Sepultura: Max Cavalera fala de suas tatuagens em vídeo
Por Fernando Portelada
Fonte: Blabbermouth
Postado em 30 de novembro de 2012
O frontman do SOULFLY e ex-SEPULTURA, Max Cavalera, falou sobre algumas de suas tatuagens para o "Behind The Ink". O vídeo abaixo foi filmado em 11 de outubro de 2012 em Berlim.
Behind The Ink: O que a tatuagem significa para você?
Max: "Entrei nesse mundo bem jovem, sabe? Eu tinha provavelmente uns 12 anos... quando fiz minha primeira. Foi um tatuador famoso que estava em minha cidade, Belo Horizonte, onde eu vivia no Brasil [...]. Um amigo fez uma tatuagem e eu achei muito legal, e eu precisava de dinheiro, então vendi minha coleção do KISS. Eu tinha toda a coleção do KISS em vinil, acho que uns 30 álbuns. Então eu vendi minha coleção e fui lá ver o cara e ele fez sem a permissão da minha mãe, você sabe... você precisa da permissão dos seus pais, e aí os problemas começaram. Eu cheguei em casa e tive que esconder da minha mãe, porque ela não queria que eu fizesse tatuagens. Eu me desenhava com canetas tentando contar a verdade: ‘Eu vou fazer uma tatuagem...’ E ela dizia ‘Não, você não vai!’."
"Meu erro foi não ser um bom mentiroso. Antes de dormir troquei os curativos da tatuagem e deixei o antigo, cheio de sangue, em cima da pia. Minha mãe abriu a porta do quarto mais ou menos à meia noite gritando: ‘Mostre o seu braço! ’ [...]. Nessa noite eu dormi na varanda... ela me fez dormir fora de casa. Hoje ela já tem três tatuagens. Eu devia fazê-la dormir na varanda também."
Behind The Ink: Onde foi sua primeira tatuagem?
Max: "Ela não está mais comigo... Eu a cobri. Era um dragão, mais ou menos deste tamanho (Max faz um sinal com as mãos). Mais ou menos como o Godzilla, e você pode vê-la no ‘Schizofrenia’, o álbum do SEPULTURA. Há uma foto minha atrás, tocando guitarra. A tatuagem com o dragão ainda estava lá."
Behind The Ink: Você acha melhor ter tatuagens com significado, ao invés de só desenhos?
Max: "Quando você é bem jovem, você não pensa tão profundamente sobre elas. Acho que quando você envelhece tudo começa a fazer sentido e você começa a fazer coisas com mais significado em seu corpo. Os meus tribais (mostra o pescoço) foram feitos após visitar uma tribo no Brasil, os Xavantes, peguei esse design deles. Fiz para me lembrar de minha aventura com os índios [...] Acho mais interessante quando você faz algo com significado."
Behind The Ink: Qual sua tatuagem mais importante?
Max: "Provavelmente esta, porque está no pescoço, sabe? Você não pode escondê-la. [...] Está no seu pescoço... é uma das minhas favoritas.
Behind The Ink: E as outras?
Max: "Tenho o nome de meus filhos nos meus punhos. Fiz essa quando Zyon nasceu, 18 anos atrás, e Igor [...]. É o nome do meu irmão e do meu filho. Tem também meu enteado, que foi morto em 1996. Todas as outras são mais diferentes, de coisas da minha carreira, como o tribal."
(Max mostra o braço esquerdo, com o Taz, personagem do Looney Tunes)
Max: "Esta eu fiz bêbado na Filadélfia. Nem me lembro de fazê-la. Lembro de acordar na manhã seguinte e ela estava lá."
Max: "Esta e uma das minhas favorita, os globos oculares. É obra de Paul Booth. Ele é de Nova York, famoso por sua arte sombria. Nós andávamos juntos nos anos 1990. Ele saiu em turnê conosco, tatuou vários caras nesta turnê. Tem uma boa história: Nós estávamos em um hotel e ele ia me tatuar, mas a janela estava aberta e podíamos ver uma Igreja. Ele queria fechar a janela porque dava para ver a Igreja. Este olho na verdade é baseado em Laranja Mecânica. [...]
(No braço Direito)
Max: "Esta é SEPULTURA em Japonês. Já está sumindo, esta aqui é design de Igor, foi minha segunda tatuagem. É uma caveira com uma espada com asas que o atravessa. Eu tinha provavelmente uns 13 anos."
Max: "Esta aqui é onde o dragão estava. Eu o cobri com esta. Era mais ou menos deste tamanho e eu acho que não valeu minha coleção do KISS".
Max: "Esta aqui é de Jonathan Shaw, um tatuador famoso dos Estados Unidos. Ela é quase como um grafite, não tem realmente um significado. Esta (mostrando o pulso) foi um presente para minha esposa. É um coração verde. Tem escrito M e G. Max e Glória. Ela fez um coração aqui no peito e eu queria fazer algo para ela. Tem esta outra (mostrando o outro coração) com seu nome."
Max: "No peito tenho esta outra de Paul Booth, um Gárgola. Ainda não foi finalizada, tenho que adicionar algumas coisas, mas não tive tempo de me encontrar com Paul."
Max: "Tenho o símbolo do SEPULTURA em minhas costas... Ainda tenho que fazer um do SOULFLY."
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A regra do Iron Maiden que Nicko McBrain quebrou e levou "uma bronca daquelas" de Steve Harris
A banda que vendeu milhões nos anos 70 e hoje não aparece nas listas de rock clássico
O melhor livro de todos os tempos, segundo Robert Smith do The Cure
"Foreign Tongues" se torna 16º disco dos Rolling Stones no topo da parada britânica
A música que Flea escolheu como a melhor definição do Red Hot Chili Peppers
O clássico dos anos 70 que para Slash tem o "melhor timbre de guitarra de todos os tempos"
Baixista fala sobre sonoridade do próximo álbum de estúdio do Savatage
Bill Kelliher conta como recebeu a notícia da morte de Brent Hinds
Aos 78 anos, Brian Johnson considera mais divertido se apresentar com o AC/DC atualmente
Geezer Butler considera estreia do Black Sabbath um dos grandes momentos de sua vida
Steve Lukather atualiza status de álbum com registros inéditos de Eddie Van Halen
O álbum de 1972 que Mick Jagger dos Rolling Stones disse não ter música ruim
In This Moment anuncia seu próximo álbum de estúdio, "Witch"
Sai Mario, entra Luigi: brasileiro assume temporariamente a bateria do Gojira
Alex Skolnick e o estilo musical que nunca superou o rock: "Faltou apelo ao jovem"

5 músicas que quando tocam no show todo fã de metal entra no mosh na hora
A opinião de Luis Mariutti sobre a turnê de despedida do Sepultura
10 músicas do metal brasileiro lançadas após 2000 que já entraram para a história
A melhor música do Alice in Chains, na opinião de Max Cavalera
Como foi o último show do Sepultura com Max Cavalera, segundo os membros da banda
O que poderia ter mudado a história do Sepultura, na visão de Max Cavalera
Derrick Green abre o jogo sobre motivos para o fim do Sepultura
A música do Anthrax que Andreas Kisser considera "quase prog"
Max Cavalera e Andreas Kisser usaram uma guitarra e uma palheta nas gravações de "Schizophrenia"
Max Cavalera explica o que fez o Sepultura mudar o som em "Chaos A.D."
A música que foi feita para preencher espaço em disco e virou um dos maiores clássicos do rock
David Gilmour elege a canção mais perfeita de todos os tempos


