e se lembre disso. Tenho me esforçado ao máximo para que eu possa sempre cantar como quero, e nem sempre isso depende de mim. Por exemplo, estamos indo para a América do Sul, aonde enfrentaremos uma temperatura bem maior do que na Europa (Gargalhadas).

Mundo Rock: Posso dizer sem sombra de dúvidas que isso é verdade!

Hansi: (Gargalhadas) Pois é... com isso posso acabar ficando doente, ou pegar um vírus. Nisso preciso tomar alguns cuidados para que não adoeça durante os shows. Mas a cada turnê fico mais experiente, e isso ajuda muito.

Mundo Rock: Thomen teve problemas de ordem psicológica que fizeram com que ele se afastasse temporariamente do Savage Circus. Ele chegou a manifestar algum desses problemas durante sua estada no Blind Guardian?

Hansi: Não (Enfático). Thomen teve sim alguns problemas em sua nova banda, mas sua saída do Blind Guardian foi algo puramente musical. Divergíamos quanto ao som, e ele teve problemas físicos constantes naquele período. Mas não chegou a manifestar nada de ordem psicológica. Fico feliz de saber que ele está recuperado, pois o considero um amigo e gostamos dele.

Mundo Rock: O segundo semestre é separado para os festivais de verão. Já é praticamente uma rotina para as bandas que lançam trabalhos novos não?

Hansi: (Risos) É... já é parte de nossa rotina. Com certeza iremos tocar em alguns destes, mas garanto que não faremos outro Blind Guardian Festival (Risos), pois gastamos uma grana muito forte neste evento. A realidade é que cada país da Europa tem seu próprio festival e com isso podemos fazer um bom show, ou ser headliner em alguns casos, para tocar para 40, 50 ou 70 mil pessoas. É um grande momento e nos divertimos muito.

Mundo Rock: Hansi, obrigado pela entrevista e o espaço é seu:

Hansi: Obrigado a todos. Mal posso esperar para chegar no Brasil. Levaremos toda a produção de palco que pudermos. Será sensacional!

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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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