W.E.T. - Hard Rock Melódico em estado de inspiração em "Apex"
Resenha - Apex - W.E.T.
Por André Luiz Paiz
Postado em 09 de setembro de 2025
Existem bandas que chegam ao debut com tanta força que acabam criando um padrão impossível de ignorar. Desde 2009, o nome W.E.T. vem carregando essa responsabilidade, e cada lançamento inevitavelmente gera a comparação com aquele primeiro impacto arrebatador. Pois bem: se "Apex" não é o segundo melhor disco da banda, ele está seguramente no topo da lista dos mais inspirados trabalhos do supergrupo.
Chegando ao quinto álbum de estúdio, "Apex" confirma algo que os fãs já suspeitavam: quando Jeff Scott Soto, Erik Mårtensson, Robert Säll, Magnus Henriksson, Andreas Passmark e, agora, Jamie Borger se reúnem, o resultado dificilmente decepciona. A química entre eles é especial – e aqui ela transborda em 11 faixas que equilibram peso, melodia e aquela aura moderna que já virou assinatura da banda.
O álbum abre com "Believer", um petardo melódico que deixa claro que a espera valeu a pena. A faixa é direta, com guitarras afiadas, refrão grandioso e uma performance vocal impecável. Logo em seguida vem "This House Is On Fire", mostrando a sintonia entre Soto e Mårtensson, que dividem os vocais em um refrão daqueles que grudam na memória.
O ápice da melodia chega com "What Are We Fighting For", possivelmente uma das músicas mais cativantes do repertório do W.E.T.: um refrão irresistível e uma construção que cresce a cada audição. Outra grande surpresa é "Breaking Up", com riffs pulsantes e um refrão contagiante, puro hard rock moderno.
Há também espaço para baladas cheias de emoção, como "Pleasure & Pain", que parece saída diretamente da era de ouro dos anos 80, e a bela "Love Conquers All", onde Jeff Scott Soto brilha em toda sua extensão vocal. Já "Day By Day" encerra o álbum de forma ensolarada e inspiradora, deixando aquela sensação de que é impossível ouvir apenas uma vez.
"Apex" é um trabalho equilibrado: entre as faixas mais cadenciadas, os momentos mais pesados e as baladas emocionantes, o grupo entrega um disco coeso, atual e com qualidade acima da média. Para quem gosta de hard rock melódico, este é daqueles trabalhos que fazem lembrar por que a música pode ser tão apaixonante. E para quem gosta daquele belo CD na prateleira, o álbum foi lançado no Brasil pela Shinigami Records e pode ser comprado sem precisar sair do sofá.
Formação
Jeff Scott Soto – Vocais
Erik Mårtensson – Vocais, Guitarras, Teclados
Robert Säll – Guitarras, Teclados
Magnus Henriksson – Guitarras
Andreas Passmark – Baixo
Jamie Borger – Bateria
Tracklist
"Believer"
"This House Is On Fire"
"What Are We Fighting For"
"Love Conquers All"
"Where Are The Heroes Now"
"Breaking Up"
"Nowhere To Run"
"Pay Dirt"
"Pleasure & Pain"
"Stay Alive"
"Day By Day"
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os 11 melhores álbuns conceituais de metal progressivo, segundo a Loudwire
O disco em que o Dream Theater decidiu escrever músicas curtas
A sumidade do rock nacional que expulsou Lobão de seu álbum solo
O guitarrista favorito de todos os tempos de James Hetfield do Metallica
A turnê faraônica que quase causou danos irreversíveis ao Iron Maiden
O dia em que um futuro guitarrista do Whitesnake testou para o Kiss, mas não foi aprovado
Os clássicos do rock que estão entre as músicas preferidas de Carlo Ancelotti
O clássico do rock que mostra por que é importante ler a letra de uma música
Isa Roddy, ex-vocalista do Dogma, ressignifica balada do Black Sabbath
Pra tocar no Dream Theater, não dá pra estar no modo "deixa a vida me levar", segundo Rudess
O brasileiro que andou várias vezes no avião do Iron Maiden: "Os caras são gente boa"
Os 3 veteranos do rock que lançaram álbuns que humilham os atuais, segundo Regis Tadeu
Gibson TV lança o primeiro episódio da série "Tony Iommi: The Godfather Of Heavy Metal"
As bandas de heavy metal favoritas de Rob Halford do Judas Priest, segundo o próprio
A sincera opinião de Pitty sobre Guns N' Roses, System of a Down e Evanescence

Metallica: "Load" não é um álbum ruim e crucificável
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?


