A impagável reação de Raul Seixas após tomar sopa de letrinhas da Xuxa
Por Gustavo Maiato
Postado em 05 de agosto de 2026
A imagem de Raul Seixas costuma estar associada aos excessos, à vida boêmia e ao comportamento imprevisível. Mas, durante a criação de "A Panela do Diabo" (1989), último álbum de sua carreira, um episódio contado por Marcelo Nova mostra um lado bem diferente - e bem-humorado - do Maluco Beleza.
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Em entrevista ao canal Corredor 5, o ex-vocalista do Camisa de Vênus relembrou que Raul frequentava sua casa durante a composição das músicas do disco. A mãe de Marcelo tinha um carinho especial pelo parceiro do filho e costumava recebê-lo de maneira bastante maternal. "Minha mãe adorava ele, chamava ele de Rauzinho. Rauzinho, vamos tomar uma sopa'. Ela fazia aquela sopa da Xuxa, sabe? De letrinhas."
Segundo Marcelo, os intervalos das composições eram marcados por essas refeições simples. "Ficávamos tomando no intervalo, porque era trabalho. Era trabalho. Não era negócio de curtição, 'os caras estavam muito loucos'. Não. Era trabalho. Nós sabíamos disso. Sabíamos que era um disco que ia ficar."
Foi então que Raul fez um comentário que arrancou risadas de Marcelo e permanece inesquecível. "Ele disse para mim, tomando a sopinha da Xuxa: 'Marceleza, os caras lá fora pensando que nós estamos cheirando uma carreira atrás da outra, e aqui nós tomando a sopinha da Xuxa que sua mamãe trouxe'."
Apesar da brincadeira, Marcelo Nova deixou claro que Raul enfrentava um problema sério com o alcoolismo. Questionado se o cantor havia diminuído a bebida durante a produção do álbum, respondeu sem rodeios: "Não. Não conseguiu, não. Não tinha break. Ele era alcoólatra. Bebia de manhã, de tarde e de noite."
Mesmo assim, o músico destacou que o trabalho acabou sendo uma espécie de terapia para Raul. Antes da turnê de divulgação de "A Panela do Diabo", ele levou o parceiro para uma avaliação médica no Hospital Sírio-Libanês. Após examiná-lo, o médico foi direto ao ponto: "Marcelão, sabe qual é a terapia para Raul? É trabalho moderado, cara."
Na mesma entrevista, Marcelo também revelou que "Quando Eu Morri", uma das faixas do álbum, foi inspirada em sua própria experiência com LSD. "É uma canção sobre ácido lisérgico", explicou, acrescentando que a intenção da dupla era criar "um disco que soasse como rock and roll, mas não remetendo apenas a Chuck Berry e Elvis. Um rock and roll que fosse contemporâneo".
Confira a entrevista completa abaixo.
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