The Mist: Na linha de frente de um novo metal
Resenha - Gottverlassen - Mist
Por Ricardo Cunha
Postado em 08 de agosto de 2019
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Na post anterior dissemos que a banda não tinha nada a provar e, de fato, não tem. Se olharmos para Ashes to Ashes, Dust to Dust isoladamente, podemos dizer que ele parece meio deslogado e/ou feito às pressas. Porém, ao analisarmos no contexto do conjunto da obra, descobriremos que foi necessário para 1) manter a unidade do grupo, 2) permitir que este grupo se reinventasse musicalmente e 3) criar as condições de existência para o que viria.
Gottverlassen, mostra que os músicos amadureceram como banda e isto lhes deu disposição pra explorar novos territórios. Na verdade, a banda se aprofundou no projeto esboçado em "Ashes to Ashes". O que se ouve aqui é algo que eu descreveria como uma música de natureza híbrida entre o orgânico e o mecânico. Uma sonoridade diferente de quase tudo o que já ouvi. De acordo com meus referenciais, identifiquei nomes que podem ter influenciado à banda na concepção da obra: Voivod (War And Pain), Prong (Beg To Differ) e Sepultura (Chaos A.D). Eu não consigo dizer quem dentre os citados teve mais peso na inspiração, mas se o que digo faz sentido, a mistura foi suficientemente boa para que a banda viesse a conceber sua nova marca. As músicas não são uma grande demonstração de técnica, mas imagino que eles nem tenham se preocupado com isto. Ao contrário, estavam na linha de frente de um proto-nu metal que tomaria o mundo de assalto num futuro próximo. Os destaques do disco são: Fangs Of A Pig, Jesus Land e Devilscreen.
A banda fez algo que apontava para um futuro promissor, por esse motivo, foi realmente uma pena que tenha encerrado suas atividades pouco tempo depois. A formação que gravou esse álbum contava com Cassiano Gobbet (Vocals, Bass), Christiano Salles (Drums), Jairo Guedz (Guitars). Fábio Andrey (ex-Insanity), foi adicionado ao grupo durante a tour de suporte ao lançamento. Ele complementou a formação como segundo guitarrista e permaneceu até o encerramento oficial das atividades do grupo.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Por que Iron Maiden nunca será grande como Metallica, segundo Bruce Dickinson
Capital Inicial cancela shows nos Estados Unidos após vistos negados
Rush é parado na fronteira dos Estados Unidos com o México e precisa adiar show
20 bandas que nunca lançaram um disco ruim, de acordo com a Metal Hammer
Rhapsody se despedirá com formação clássica ao lado do Epica na América do Sul
Ripper Owens: "Há uma razão pro Iron Maiden tocar pra 20 mil e o Judas pra 5 mil"
James Hetfield explica a importância do Iron Maiden para ele e para o Metallica
Megadeth toca "Puppet Parade" pela primeira vez ao vivo
A música do Anthrax que Andreas Kisser considera "quase prog"
Dave Lombardo conta que "névoa mental" o fez usar anotações nos shows
O guitarrista que Keith Richards não queria que entrasse nos Stones, apesar de tocar muito
O cantor de prog metal que foi cotado para substituir Bruce Dickinson no Iron Maiden em 1993
Shane Embury (Napalm Death) fala abertamente sobre luta contra o alcoolismo
Steve Harris conta o que Brian May disse sobre o show do Iron Maiden no Rock in Rio I
A grande omissão do Rock and Roll Hall of Fame segundo Steve Stevens


Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos


