Panzer - Entrevista exclusiva com a banda paulista de thrash.

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Enviar correções  |  Ver Acessos

Formada por Élcio Cruz (vocais), Jan Luiz Leonardi (baixo), além de André Pars (guitarras) e Edson Graseffi (bateria), o Panzer é uma banda de thrash que está no lugar certo, no momento certo e na hora certa no que se refere à atual cena de metal do Brasil e do mundo. Isso quer dizer que, devido à ressurreição fortíssima ao qual o metal vem passando, o Panzer se destaca pelo ótimo proveito que vem tirando da situação. Seu som consiste em um thrash dos mais oitentistas, com vocais destruidores e extremos, bases instrumentais pesadíssimas e muita raça por parte de todos os músicos. Inclusive, o este estilo vem se revitalizando com enorme aceitação pelo mundo, e o Panzer é um orgulho nacional que está contribuindo ainda mais para este feito com o lançamento do seu primeiro álbum Inside. O Whiplash! traz, em primeira mão, uma super entrevista cheia de detalhes e declarações sobre vários aspectos do cenário nacional, concedida pelo novo destaque do thrash brasileiro.

Angra: Rafael Bittencourt solta desabafo sobre apresentação no CarnavalMTV Unplugged: As 25 melhores apresentações da história

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Entrevista concedida à André Toral.

Whiplash! / Digam aos leitores sobre o Panzer e a missão que a banda visa alcançar no cenário nacional.

PANZER / O Panzer foi formado em 92, inicialmente como um trio. Como toda banda, nós passamos por diversas formações até nos estabilizarmos como um quarteto em 1998. A partir daí, começamos a investir em um som mais voltado para o thrash, sem deixar de lado todas nossas antigas influências. Nós temos trabalhado bastante para fazer o nome do Panzer ser conhecido e respeitado dentro da cena do metal.

Whiplash! / Contem-nos sobre o processo que envolveu a realização do álbum "Inside".

PANZER / Depois que a banda finalmente se estabilizou, nós começamos a compor e ensaiar muito. Logo em seguida, entramos em estúdio e iniciamos a gravação do "Inside", que rolou de forma rápida. Nós realmente optamos por uma sonoridade mais cru e direta, o que você pode observar principalmente na ausência de dobra de guitarra base.

Whiplash! / Possuindo uma proposta voltada ao thrash, que caminhos o Panzer quer trilhar para alcançar os fãs, levando em consideração que a cena brasileira foi invadida pelo heavy melódico?

PANZER / Nós sempre acreditamos no nosso trabalho, independente de ele estar dentro do estilo que está em alta ou não. Quanto ao metal melódico, nós acreditamos que seja apenas mais uma grande moda, onde irão sobrar apenas os melhores.

Whiplash! / Escutando o álbum "Inside", verifica-se que a banda optou por um direcionamento que a possibilitasse soar como ao vivo em estúdio, como é característica do thrash oitentista. É certo dizer que o Panzer prefere ser direto e reto, sem abrir mão da qualidade, ao invés de se dedicar à tão controversa "evolução musical"?

PANZER / Cara, eu não acho que optar por um som mais direto e cru seja sinônimo de falta de evolução musical. Se você ver nosso show e depois ouvir o CD, você estará ouvindo exatamente a mesma coisa. Essa foi nossa preocupação: sermos honestos. Quanto a tal "evolução musical", é algo que acontece naturalmente e de forma diferente para cada banda.

Whiplash! / Músicas como "Rejected", "N.S.A" e "Enough!", mostram toda a potência e fúria sonora. Esta, de fato, sempre foi a proposta do Panzer, ou teria sido algo amadurecido durante todo o processo?

PANZER / Desde o início dessa formação essa foi a nossa intenção. Para te falar a verdade, esse processo de composição não foi tão demorado assim para haver tal amadurecimento. Quase todas as músicas pertencem ao que chamaria de "uma mesma fase", elas foram compostas para serem como você disse: furiosas!

Whiplash! / Temos no CD dois covers adaptados à mentalidade da banda: "Detroit Rock City" (Kiss) e "Night Crawler" (Judas Priest). Quais são as influências e qual a importância delas para o Panzer?

PANZER / Eu poderia falar uma lista de bandas que nos influenciam, coisas que vão desde a música clássica até bandas brutais. A grande verdade é que o Panzer é formado por quatro caras com personalidades diferentes, que ouvem coisas diferentes e têm alguns gostos em comum. Nosso som é baseado nessa união de influências.

Whiplash! / Que tipos de mensagens os fãs podem esperar ao adquirir "Inside", em termos de letras?

PANZER / Não diríamos que "Inside" é um álbum conceitual, até porque ele não conta nenhuma história. Eu diria que ele é um álbum temático. Aí você vai perguntar, "que porra é essa?". Cada letra trata de um tipo de personalidade, onde cada personagem vê sua própria situação e reflete sobre isso. Até a letra de "Detroit Rock City"(Kiss) se encaixa dentro desse conceito. Essas letras foram feitas baseadas em experiências pessoais de cada um. A capa desse CD mostra alguns personagens interagindo entre si, daí o nome "Inside", que te leva até a idéia do interior de cada indivíduo.

Whiplash! / Qual tem sido o retorno, por parte do Brasil, ao lançamento de "Inside"?

PANZER / O CD foi lançado há pouquíssimo tempo, mas apesar disso o retorno tem sido excelente por parte do público e da mídia especializada.

Whiplash! / Algumas bandas de thrash oitentistas têm voltado à ativa. O Panzer, praticando este estilo, enxerga e aceita a possibilidade de ser uma grata opção àqueles que estão se cansando de sons melódicos, incluindo os fãs que ficaram em algum ponto dos anos 80 e início dos 90?

PANZER / Você acertou em cheio, é exatamente isso! A cena toda está voltando lá fora e aqui também. Dê uma escutada no álbum "The Gathering" do Testament, aquilo sim é um verdadeiro álbum de metal. As pessoas talvez estejam se cansando do Metal Melódico, da mesma forma como aconteceu com o Death Metal à alguns anos atrás. Nós realmente estamos tentando alcançar esse público assim como todas as pessoas que curtem som pesado, seja ele qual for.

Whiplash! / Nos EUA, por exemplo, o thrash foi muito conceituado em sua época, e, no momento, o estilo começou a crescer novamente. Que ações internacionais o Panzer pretende realizar ou já realizou?

PANZER / Já começamos a fazer contatos fora do Brasil, principalmente na Europa, onde temos planos de fazer diversos shows ainda no ano 2000.

Whiplash! / O que as pessoas podem esperar de um show da banda?

PANZER / Peso, energia e a participação do público, que para nós é muito importante.

Whiplash! / Deixem um recado para o site Whiplash! e a todos os leitores, que, porventura, venham a se interessar em conhecer o material do Panzer.

PANZER / Acreditem nos seus ideais e: o thrash metal está de volta!




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Todas as matérias da seção EntrevistasTodas as matérias sobre "Panzer"


Angra: Rafael Bittencourt solta desabafo sobre apresentação no CarnavalAngra
Rafael Bittencourt solta desabafo sobre apresentação no Carnaval

MTV Unplugged: As 25 melhores apresentações da históriaMTV Unplugged
As 25 melhores apresentações da história


adClio336|adClio336