Nocturnal Rites: 10 anos buscando um lugar ao sol no Heavy Metal
Por Rafael Carnovale
Postado em 12 de outubro de 2005
Dez anos depois, e sete álbuns de estúdio lançados, os suecos do Nocturnal Rites ainda buscam seu lugar ao sol. Competência não lhes tem faltado, mas a banda decidiu partir para o ataque de vez, com o objetivo de consolidar-se como um dos grandes nomes do metal melódico europeu. Seu novo CD, "Grand Illusion" é um grande passo para tal, com elementos novos sendo trazidos para enriquecer seu tradicional power metal. Acompanhe esta interessante conversa com o baixista Nils Eriksson, que se por um lado é um tanto quando objetivo em suas respostas, não se esquiva de falar sobre nada. Completam o time o talentoso vocalista Jonny Lindqvist, os guitarristas Fredrik Mannberg e Nils Norberg e o baterista Owe Lingwall.
Whiplash! - Em 2005 o Nocturnal Rites competou 10 anos de carreira. Vocês lançaram "Lost in Time", contendo os dois primeiros CDs da banda com mais algumas faixas extras. Não teria sido mais interessante re-gravar os CDs com a formação atual?
Nils Eriksson - Pensamos nisso. Mas o objetivo principal era disponibilizar para os fãs nossos dois primeiros lançamentos ("In a Time of Blood and Fire" e "Tales of Mystery and Imagination") para o público, já que os mesmos não estavam mais disponíveis no mercado, e a procura era grande. Queríamos deixar a vibração daquela época, e não mexer nas gravações, mas incluímos algumas músicas extras como um presente para todos que sempre nos deram apoio.
Whiplash! - E o que você pode nos contar sobre o show "Demons At The Opera"? Será lançado em DVD?
Nils Eriksson - Espero que seja. Foi um show que fizemos com orquestra e numa filmagem extremamente profissional. Ficou muito bom, e estamos trabalhando nisso. Infelizmente ainda não tenho uma data para lhe fornecer, mas que sairá é certo.
Whiplash! - "New World Messiah" foi uma boa continuação para "Shadowland", mas o novo CD traz uma nova sonoridade para a banda. Porque vocês decidiram trabalhar com outros estilos musicais, ainda que de maneira suave?
Nils Eriksson - Neste novo CD queríamos nos expressar de outra maneira, soar maiores, bombásticos. Gosto de pensar que fizemos um trabalho diversificado, com músicas agressivas e baladas. Tem muita atitude nesse CD, e fiquei bem satisfeito.
Whiplash! - "Fools Never Die" é uma ótima faixa de abertura, e percebo algumas influências da música gótica nela. Você concorda com isso?
Nils Eriksson - Sim... Talvez (risos). A música é bem agressiva, cadenciada, boa para ser tocada com som alto. De fato notam-se alguns experimentos, o que pode ratificar o que você falou. Fizemos um excelente vídeo, e a banda toda concordou que esta era a música ideal para iniciar o CD.
Whiplash! No refrão a banda parece mandar uma mensagem ao dizer "I’m Not a Fool". Para quem seria?
Nils Eriksson - Para aqueles que acham que podem controlar as pessoas, usando sua fama, dinheiro ou recursos que possam transparecer alguma superioridade. O fato de você não ser famoso ou rico não quer dizer que você seja um tolo.
Whiplash! - "Never Trust" incorpora uma sonoridade mais moderna ao heavy metal praticado pela banda. Como foi o processo de composição?
Nils Eriksson - Na verdade fizemos como sempre. As idéias surgem de todos os lados. Nils (Nordberg - guitarra) e eu escrevemos juntos a maioria das músicas. E eu escrevo as letras. Depois Jonny acrescenta suas linhas vocais e acaba colocando suas idéias. E nos ensaios vamos moldando tudo até o resultado final. É um trabalho em grupo bem legal e agradável.
Whiplash! - Outro exemplo desta modernidade é "Still Alive". Vocês não pensaram em usar elementos industriais neste CD?
Nils Eriksson - Neste novo CD não. Mas não estamos fechados para esta idéia. Sempre discutimos muito sobre a musicalidade da banda, e tentamos com isso absorver novas idéias que venham a nos fazer evoluir musicalmente. Quem toca em uma banda precisa ter a mente aberta, e isso funciona muito bem conosco, porque além de sermos um time, somos grandes amigos.
Whiplash! - "Cuts Like a Knife" traz um clima atmosférico e "dark" para o CD, com as boas participações de Jens Johansson e Kristofer Olivius. Porque decidiram convidar estes músicos?
Nils Eriksson - Quando começamos a gravar pensamos em ter alguns convidados. Bastava checar quais as músicas das demos permitiriam que isso acontecesse. "Cuts" foi a melhor opção. Somos amigos de Krist, e ele topou na hora, vindo ao estúdio e fazendo suas partes com competência. O mesmo ocorreu com Jens, que é um excepcional tecladista. Foi tudo muito fácil e o resultado ficou maravilhoso.
