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Nocturnal Rites: 10 anos buscando um lugar ao sol no Heavy Metal

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Por Rafael Carnovale
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Dez anos depois, e sete álbuns de estúdio lançados, os suecos do Nocturnal Rites ainda buscam seu lugar ao sol. Competência não lhes tem faltado, mas a banda decidiu partir para o ataque de vez, com o objetivo de consolidar-se como um dos grandes nomes do metal melódico europeu. Seu novo CD, "Grand Illusion" é um grande passo para tal, com elementos novos sendo trazidos para enriquecer seu tradicional power metal. Acompanhe esta interessante conversa com o baixista Nils Eriksson, que se por um lado é um tanto quando objetivo em suas respostas, não se esquiva de falar sobre nada. Completam o time o talentoso vocalista Jonny Lindqvist, os guitarristas Fredrik Mannberg e Nils Norberg e o baterista Owe Lingwall.

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Whiplash! - Em 2005 o Nocturnal Rites competou 10 anos de carreira. Vocês lançaram "Lost in Time", contendo os dois primeiros CDs da banda com mais algumas faixas extras. Não teria sido mais interessante re-gravar os CDs com a formação atual?

Nils Eriksson - Pensamos nisso. Mas o objetivo principal era disponibilizar para os fãs nossos dois primeiros lançamentos ("In a Time of Blood and Fire" e "Tales of Mystery and Imagination") para o público, já que os mesmos não estavam mais disponíveis no mercado, e a procura era grande. Queríamos deixar a vibração daquela época, e não mexer nas gravações, mas incluímos algumas músicas extras como um presente para todos que sempre nos deram apoio.

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Whiplash! - E o que você pode nos contar sobre o show "Demons At The Opera"? Será lançado em DVD?

Nils Eriksson - Espero que seja. Foi um show que fizemos com orquestra e numa filmagem extremamente profissional. Ficou muito bom, e estamos trabalhando nisso. Infelizmente ainda não tenho uma data para lhe fornecer, mas que sairá é certo.

Whiplash! - "New World Messiah" foi uma boa continuação para "Shadowland", mas o novo CD traz uma nova sonoridade para a banda. Porque vocês decidiram trabalhar com outros estilos musicais, ainda que de maneira suave?

Nils Eriksson - Neste novo CD queríamos nos expressar de outra maneira, soar maiores, bombásticos. Gosto de pensar que fizemos um trabalho diversificado, com músicas agressivas e baladas. Tem muita atitude nesse CD, e fiquei bem satisfeito.

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Whiplash! - "Fools Never Die" é uma ótima faixa de abertura, e percebo algumas influências da música gótica nela. Você concorda com isso?

Nils Eriksson - Sim... Talvez (risos). A música é bem agressiva, cadenciada, boa para ser tocada com som alto. De fato notam-se alguns experimentos, o que pode ratificar o que você falou. Fizemos um excelente vídeo, e a banda toda concordou que esta era a música ideal para iniciar o CD.

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Whiplash! No refrão a banda parece mandar uma mensagem ao dizer "I’m Not a Fool". Para quem seria?

Nils Eriksson - Para aqueles que acham que podem controlar as pessoas, usando sua fama, dinheiro ou recursos que possam transparecer alguma superioridade. O fato de você não ser famoso ou rico não quer dizer que você seja um tolo.

Whiplash! - "Never Trust" incorpora uma sonoridade mais moderna ao heavy metal praticado pela banda. Como foi o processo de composição?

Nils Eriksson - Na verdade fizemos como sempre. As idéias surgem de todos os lados. Nils (Nordberg - guitarra) e eu escrevemos juntos a maioria das músicas. E eu escrevo as letras. Depois Jonny acrescenta suas linhas vocais e acaba colocando suas idéias. E nos ensaios vamos moldando tudo até o resultado final. É um trabalho em grupo bem legal e agradável.

Whiplash! - Outro exemplo desta modernidade é "Still Alive". Vocês não pensaram em usar elementos industriais neste CD?

Nils Eriksson - Neste novo CD não. Mas não estamos fechados para esta idéia. Sempre discutimos muito sobre a musicalidade da banda, e tentamos com isso absorver novas idéias que venham a nos fazer evoluir musicalmente. Quem toca em uma banda precisa ter a mente aberta, e isso funciona muito bem conosco, porque além de sermos um time, somos grandes amigos.

Whiplash! - "Cuts Like a Knife" traz um clima atmosférico e "dark" para o CD, com as boas participações de Jens Johansson e Kristofer Olivius. Porque decidiram convidar estes músicos?

Nils Eriksson - Quando começamos a gravar pensamos em ter alguns convidados. Bastava checar quais as músicas das demos permitiriam que isso acontecesse. "Cuts" foi a melhor opção. Somos amigos de Krist, e ele topou na hora, vindo ao estúdio e fazendo suas partes com competência. O mesmo ocorreu com Jens, que é um excepcional tecladista. Foi tudo muito fácil e o resultado ficou maravilhoso.

Whiplash! - Em "Never Ending" a banda usa elementos de orquestra em sua música. Há planos para se gravar um CD inteiro com orquestra?

Nils Eriksson - Com certeza! É algo que queremos fazer, basta apenas termos o tempo disponível para tal. Como eu disse, você tem que ter a cabeça aberta para estar sempre crescendo musicalmente, e é algo que queremos fazer. Penso muito nisso e imagino coisas muito legais neste formato.

Whiplash! - A última faixa do CD, "Deliverance", encerra o trabalho de maneira épica. Vocês já decidiram quais faixas novas serão tocadas nos shows?

Nils Eriksson - Devemos tocar três ou quatro faixas novas. Com certeza "Fools Never Die", "Never Trust" e mais algumas, que vamos decidir nos ensaios, além de "Cuts Like a Knife". Estou ansioso para começarmos a tocar ao vivo, pois quero ver a reação do público a nosso novo material. Além do que, amo estar num palco. (Risos)

Whiplash! - Vocês fizeram uma ótima turnê com o Edguy em 2004. Como foram esses shows?

Nils Eriksson - Fantásticos. Era um pacote de três bandas, e os shows estavam sempre com um bom público, participativo e empolgado. Adorei cada momento, e nossa gravadora (Sanctuary Records) gostou muito do resultado. Foi um pacote que funcionou muito além do esperado. E nos tornamos muito amigos uns dos outros.

Whiplash! - "Grand Illusion" está longe de ser uma ilusão. É uma realidade e agora fica a pergunta: o que podemos esperar do Nocturnal Rites daqui pra frente?

Nils Eriksson - Posso dizer que vamos sempre compor o que estivermos sentido no momento. Estamos em constante evolução, e nosso próximo trabalho será diferente deste, desde que seja interessante para nós e para nossos fãs. Me divirto compondo e tocando, e isso é o mais importante de estar numa banda. Estamos sempre nos desafiando e os resultados vêm surgindo com nossos CD´s. Odeio bandas que compõem sempre o mesmo álbum, apenas mudando um ou outro detalhe.

Whiplash! - Como estão os planos para turnê. Há alguma chance de se lançar um DVD ao vivo?

Nils Eriksson - Vamos fazer alguns shows na Suécia e um giro pela Europa. Em 2006 planejamos tocar em alguns festivais europeus. Há sim planos para um DVD ao vivo, principalmente porque temos o show orquestrado para lançar. Planejamos gravar um show completo, com tudo que temos direito no palco, e lançar junto com o show orquestrado. Vai ser um pacote animal!

Whiplash! Planos para o Brasil?

Nils Eriksson - Quem sabe... é clichê, mas vou dizer do mesmo jeito (Risos): queremos tocar no Brasil, sabemos que o público de seu país é animalesco. Espero que consigamos viabilizar isso em 2006.

Whiplash! - Nils, obrigado pela entrevista. Este espaço é seu para deixar sua mensagem aos fãs da banda e visitantes do WHIPLASH! Rocksite:

Nils Eriksson - Como sempre muito obrigado. Cada nota que tocamos é para vocês, porque sem vocês não somos nada. Espero poder um dia tocar no Brasil, e sorrir vendo uma platéia animal! Abraços!!!


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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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