Rage Of Light: finalmente, o álbum de estreia
Resenha - Imploder - Rage Of Light
Por José Sinésio Rodrigues
Postado em 01 de maio de 2020
Nota: 8 ![]()
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A banda suíça Rage Of Light é um grupo que nasceu lá em 2007. Entre 2016 e 2019, lançou um EP e cinco singles. E, finalmente, chega a seu álbum de estreia, trabalho batizado como "Imploder". Desde o início, a proposta da banda foi fazer um som calcado no Groove Metal mesclado com umas sólidas e evidentes passagens eletrônicas, som este que o próprio grupo define como sendo Trance Metal. Seja o que for, é algo singular. Parece baseado em Metal Sinfônico, mas aqui e ali emergem influências melódicas pesadas e rápidas, inerentes ao Death Metal, além de teclados com sons futuristas de sintetizador, em vez de imitar uma orquestra. De um modo geral, é um som muito bonito, possibilitando que os músicos envolvidos se mantenham firmes em seus instrumentos. Os solos de guitarra são esporádicos, mas se fragmentam quando ocorrem, com os riffs evoluindo de básicos a intrincados e bem feitos.
A banda possui, atualmente, quatro integrantes, ficando o vocal a cargo da belíssima Melissa Bony (que também integra a banda Ad Infinitum e já fez participações ao vivo com nomes como Evenmore e Dragonland). Aqui vai uma curiosidade: na época da gravação do álbum "Imploder", a banda não possuia um baterista. Somente quando sua turnê foi finalizada é que o baterista Vincent Wenger passou a fazer parte do grupo.
A voz de Melissa Bony, em "Imploder", continua a exalar um cheiro que remete à música Pop, em alguns momentos, mas a menina se mostra versátil, sem entrar em vocalizações operísticas. Pelo contrario, ela avança pelo terreno dos rosnados guturais. Ou seja: ela faz sua voz fluir do gutural ao limpo, quase meigo, de forma surpreendente. Além disso, percebemos a feminilidade filtrada através de sua vocalização gutural, algo que falta até às grandes vozes femininas do Death Metal. E em muitos momentos, o tecladista Jonathan Pellet se junta a Melissa, com mais grunhidos, estes mais profundos e, naturalmente, mais graves.
Por vezes, as músicas soam parecidas. Mas, ainda assim, possuem variações suficientes, em vários momentos, para evitar a repetição total. Os teclados servem como uma base muito bem estruturada. Liricamente, temos músicas sobre batalhas, surtos, distopias e lutas futuras, que complementam tematicamente a composição. E atualmente, como já dito, o Rage Of Light conta com um verdadeiro baterista, de carne e osso, na banda; assim, o potencial já existente com o álbum "Imploder" poderá vir a ser inclementado com o próximo lançamento, se Melissa permanecer na banda. Eu não descarto a possibilidade de uma voz Pop em uma banda de Heavy Metal resolver seguir a carreira solo, ainda mais tendo em vista o histórico de Melissa, que já participou de vários projetos, alguns deles fora do Metal. Por outro lado, apesar da acentuada veia Pop em sua voz, Melissa é versátil a ponto de também fazer parte da banda Ad Infinitum e ter participado de apresentações de grupos como Serenity (da Áustria), Warkings (internacional) e ter sido membro do grupo suíço Evenmore. De resto, é torcer para a beldade manter tudo como está. Das onze faixas presentes no álbum "Imploder", algumas já haviam sido lançadas como singles, entre 2017 e 2019 (entre elas, um excelente cover da música "Twilight Of The Thunder Gods", do grupo Amon Amarth), algo que serviu para arregimentar alguns fãs, fãs estes que já aguardavam ansiosamente pelo lançamento do álbum de estreia.
Confira o videoclipe da música "Fallen", uma das faixas do álbum "Imploder":
Faixas em "Imploder": 11
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