Blind Guardian: Projeto ambicioso, sonho de gravar álbum orquestral se realiza após 20 anos
Resenha - Twilight Orchestra; Legacy of the Dark Lands - Blind Guardian
Por Carlos Garcia
Postado em 07 de novembro de 2019
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Tido como um dos precursores do metal sinfônico, os alemães do Blind Guardian são uma banda que sempre buscou se superar e evoluir, alcançando seu ápice criativo com a trilogia "Somewhere Far Beyond" (92), "Imaginations From the Other Side" (95) e "Nightfall in Middle-Earth" (98), álbuns que os tornaram conhecidos no mundo inteiro, aclamados pelos fãs de Metal, e inclusive lhes rendeu contrato com uma grande gravadora.
O Power Metal mais direto dos primórdios foi sendo lapidado, e os temas fantásticos inspirados em lendas e livros como a série "Senhor dos Anéis" e "Game of Thrones", foram sendo envoltos em uma trilha sonora de Heavy Metal sinfônico brilhante e criativo, criando uma assinatura bem própria.
Blind Guardian - Mais Novidades
Embora os álbuns seguintes não terem alcançando o mesmo nível, a banda seguiu lançando trabalhos de qualidade, e o flerte com a música clássica e trilhas sonoras foi alimentando, desde o lançamento de "Nightfall...", o desejo de realizar uma obra ambiciosa e audaciosa: um álbum totalmente orquestral. Um passo praticamente inevitável para a banda.
Agora em 2019, cerca de 20 anos depois, o sonho, que vinha sendo concebido pela mente de seus principais compositores, Hansi e André e com a parceria do escritor Markus Heitz, vê a luz do dia e "Blind Guardian & Twilight Orchestra: Legacy of the Dark Lands", álbum gravado com a Orquestra Filarmônica de Praga, tem a data de lançamento oficial marcada para 08/11, via Nuclear Blast.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
A história se passa no período da guerra dos 30 anos na Europa, no século XVII, onde um segredo apocalíptico é revelado. A personagem central do livro em que a saga se inicia é Aenlin Solomon Kane, filha de Solomon Kane, personagem criado por Robert Howard (criador de Conan, o Bárbado, entre outros). O Livro, "The Dark Lands", do escritor de fantasia alemão Markus Heitz foi lançado no começo deste ano, e precede a história contada no álbum do Blind Guardian.
Hansi comentou a respeito em entrevistas: "Markus é um ótimo contador de histórias; com "Die Dunklen Lande", ele criou o cenário perfeito e, com o misterioso Nicolas, o personagem perfeito para nossos trabalhos complexos. Sua inventividade parece ser quase infinita. Absolutamente impressionante e muito inspirador ". A banda e o escritor narram a história do mercenário Nicolas e seu envolvimento na Guerra dos Trinta Anos. Markus Heitz começa a história em seu livro e o Blind Guardian prossegue a saga em "Legacy Of The Dark Lands".
Se trata de um trabalho brilhante e grandioso. Não há uso de guitarras, ou seja, não é um disco convencional de Metal, é o vocalista Hansi Kürsch e a orquestra, em cerca de 1h 15 minutos de música, com as canções intercaladas por vozes de atores e introduções. E as vozes ouvidas nos interlúdios são conhecidas dos fãs, Norman Eshley e Douglas Fielding também gravaram as vozes em "Nightfall".
As orquestrações incríveis, os corais, as vozes e o magistral trabalho vocal de Hansi (que apresenta em "Legacy" possivelmente uma de suas melhores performances) trabalham juntos, formando a maravilhosa trilha para a história inspirada na obra de Markus Heitz.
As composições possuem a marca e assinatura do Blind Guardian, porém sem guitarras, e inicialmente pode soar um pouco estranho, mas essa sensação logo passa e o interesse pelo álbum vai aumentando. As canções possuem muitos momentos memoráveis, grandes refrãos, e algumas das melhores melodias que a banda compôs nos últimos anos.
