Masterplan: Entrevista exclusiva com o guitarrista Roland Grapow

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Por Rafael Carnovale e Thiago Sarkis
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O Masterplan está a caminho do Brasil, praticamente apenas um ano após o lançamento de seu debute. Um espaço de tempo curto, afirmaríamos. Contudo, suficiente para conquistar um grande número de fãs, empolgados pela competência com a qual a banda se impôs.

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Após a saída do Helloween, Uli Kusch e Roland Grapow ganharam nova vida com a banda que formaram e tiveram mais possibilidades nas tomadas de decisões e direcionamento musical. O resultado foi arrebatador.

O conjunto recebeu destaque também pelos vocais, aos cuidados de Jorn Lande. E que boa escolha os ex-integrantes do Helloween fizeram. Lande aparece como um dos maiores fenômenos dos últimos tempos no metal e tem desempenho intocável, assim como já o fizera em bandas como Vagabond, Beyond Twilight e Ark.

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Em entrevista exclusiva, o guitarrista e líder do grupo, Roland Grapow, nos conta detalhes do Masterplan, as repercussões do primeiro álbum, a escolha de Jorn Lande e as expectativas da turnê ao lado do Gamma Ray.


Whiplash! - Roland, proximamente um ano após o lançamento do debute, como você analisa os resultados e a repercussão do trabalho?

Roland Grapow / É como um sonho que se tornou realidade. Se você pudesse imaginar o quão mal ficamos após todos aqueles problemas e sofrimento, para finalmente termos uma boa chance novamente. Depois de um trabalho pesado que fizemos, foi realmente como Fênix renascendo das cinzas. Uli e eu estamos muito satisfeitos e felizes agora.

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Whiplash! - Você e Uli consideraram nomes como "Escalation666" antes de oficializarem a banda como Masterplan. Há alguma conexão com o álbum "The Dark Ride"?

Roland Grapow / Não, o Masterplan não tem nada a ver com o álbum "The Dark Ride". No geral, gosto do álbum "The Dark Ride". Não é perfeito, mas é bom. Porém, sobre a conexão com o Masterplan, apenas a experiência da produção, a qual fiz com Roy Z, contando também com afinações mais graves nas guitarras em duas ou três músicas.

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Whiplash! - Vocês já estão preparando algo novo em estúdio?

Roland Grapow / Não temos nada pronto ainda. Estamos no processo de composição, e mais especificamente, agora estamos pegando todas as idéias que surgiram até o momento. Em Fevereiro ou Março de 2004 começaremos a gravar nosso próximo álbum, e esperamos que o lançamento ocorra em Setembro.

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Whiplash! - Como foi seu primeiro contato com Jorn Lande – talvez através de Malmsteen (?) - e a escolha dele para os vocais? Vocês tinham outros vocalistas em vista, como Russel Allen, certo?

Roland Grapow / Sim, sim, Russell Allen já realizou algumas pré-produções conosco e soou totalmente diferente do ponto em que chegamos. Meu contato com Jorn Lande foi através do Ark e de seu álbum solo "Worldchanger". Os arranjos vocais de Jorn são imensamente importantes e se integram melhor ao som do Masterplan. Ele foi a escolha perfeita para nós. Sobre Malmsteen, na verdade Jorn nunca gravou um álbum com ele e na época eu nem sabia que ele havia estado em turnê com Yngwie.

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Whiplash! - Sobre Yngwie, todos sabem de sua admiração por ele. Atualmente, o que você diria da carreira de Malmsteen e da influência do trabalho dele sobre você?

Roland Grapow / Yngwie foi uma grande influência por um longo tempo e eu também tive uma ótima amizade com ele determinada época. Mas agora eu tenho minha própria identidade, não estou mais envolvido naquela música neoclássica. Noventa e cinco por cento das vezes tenho tocado guitarras Gibson e tenho um som totalmente diferente a partir de então. Atualmente fico mais impressionado e envolvido por Michael Schenker, John Sykes, Zakk Wylde e Uli Jon Roth, novamente. Esses são meus heróis desde que comecei tocar, mesmo antes de saber sobre Yngwie.

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Whiplash! - Voltando a Jorn, a idéia de gravar "Black Dog" do Led Zeppelin veio essencialmente pela questão dos vocais? A atuação dele nesta música é assustadora...

Roland Grapow / Não, a idéia já existia. Nós havíamos acertado de gravar esta música para um tributo espanhol à banda (N. do E.: Lançado na Espanha e com a iniciativa da gravadora Locomotive, porém com bandas de diversos países) antes mesmo de Jorn ser nossa escolha final para vocalista. Mas realmente ficamos muito felizes quando ouvimos o resultado depois de Jorn ter gravado os vocais.


Whiplash! - Com o Masterplan, você dá um final definitivo a sua carreira solo?

Roland Grapow / No momento eu não estou realmente interessado em quaisquer atividades solo. Provavelmente daqui a dois anos, mas eu também não saberia dizer que tipo de atividade seria esta. Talvez apenas um álbum instrumental.

Whiplash! - O que de fato aconteceu entre Uli e você e o Helloween?

Roland Grapow / Nós fomos demitidos por razões estúpidas, das quais apenas Andi Deris e Michael Weikath têm conhecimento (risos). Depois, foi um processo natural de continuarmos tocando juntos e criarmos uma nova banda, com novos músicos à nossa volta. Agora estamos muito mais felizes que em todos esses anos anteriores.

Whiplash! - Esta turnê como Gamma Ray é como as bandas de ex-integrantes do Helloween juntas. Você já pensou que isso possa aparentar uma forte rivalidade?

Roland Grapow / Honestamente isto significaria que temos um sangue ruim percorrendo nossas veias. E se tivéssemos tanto ódio assim em nossas mentes, como poderíamos criar um álbum tão bom com o Masterplan? Nós não mais nos importamos com o Helloween. Isso é um problema apenas de alguns e pessoas da imprensa talvez. "R.I.P." (N. do E.: Rest In Peace – Descanse em paz).

Whiplash! - Acredito que como líder do Masterplan sua posição seja bem diferente daquela que você tinha no Helloween. Como você vem lidando com isso?

Roland Grapow / Eu sou o motor e provavelmente também o administrador da banda, mas eu não gosto da palavra líder. Mas realmente eu adoro essa situação e minha posição na banda. Sempre me senti subestimado no Helloween. Apenas o substituto de Kai Hansen. E nós nunca tivemos um líder no Helloween. Sempre estávamos rodeados de caos e confusão, porém, por qualquer razão, funcionava (risos). Fizemos alguns bons álbuns. Agora nós simplesmente fazemos o que decidimos e queremos. Sem uma estúpida gerência entre nós. Tudo está nas mãos de Uli, Jorn e eu.

Whiplash! - Com dois anos de existência e apenas um álbum, vocês já estão de turnê com o Gamma Ray, e não como banda de abertura. Você pensava que o Masterplan receberia reconhecimento tal tão rapidamente?

Roland Grapow / De maneira alguma. Tínhamos muita esperança, mas a realidade é sempre diferente. Porém, profundamente em nossos corações sabíamos que havíamos criado um álbum fantástico. Nós sentíamos isso, e muito mais do que em qualquer álbum que havíamos feito anteriormente.

Whiplash! - E o que você diria dessa oportunidade de estar excursionando com o Gamma Ray? Vocês têm algum plano de parceria além da turnê?

Roland Grapow / Eu gosto do Gamma Ray. A música é legal e eu amo a energia deles. Nós temos um excelente relacionamento. Kai Hansen e eu já conversamos sobre alguns planos para o futuro com Uli Kusch e Michael Kiske também envolvidos. Eu tinha essa idéia desde que saí do Helloween. Talvez aconteça em um ou dois anos, apenas como um projeto solo, vamos ver. Poderia ser interessante (risos).

Whiplash! - Você já apontaria uma música como aquela de maior destaque nos shows? Como você vem notando as apresentações do Masterplan ao vivo?

Roland Grapow / Não vejo uma música específica. Todas elas são destaques. No Japão nós tivemos bastante sucesso com "Heroes". Mas talvez também com "Soulburn", "Spirit Never Dies", "Crystal Night" e "Crawling From Hell". Nas apresentações tudo, todas as músicas vêm funcionando bem, e é ótimo tocar ao vivo.

Whiplash! - Nessa turnê pela América do Sul, o que poderá vir além das músicas do Masterplan?

Roland Grapow / Nós fazemos um corte numa medley não muito longa com "The Chance" (N. do E.: do álbum "Pink Bubbles Go Ape" do Helloween – 1991), "Departed" (N. do E.: "The Departed / The Sun Is Going Down" do álbum "The Dark Ride" do Helloween – 2000) e a música "Sunset Station" do álbum "Worldchanger" de Jorn Lande. Talvez haja uma jam com o Gamma Ray, vamos ver o que acontece!

Whiplash! - Obrigado pela entrevista... o espaço é seu!

Roland Grapow / Muito obrigado pelo apoio de vocês e espero vê-los todos em breve num ótimo concerto. Vamos lá nos divertir. "Brigado".

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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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Sobre Thiago Sarkis

Thiago Sarkis: Colaborador do Whiplash!, iniciou sua trajetória no Rock ainda novo, convivendo com a explosão da cena nacional. Partiu então para Van Halen, Metallica, Dire Straits, Megadeth. Começou a redigir no próprio Whiplash! e tornou-se, posteriormente, correspondente internacional das revistas RSJ (Índia - foto ao lado), Popular 1 (Espanha), Spark (República Tcheca), PainKiller (China), Rock Hard (Grécia), Rock Express (ex-Iugoslávia), entre outras. Teve seus textos veiculados em 35 países e, no Brasil, escreveu para Comando Rock, Disconnected, [] Zero, Roadie Crew, Valhalla.

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