Melancolia e baladas marcam "The Ballad Of Darren", último lançamento do Blur
Resenha - Ballad Of Darren - Blur
Por Frederico Di Lullo
Postado em 27 de julho de 2023
E finalmente chegou. Depois de todo o frenesi que toca no Brasil, que não toca no Brasil, Blur apresentou seu nono álbum de estúdio, "The Ballad of Darren".
Primeiro trabalho inédito em 8 anos, o sucessor de The Magic Whip (2015) foge um pouco da receita básica que o quarteto sabe fazer à perfeição: uma mistura de britpop despretensioso e indie, com pitadas de música eletrônica. Sim chegou a vez das baladas de rasgar o coração.
Por este motivo, em 10 músicas com quase 36 minutos cravados, Damon Albarn, Graham Coxon, Alex James e Dave Rowntree exploram a melancolia da vida adulta através de arranjos cuidadosamente elaborados e uma performance vocal deveras emotiva.
O trabalho inicia com The Ballad, uma poderosa canção emotiva que carrega a história de um amor perdido. O clima muda com St. Charles Square e Barbaric (na minha opinião o trabalho mais legal do disco), já com um clima mais de festa e que, sem dúvidas, passará a fazer parte das playlist de inúmeras baladas rockers mundo afora. É nesse clima descontraído e misturando baladas e indie rock que o álbum vai se desenvolvendo, sendo o fio condutor de uma nova fase da banda, que promete agradar novos e velhos fãs. Outras faixas que se destacam são The Narcisist e Far Away Island.
No entanto, apesar das notável qualidade do álbum, alguns fãs mais acostumados com a energia pulsante podem sentir falta da sonoridade característica das obras anteriores da banda. Contudo, é inegável que a banda demonstra um amadurecimento artístico notável neste álbum.
Em suma, The Ballad of Darren é um álbum simplista, que vale a pena conferir e que pode ser lembrado por uma ou duas músicas. De resto, Blur mais uma vez prova sua capacidade de se reinventar e evoluir musicalmente, mostrando que sua relevância na cena musical perdura ao longo dos anos.
Escute "The Ballad of Darren":
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