Shining Star: Entrevista exclusiva com o guitarrista Fabio Rocha

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Um excelente guitarrista no Brasil, com algum tempo de experiência e influências mais do que clássicas, decide contar com músicos altamente experientes de uma banda chamada Dr. Sin para compor um álbum inspirado na fase mais produtiva do heavy metal, incluindo passagens a la Rainbow, Purple, Dio, Malmsteen e Savatage. Para completar, recrutam um vocalista competente e reconhecido por cantar num estilo similar ao de Ronnie James Dio. No que isso poderia resultar? "Fatal Mistake" é o resultado mais do que satisfatório, que irá, sem dúvidas, agradar aos velhos fãs do estilo que já estavam desesperados por andar escutando tantas músicas e bandas iguais pelo mundo. Fábio Rocha, o mentor e guitarrista, é o responsável direto por todas as criações. Aqui, os fãs e futuros fãs terão acesso a uma entrevista coberta de curiosidades sobre como o time foi montado, os bastidores das gravações e aspectos gerais envolvendo o lançamento do material. Sem dúvidas, é algo de extremo bom gosto, fora do comum na atualidade e muito bem produzido. Finalmente...

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Por André Toral - [email protected]

WHIPLASH - Há quanto tempo o álbum "Fatal Mistake" vinha sendo planejado e como surgiu a idéia de concebê-lo?

Fábio Rocha / Na verdade, o álbum começou a ser planejado em 1999, quando parei de tocar em bandas covers e decidi escrever meu próprio material. Já me sentia cansado de ficar copiando e tocando músicas dos outros nos ensaios, e as coisas eram bastante complicadas, pois eu tinha várias idéias de arranjos, andamentos, melodias, etc., mas não podia colocá-las em prática porque tínhamos que seguir o original das mesmas.

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WHIPLASH - Antes de definir que músicos fariam parte da gravação do álbum, você chegou a ter uma banda trabalhando nas composições ou o processo se deu de maneira individual?

Fábio / Não, não tive ninguém ao meu lado na composição. Compus o álbum inteiro; todas as linhas de bateria, baixo, guitarra e teclado, exceto as linhas vocais que foram feitas por mim e pelo Nando (Fernandes), além das letras que foram escritas em parceria com minha irmã, Aline Rocha.

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WHIPLASH - A primeira observação ao se escutar "Fatal Mistake" é a produção extremamente competente. Acho que se não fosse por isso, as músicas, mesmo sendo ótimas, não seriam tão belas e emocionantes. Assim, podemos dizer que a produção foi a principal preocupação do Shining Star na elaboração geral?

Fábio / Claro, para você ter uma idéia de quanto levei a sério a produção deste álbum, basta dizer que fiz a mixagem do disco todo 3 vezes. Eu sabia que as músicas eram legais, mas se eu cometesse algum erro na produção do cd, poderia estragar todo o material. Por isso, fiz questão de acompanhar todo o processo até o fim.

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WHIPLASH - A proposta do álbum é de mostrar toques hard rock setentista aliado ao heavy neoclássico, sendo que o fã pode identificar momentos muito aproximados de Malmsteen, Dio e Rainbow. Ao buscar inspiração, nada melhor que "beber na fonte" onde tudo se originou. Qual é sua relação com estas influências e no que elas vieram a engrandecer o "Fatal Mistake"?

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Fábio / Sempre fui fã de Rainbow, Dio, Malmsteen, Purple e Savatage. Estas influências estão no meu sangue e na minha música; por mais que eu tente compor coisas diferentes, nunca conseguirei fugir disso. O que torna o álbum "Fatal Mistake" legal é que ele foi concebido da forma mais natural possível, com inspiração nestas bandas, ao contrário do que tem acontecido hoje em dia: as bandas querem ser cada vez mais parecidas umas com as outras.

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WHIPLASH - No heavy metal atual as novas bandas estão se preocupando muito em desenvolver um material mais voltado para o que é recente, no entanto o Shining Star veio com uma proposta diversificada. Neste mar repetitivo e pouco original, você acha que o álbum pode despertar o interesse de fãs cansados com tanta coisa igual no mercado?