Whiplash! - Em "Never Ending" a banda usa elementos de orquestra em sua música. Há planos para se gravar um CD inteiro com orquestra?
Nils Eriksson - Com certeza! É algo que queremos fazer, basta apenas termos o tempo disponível para tal. Como eu disse, você tem que ter a cabeça aberta para estar sempre crescendo musicalmente, e é algo que queremos fazer. Penso muito nisso e imagino coisas muito legais neste formato.
Whiplash! - A última faixa do CD, "Deliverance", encerra o trabalho de maneira épica. Vocês já decidiram quais faixas novas serão tocadas nos shows?
Nils Eriksson - Devemos tocar três ou quatro faixas novas. Com certeza "Fools Never Die", "Never Trust" e mais algumas, que vamos decidir nos ensaios, além de "Cuts Like a Knife". Estou ansioso para começarmos a tocar ao vivo, pois quero ver a reação do público a nosso novo material. Além do que, amo estar num palco. (Risos)
Whiplash! - Vocês fizeram uma ótima turnê com o Edguy em 2004. Como foram esses shows?
Nils Eriksson - Fantásticos. Era um pacote de três bandas, e os shows estavam sempre com um bom público, participativo e empolgado. Adorei cada momento, e nossa gravadora (Sanctuary Records) gostou muito do resultado. Foi um pacote que funcionou muito além do esperado. E nos tornamos muito amigos uns dos outros.
Whiplash! - "Grand Illusion" está longe de ser uma ilusão. É uma realidade e agora fica a pergunta: o que podemos esperar do Nocturnal Rites daqui pra frente?
Nils Eriksson - Posso dizer que vamos sempre compor o que estivermos sentido no momento. Estamos em constante evolução, e nosso próximo trabalho será diferente deste, desde que seja interessante para nós e para nossos fãs. Me divirto compondo e tocando, e isso é o mais importante de estar numa banda. Estamos sempre nos desafiando e os resultados vêm surgindo com nossos CD´s. Odeio bandas que compõem sempre o mesmo álbum, apenas mudando um ou outro detalhe.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Whiplash! - Como estão os planos para turnê. Há alguma chance de se lançar um DVD ao vivo?
Nils Eriksson - Vamos fazer alguns shows na Suécia e um giro pela Europa. Em 2006 planejamos tocar em alguns festivais europeus. Há sim planos para um DVD ao vivo, principalmente porque temos o show orquestrado para lançar. Planejamos gravar um show completo, com tudo que temos direito no palco, e lançar junto com o show orquestrado. Vai ser um pacote animal!
Whiplash! Planos para o Brasil?
Nils Eriksson - Quem sabe... é clichê, mas vou dizer do mesmo jeito (Risos): queremos tocar no Brasil, sabemos que o público de seu país é animalesco. Espero que consigamos viabilizar isso em 2006.
Whiplash! - Nils, obrigado pela entrevista. Este espaço é seu para deixar sua mensagem aos fãs da banda e visitantes do WHIPLASH! Rocksite:
Nils Eriksson - Como sempre muito obrigado. Cada nota que tocamos é para vocês, porque sem vocês não somos nada. Espero poder um dia tocar no Brasil, e sorrir vendo uma platéia animal! Abraços!!!
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda iniciante de heavy metal que tem como objetivo ser o novo Iron Maiden
As 11 bandas de rock progressivo cujo primeiro álbum é o melhor, segundo a Loudwire
O primeiro disco que Max Cavalera comprou; "Ouvia todos os dias"
Guns N' Roses ensaia hit não tocado há 35 anos e fãs criam expectativa para shows no Brasil
A música de guitarra mais bonita da história, segundo Brian May do Queen
Arch Enemy publica vídeo com demos de música alvo de polêmica com Kiko Loureiro
Alex Lifeson diz que primeiros ensaios do Rush com Anika Nilles não funcionaram tão bem
O disco do Metallica que, para Cristina Scabbia, não deveria existir
Yes suspende atividades e Steve Howe passará por cirurgia de emergência
David Ellefson diz que "Master of Puppets" foi o primeiro disco de metal progressivo
O disco que define o heavy metal, segundo Lzzy Hale, vocalista do Halestorm
Dogma anuncia três shows no Brasil durante turnê latino-americana de 2026
A opinião de Regis Tadeu sobre polêmica do Arch Enemy e Kiko Loureiro: "Virou paranoia"
A música do Metallica que lembra King Crimson, segundo David Ellefson
Baterista explica motivo pelo qual não participará de turnê tributo da banda de Ace Frehley
Vídeo de vocalista brasileiro batendo cabeça em "Toxicity" atinge 1 milhão de views
O genial e inovador músico brasileiro que Eric Clapton tentou conhecer mas não conseguiu
Iron Maiden: quinze canções que definem a banda


Kirk Hammet: "não sou um Van Halen, ainda estou aprendendo"
Dio: "Ozzy me odeia quando estou no Sabbath!"
