Tuatha de Danann: uma ponte aérea entre Brasil e Irlanda
Resenha - In Nomine Éireann - Tuatha de Danann
Por Alexandre Veronesi
Postado em 22 de janeiro de 2021
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O subgênero Folk Metal definitivamente não está posicionado entre os mais populares no Brasil, mesmo dispondo de uma sólida base de fãs por aqui. A despeito disso, o grupo Tuatha de Danann, oriundo da mística cidade de Varginha/MG, simplesmente transcendeu o estilo e se tornou uma das maiores referências quando se fala em Heavy Metal no nosso país. Cada passo da banda é efusivamente comemorado, e não foi diferente com "In Nomine Éireann", lançado em Novembro de 2020, mais de 5 anos após seu antecessor, "Dawn Of A New Sun", de 2015 (isso considerando apenas álbuns cheios, pois em 2019 tivemos o EP "The Tribes Of Witching Souls").
Tuatha de Danann - Mais Novidades
A banda, que hoje é composta pelos excepcionais musicistas Bruno Maia, Giovani Gomes e Edgard Britto, fez em "In Nomine Éireann" um lindo tributo à música tradicional da Irlanda, país bastante rico e peculiar quando o assunto é folclore, e cuja cultura popular influencia diretamente a sonoridade do Tuatha de Danann desde os seus primórdios.
A audição do disco se revela uma experiência bastante sensorial e intrigante. Há o balanço perfeito entre peso e harmonia, muito bem representados dentro do direcionamento Celta/Folk proposto, e a sempre presente inserção de instrumentos incomuns na música pesada, como banjo, bouzouki, whistle, bodhrán e gaita irlandesa. Bruno Maia, líder e mente criativa por trás do grupo, é amplamente reconhecido por seu talento e engenhosidade descomunais, e o que ouvimos aqui faz total jus a tal reputação.
Dentre as 11 escolhas do repertório, que alternam-se entre canções tradicionais irlandesas e composições próprias, destacam-se, em especial, temas como a divertida "Molly Maguires", a intensa "Guns And Pikes", a bela "The Wind That Shakes The Barley" (que conta com a participação especial da cantora Daísa Munhoz, integrante das bandas Soulspell e Vandroya), a variada e poderosa "The Devil Drink Cider", além das boas instrumentais "Nick Gwerk's Jigs" e "The Dream One Dreamt", faixas que ostentam admirável riqueza melódica e elevado primor técnico.
Em suma, "In Nomine Éireann" é um álbum empolgante, prazeroso e recheado de vibrações positivas, tornando-se instantaneamente peça obrigatória na coleção dos fãs da banda e do gênero. Mais do que isso, um gratificante presente aos apreciadores da boa música em geral.
A versão física do material foi lançada no Brasil pelo selo Heavy Metal Rock, no formato CD, em embalagem digipack que evidencia um trabalho gráfico de alta qualidade.
Tuatha de Danann - In Nomine Éireann (2020)
Gravadora: Heavy Metal Rock
Data de lançamento: 25/11/2020
Tracklist:
01 - Nick Gwerk's Jigs
02 - Molly Maguires
03 - Guns And Pikes
04 - Moytura
05 - The Calling
06 - The Wind That Shakes The Barley
07 - Newry Highwayman
08 - The Master Reels
09 - The Devil Drink Cider
10 - The Dream One Dreamt
11 - King
Formação:
Bruno Maia - voz, guitarra, violão, banjo, bouzouki e whistle
Giovani Gomes - baixo e backing vocal
Edgard Britto - teclado e escaleta
Convidados:
Raphael Wagner - guitarra
Nathan Viana - violino
Rafael Delfino - bateria e bodhrán
Alex Navar - gaita irlandesa (faixas 1,3,4 e 10)
Kane O'Rourke - violino (faixas 1,2,4 e 8)
Finn Magill - violino (faixa 10)
Daísa Munhoz - voz (faixa 6)
Keith Fay - voz (faixa 2)
Folkmooney - voz (faixa 3)
Marcell Cardoso - bateria (faixa 6)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Bruce Dickinson diz que prefere gravar novo álbum do Iron Maiden a fazer outra turnê
Tributo a Syd Barrett une Pink Floyd, David Bowie, Violeta de Outono e John Paul Jones
A banda dos anos 2000 que mais orgulhava Geddy Lee por seguir os passos do Rush
As Cinco Melhores Músicas de Andre Matos - Parte 1
A música do Queen que Freddie Mercury considerava melhor que "Bohemian Rhapsody"
O álbum do Slayer que merece ser redescoberto, segundo a Kerrang
As 10 bandas geniais que o metal esqueceu e não valorizou, segundo youtuber
5 clássicos do rock nacional que passam de 7 minutos de duração
A banda gigante do rock que Ritchie Blackmore disse que nunca conseguiu gostar
A banda dos anos oitenta que Slash e Axl Rose não suportavam
Gary Holt relembra como conseguiu abandonar a metanfetamina
Após mais de três décadas, vocalista e ex-guitarrista do Saxon fazem as pazes
O músico que Freddie Mercury considerava o maior de todos os tempos
Os melhores álbuns de todos os tempos, segundo Eric Martin, do Mr. Big
A opinião de Mark "Barney" Greenway, do Napalm Death, sobre Lemmy e o Motörhead


"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?
Iron Maiden: Virtual XI não é nem oito, nem oitenta


