Em pleno ano da serpente, Year Of The Cobra lança seu terceiro e melhor disco
Resenha - Year Of The Cobra - Year Of The Cobra
Por Mário Pescada
Postado em 27 de março de 2025
Nota: 9 ![]()
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No rock, já ficaram famosos e manjados os termos "power trio" ou "quarteto do barulho" (os mais antigos ainda usam essa) ou outros adjetivos quaisquer para descrever formações que se destacam. No caso do Year Of The Cobra, vou de "dupla da pesada".
Formado por Amy Tung Barrysmith (baixo, vocais e teclados) e Jon Barrysmith (bateria), o duo lançou em fevereiro desse ano seu terceiro disco, o autointitulado "Year Of The Cobra" (2025) pela Prophecy Productions, quebrando um hiato de seis anos desde "Ash And Dust" (2019).

E se você leu com atenção a formação, percebeu que não tem guitarra (pode olhar de novo, não tem mesmo). Isso mesmo, o Year Of The Cobra não usa guitarra em estúdio e nem ao vivo, e sinceramente, nem dá pra sentir sua falta devido a intensidade do seu som graças ao ótimo trabalho de Amy nas quatro distorcidas cordas do seu baixo. Amy também se mostra uma grande vocalista com sua voz segura e emotiva – impossível passar incólume a sua interpretação nas belas "Alone" e "Prayer".
Emotivo sim, mas sem abrir mão do peso, afinal, a banda mesma se define como "dois indivíduos que gostam de fazer música pesada". A produção de Matt Bayles (Isis, Mastodon, Pelican, Russian Circles) potencializou o som da dupla, deixando-o distorcido e mantendo as raízes sludge/doom metal, mesmo nas faixas mais voltadas ao rock, como "Full Sails", que toma uma crescente lenta, como uma descompromissada maré, para depois arrebentar tudo pela frente; "War Drop" e "Sleep" que têm um baixo super distorcido e "7 Years".
Lançado pela Prophecy Productions, "Year Of The Cobra" (2025) surge coincidentemente (ou não) no ano da serpente, segundo o calendário chinês - fica a dica para quem quiser arriscar no jogo do bicho. Astrologia e contravenção a parte, com esse baita disco, esse ano tem tudo mesmo para ser o melhor ano do grupo.
Formação:
Amy Tung Barrysmith: baixo, vocais, teclados
Jon Barrysmith: bateria
Faixas:
01 Full Sails
02 War Drop
03 Daemonium
04 Alone
05 7 Years
06 The Darkness
07 Sleep
08 Prayer
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