Fábio / Sim, quem já ouviu o cd pode perceber que não existe nada igual a este material; se você tentar compará-lo a qualquer outra banda, vai ser difícil achar algo parecido. Curioso é que quando me reuni com a gravadora (Megahard Records) para avaliarmos qual seria o método de divulgação, a mesma não sabia como definir o estilo. Por isso, acredito que o material, cedo ou tarde, irá chamar a atenção dos fãs, pois não é melódico, black, hard, tradicional... o disco é Heavy Metal e ponto final.

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WHIPLASH - Ao falar sobre os músicos que te acompanharam, como surgiu a idéia de convidar Andria e Ivan Busic (Dr. Sin), respectivamente para o baixo e bateria, e Nando Fernandes (ex-Cavalo Vapor) como vocalista?

Fábio / O primeiro contato foi com o Ivan (Busic); conversamos por telefone e eu disse a ele que precisava de um batera experiente e capaz de tocar as músicas - não só com técnica, mas com o coração. Aí ele me pediu um cd e tão logo recebeu me ligou, dizendo que toparia o trampo e me perguntou o que eu acharia de ter o Andria (Busic) tocando também, aí eu falei pra ele: "Cara, isso é um sonho, vamos lá!". Os dois me convenceram de que o vocal perfeito para o disco seria o de Nando Fernades (ex-Cavalo Vapor), e entrei em contato com ele, mandando um cd; adorou as músicas. Nas gravações, o cara foi fantástico, cantando tudo da maneira como eu havia imaginado.

WHIPLASH - Eles chegaram a contribuir em alguma composição ou somente fizeram as partes que antes já haviam sido criadas por você?

Fábio / Na verdade, somente o Nando criou novas partes vocais e as somou às minhas. No que diz respeito à bateria, baixo e teclado, foi tudo tocado da mesma forma que eu compus.

WHIPLASH – Logicamente, antes de você tê-los convidado, o material já tinha um modelo pré-estabelecido, mas com a participação destes músicos, o que mudou?

Fábio / Sim, eu já tinha uma pré-produção gravada, mas basicamente quase nada mudou, exceto a bateria que havia sido programada por mim; nas gravações, pedi ao Ivan que não fugisse muito da idéia original, gravando as músicas com agressividade e feeling, e isto ele fez.

WHIPLASH - Aliás, o desempenho de Nando Fernandes chega a ser surpreendente. O vocal dele, de fato, lembra muito o de Dio. O que você acha?

Fábio / Sua performance no disco foi excepcional! Ele é muito bom no que faz e é extremamente profissional; às vezes até demais ( risos), mas com certeza está entre os melhores vocais do Brasil.

WHIPLASH - Falando de você, especificamente, qual sua história com a guitarra?

Fábio / Comecei a tocar quando tinha 13 anos e meu primeiro instrumento foi o violão. Depois de algum tempo, passei para a guitarra, pois o violão me limitava bastante em termos de sonoridade. Alguns anos mais tarde um amigo me emprestou uma fita de vídeo que tinha dois clips do guitarrista sueco Yngwie Malmsteen sendo que quando vi o cara tocar, enlouqueci (risos); passei a admirá-lo e seguir seus passos.

WHIPLASH - Sabemos que você é um grande fã do guitarrista Yngwie Malmsteen, mas se formos reparar nos solos do álbum, não existe nada de tão exagerado e com velocidade astronômica, ao contrário, percebemos partes que aliam melodias contidas e muito feeling. Como você analisa isso?

Fábio / Sou fã do Malmsteen, mas não necessariamente da sua velocidade. Ele tem outras qualidades que também me interessam, tais como feeling, ótimas composições, performance e sempre tem bons músicos em sua banda. Acho que defini meu estilo, mesclando principalmente com o som de Blackmore e Chris Oliva.

WHIPLASH - Agora falando em shows, o que os fãs podem ouvir, em termos de canções próprias e covers?

