Soilwork acerta a mão em "Övergivenheten", a última obra de David Andersson
Resenha - Övergivenheten - Soilwork
Por Mateus Ribeiro
Postado em 21 de setembro de 2022
A banda Soilwork lançou seu décimo segundo álbum de estúdio, intitulado "Övergivenheten", dia 18 de agosto. O disco é o sucessor de "Verkligheten", lançado em janeiro de 2019.
"Övergivenheten" segue o padrão de qualidade do Soilwork, que em 27 anos de carreira, sempre lançou trabalhos convincentes. Em seu novo disco, o grupo liderado por Björn "Speed" Strid manteve a estratégia adotada em seu antecessor: mais melodia do que peso.
Quem conheceu o Soilwork nos anos 2000 e não ouviu os trabalhos lançados após "The Panic Broadcast" (2010), talvez vá estranhar a "nova" sonoridade do sexteto. Porém, bastam algumas audições para notar que esse caminho menos pesado provavelmente é o que será trilhado pela banda nos próximos anos.
É claro que as composições pesadas ainda fazem parte do repertório do Soilwork, porém, não adianta ouvir o novo álbum esperando algo parecido com o que a banda fez nas décadas anteriores. O Soilwork não parou no tempo, como pode ser ouvido em "Electric Again", "Is It In Your Darkness" (música que tem um refrão magnífico), "On The Wings Of A Goddess Through Flaming Sheets Of Rain" e "Övergivenheten". Aliás, essa última da lista é uma das melhores faixas-título da carreira dos caras.
Outros destaques de "Övergivenheten" ficam com duas faixas sensacionais: "Valleys Of Gloam" e "Dreams Of Nowhere". Essas duas obras já entraram para o hall de músicas inesquecíveis lançadas pelo Soilwork, grupo que sabe como poucos escrever canções cativantes e "grudentas".
As composições de "Övergivenheten" são complexas e, obviamente, exigem habilidades avançadas por partes dos músicos envolvidos. E qualquer pessoa que já tenha ouvido o som do Soilwork, sabe que os integrantes da banda são muito competentes e criativos.
Björn Strid (vocal), David Andersson (guitarra), Sylvain Coudret (guitarra), Rasmus Ehrnborn (baixo), Sven Karlsson (teclado) e Bastian Thusgaard (bateria) formaram um time muito entrosado e competente. Todos mandaram muito bem em "Övergivenheten".
Infelizmente, o conjunto acima citado nunca mais tocará junto, pois David Andersson faleceu dia 14 de setembro. O guitarrista, que estava na banda há cerca de dez anos, contribuiu muito para que o Soilwork chegasse ao patamar que chegou. Seja tocando ou compondo, David era muito talentoso.
"Övergivenheten" é um excelente álbum, que ficará marcado para sempre como a despedida de David Andersson. Uma despedida muito digna, por sinal.
Descanse em paz, David Andersson. E obrigado por compartilhar seu talento com tantos fãs.
Álbum: "Övergivenheten"
Banda: Soilwork
Data de lançamento: 19 de agosto de 2022
"Övergivenheten"
"Nous Sommes La Guerre"
"Electric Again"
"Valleys Of Gloam"
"Is It In Your Darkness"
"Vultures"
"Morgongava/Stormfagel"
"Death, I Hear You Calling"
"This Godless Universe"
"Dreams Of Nowhere"
"The Everlasting Flame"
"Golgata"
"Harvest Spine"
"On The Wings Of A Goddess Through Flaming Sheets Of Rain"
Björn "Speed" Strid: vocal
David Andersson: guitarra
Sylvain Coudret: guitarra
Rasmus Ehrnborn: baixo
Sven Karlsson: teclado
Bastian Thusgaard: bateria
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As 11 melhores bandas de rock progressivo dos EUA, segundo a Loudwire
A música do Queen que Freddie Mercury considerava melhor que "Bohemian Rhapsody"
Como Paulo Ricardo faz para evitar que suas músicas soem muito metal ou hard rock
Max Cavalera explica o que fez o Sepultura mudar o som em "Chaos A.D."
As 25 melhores bandas de todos os tempos, segundo a Classic Rock
A banda americana dos anos 1970 que é a maior influência da nova baterista do Rush
O projeto que é os "quatro tenores do rock", segundo Eric Martin
Nocturno Culto explica por que o Darkthrone nunca mais tocou ao vivo
Rush inicia novo capítulo de uma carreira baseada em fortes convicções
O melhor álbum dos Rolling Stones de todos os tempos, segundo Keith Richards
Hellripper anuncia 4 shows no Brasil em turnê inédita para 2027
Como Mark Knopfler adaptou um defeito para escapar de tocar guitarra "do jeito errado"
A música do Judas Priest que mistura rock, funk e jazz, segundo Ian Hill
A banda dos anos 80 que Kurt Cobain dizia ter envelhecido rápido demais
O guitarrista mais rápido que Slash viu tocar; "literalmente explodiu minha cabeça"




Soilwork relembra turnê com Krisiun e diz que músicos brasileiros foram "super legais"
O significado da capa de "Natural Born Chaos", segundo vocalista do Soilwork
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar


