Swans: O pop delirium tremens de Michael Gira
Resenha - Great Annihilator - Swans
Por Fernando Bardamu
Postado em 21 de agosto de 2020
Em 1995, o no-wave já estava tão morto, enterrado e esquecido quanto o grupo Br´oz em 2020. Entre 91 e 94, o rock and roll pariu rockstars junkies e suicidas em Seattle e uma seita terrorista de virjões entediados em Bergen. O "choque" tornava-se um efeito quase que inatingível. Anos 90: tudo muito histriônico.
No ano de 1995, após discos perturbadores e "artsy" nos 80 e algumas tentativas de pagar as contas com sonoridades acessíveis e acústicas nos 90, os Swans lançam "The Great Annihilator": trata-se de um álbum que possui a pretensão de ser, ao mesmo tempo, pop e aceitável nas rodas de gente descolada e cult. E que cumpre magistralmente suas intenções. As letras de Gira, como sempre, são excepcionais. A levada sintetizada é hipnótica e transita entre a decadência e o prazer. Destaques para "Celebrity Lifestyle" e "Blood Promise".
Tracklist:
1. "In" 2:27
2. "I Am the Sun" 3:23
3. "She Lives!" 7:00
4. "Celebrity Lifestyle" 4:10
5. "Mother/Father" 4:07
6. "Blood Promise" 4:15
7. "Mind/Body/Light/Sound" 4:52
8. "My Buried Child" 2:58
9. "Warm" 4:54
10. "Alcohol the Seed" 3:29
11. "Killing for Company" 6:55
12. "Mother's Milk" 2:26
13. "Where Does a Body End?" 3:42
14. "Telepathy" 6:11
15. "The Great Annihilator" 4:53
16. "Out" 2:24
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