Fábio / Nos shows, iremos tocar todas as músicas do álbum, covers do Dio (Holy Diver e Rainbow in the Dark), Black Sabbath (Children of the Sea) e Perfect Strangers, do Purple.

WHIPLASH - A participação de Andria, Ivan Busic e Nando Fernandes também se estendem aos shows? Se não, apresente a banda atual aos fãs.

Fábio / Não, ao vivo tocarei com o Nando Fernandes nos vocais, Ricardo Magrão no baixo, Junior F. na bateria e Dinho Zampier nos teclados.

WHIPLASH - Como tem sido a aceitação do material ao redor do país e do mundo?

Fábio / Tem sido ótima, apesar de nossa gravadora considerar que fazemos um som ultrapassado e que em nada tem a ver com o som das bandas atuais. Mas até onde sei, o cd já vendeu 300 cópias para o mercado japonês.

WHIPLASH - Quanto à divulgação, o que vem sendo feito para levar a banda ao conhecimento geral?

Fábio / Infelizmente, nada! Estamos meio de lado com nossa gravadora, justamente por não fazermos um som da moda, entende? Ou seja, melódico, com um cara cantando fininho e um baterista parecendo que seu batimento cardíaco vai explodir, tamanha a velocidade. O que tem sido feito é apenas colocar entrevistas e anúncios nas revistas para vender cds e nada mais; em outras palavras, foda-se banda, foda-se Shining Star!

WHIPLASH - Que planos futuros vem sendo amadurecidos?

Fábio / Gravar outro cd até o fim do ano, continuar fazendo o MESMO SOM, brigar por mais espaço na mídia e lutar contra aqueles que querem acabar com o metal no Brasil.

WHIPLASH - Deixem um recado aos fãs e futuros fãs.

Fábio / Por favor, nos ajudem. Divulguem cada vez mais nossa música, façam CÓPIAS do nosso cd e distribuam aos seus amigos e àqueles que gostam do bom e velho metal. Coloquem nossas músicas no napster para todos poderem ouvir e vocês, fãs do metal, estarão ajudando o Shining Star a romper as fronteiras do metal no Brasil.

WHIPLASH - Deixe uma mensagem para o WHIPLASH!.

Fábio / Obrigado ao melhor site de música do Brasil pelo espaço cedido ao Shining Star. Meus sinceros agradecimentos ao André "Shining Brother" Toral e a todos os que compõem a equipe WHIPLASH!.

A nosso pedido, Fábio Rocha comentou sobre os seguintes guitarristas:

Malmsteen / Este, para mim, é o maior e melhor que já vi tocar; um gênio do instrumento.

Ritchie Blackmore (ex-Deep-Purple) / Ritchie é um cara que me coloca lágrimas nos olhos, tamanha a sua técnica e feeling que consegue impor à sua música. Salve o mestre Blackmore.

Steve Morse (Deep-Purple)/ Nossa, esse cara toca demais. Assisti a um show do Deep Purple em Belo Horizonte (MG) no Mineirinho e ele simplesmente arrasou; que palhetada... que feeling!

John Norum (ex-Europe) / Este é fácil. Quem ainda não ouviu "The Final Countdown" com aquele puta solo de guitarra, hein? O cara é muito bom mesmo, aliás, todo músico sueco é excepcional; começam a estudar logo na infância e chegam na idade de 18 anos detonando todo mundo (risos). Enquanto na Suécia eles ensinam música para as crianças, no Brasil aprendem é a rebolar com a Carla Perez. Brasil, Brasil...

Vivian Campbel (ex-Dio, atual Def Leppard) / Conheço pouco do seu trabalho, mas não me agrada o seu jeito de tocar.

Chris Oliva (ex-Savatage) / Que pena que esse cara morreu. Se isto não tivesse acontecido, hoje o Savatage estaria no auge do metal, pois se foi com ele 50%. Tenho saudades de músicas como Jesus Saves e Hall of the Mountain King, além de sua performance alucinada na guitarra. Apesar do Savatage ter outros bons guitarristas, ninguém consegue substituí-lo.

Para acessar o site oficial: http://www.shiningstarweb.com

Para contactar a banda: [email protected]

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