Aquele certo receio de que poderia ser um álbum que soasse cansativo, foi dirimida. Parece que o esforço criativo da banda estava especialmente concentrado nesse trabalho, reservando para ele algumas de suas melhores ideias. Bom, foram cerca de duas décadas para torná-lo realidade.
Composições como "War Feeds War", "Dark Clouds Rising", "In the Red Dwarf’s Tower", "Point of No Return", por exemplo, são puro Blind Guardian, e podem ser colocadas entres as grandes composições do grupo.
Um clima fantástico, repleto de suspense, com composições cheias de melodias marcantes e refrãos memoráveis. Os arranjos são muito bem feitos, ricos. Um trabalho diferente de tudo que a banda já fez, e diferente também de outros grupos que se utilizaram de orquestra, como Trans-Siberian Orchestra, por exemplo.
Com certeza o melhor álbum do Blind desde "Nightfall". Já falei as palavras "épico" e "memorável"? Fica aquela curiosidade, que aflora a imaginação, de que como seriam versões dessas músicas com os instrumentos convencionais, com as duas guitarras, baixo e bateria.
Track-list:
"1618 Ouverture"
"The Gathering"
"War Feeds War"
"Comets And Prophecies"
"Dark Cloud’s Rising"
"The Ritual"
"In The Underworld"
"A Secret Society"
"The Great Ordeal"
"Bez"
"In The Red Dwarf’s Tower"
"Into The Battle"
"Treason"
"Between The Realms"
"Point Of No Return"
"The White Horseman"
"Nephilim"
"Trial And Coronation"
"Harvester Of Souls"
"Conquest Is Over"
"This Storm"
"The Great Assault"
"Beyond The Wall"
"A New Beginning"
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Hellfest vem aí e confirma 182 bandas em 4 dias de shows
O disco punk clássico que Billie Joe Armstrong chamou de "um monte de merda"
Pink Floyd lança a coletânea "8-Tracks", que reúne faixas gravadas nos anos 70
O clássico de Bon Scott que Brian Johnson nunca quis cantar no AC/DC
7 clássicos do rock nacional lançados em 1994 que são lembrados até hoje
Graspop Metal Meeting anuncia 152 atrações em 4 dias de festival
As cinco melhores músicas do Iron Maiden, em lista da Revolver Magazine
O melhor riff de guitarra de todos os tempos, segundo Keith Richards: "Ele disse tudo ali"
Angra anuncia bandas convidadas para shows em São Paulo
Fã do Iron Maiden paga equivalente a mais de R$ 22 mil por cópia de "The Soundhouse Tapes"
Deep Purple lança "Diablo", faixa de seu próximo disco de estúdio
A música do Pink Floyd que Roger Waters detestou e David Gilmour transformou num clássico
Turnê Verão do Caos traz duas atrações internacionais a dez cidades brasileiras em dezembro
10 músicas de rock nacional dos anos 1980 que ainda estão na memória afetiva do brasileiro
Festival Best of Blues and Rock tem edição 2026 confirmada
Todos os discos do Black Sabbath, do pior ao melhor, em lista do Heavy Consequence
O guitarrista em que Jimmy Page e David Gilmour concordaram; "o mais incrível"
Sebastian Bach "surpreende" ao afirmar com quem gostaria de dividir o palco


Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?
Draconian - "In Somnolent Ruin" reafirma seu espaço de referência na música melancólica
Espera de quinze anos vale cada minuto de "Born To Kill", o novo disco do Social Distortion
"Out of This World" do Europe não é "hair metal". É AOR
"Operation Mindcrime III" - Geoff Tate revela a mente por trás do caos
O Ápice de uma Era: Battle Beast e a Forja Implacável de "Steelbound"
"Acústico MTV" do Capital Inicial: o álbum que redefiniu uma carreira e ampliou o alcance do rock
Iron Maiden: "The Book Of Souls" é uma obra sem precedentes
