Queensryche: Atmosfera agradável e rica em The Verdict
Resenha - Verdict - Queensryche
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collector's Room
Postado em 21 de junho de 2019
O Queensryche conseguiu uma coisa rara dentro do metal. A banda norte-americana não só sobreviveu à troca de um vocalista já estabelecido e idolatrado pelos fãs, como ficou melhor com a chegada de Todd La Torre – os últimos discos com Geoff Tate foram, convenhamos, bem medianos. Quem mais conseguiu isso? O Black Sabbath com Dio, o Iron Maiden com Bruce Dickinson, o Anthrax com John Bush (apesar de nem a própria banda acreditar nisso) e outros poucos exemplos.
Na banda desde 2012, La Torre chega ao seu terceiro álbum como frontman do Queensryche em "The Verdict", lançado no início de março. Respaldado pelos fãs e pelo trio Michael Wilton, Scott Rockenfield e Eddie Jackson (respectivamente guitarrista, baterista e baixista originais), além do guitarrista Parker Lundgren (no grupo desde 2009), o vocalista mostra que foi a escolha certa para manter a banda na ativa.
Produzido por Chris "Zeuss" Harris (Iced Earth, Rob Zombie, Soulfly), "The Verdict" traz dez faixas e uma alteração interessante no time: afastado por razões pessoais, Rockenfield foi substituído pelo próprio Todd La Torre no álbum – e spoiler: ele se sai muito bem na função.
Na minha percepção, o Queensryche ficou mais agressivo com a entrada de seu novo vocalista. Isso se percebe tanto no álbum auto intitulado de 2013 quanto em "Condition Hüman" (2015), e é um aspecto que se mantém no novo trabalho. Nunca fui apreciador da banda com Geoff Tate no comando – sim, podem jogar as pedras e tudo mais, não tem problema -, mas passei a curtir a sonoridade mais pesada adotada nos últimos discos.
Musicalmente, o Queensryche soa atualizado e moderno em seu novo álbum, mas sem precisar mudar a sua música ou explorar aspectos que não tem nada a ver com o seu universo sonoro para alcançar isso, ao contrário do que foi feito em alguns discos sob o comando de Geoff Tate. O que chega aos ouvidos é um metal repleto de melodia, sem tantos elementos prog como no passado, e sempre apresentando bons refrãos. O foco está nas guitarras de Wilton e Lundgren, que abusam dos duetos e harmonias, criando uma atmosfera ao mesmo tempo agradável e rica musicalmente.O tracklist é bem homogêneo, e deve agradar fãs de todas as fases da carreira dos norte-americanos.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Com quase 200 atrações, festival Louder Than Life confirma lineup para 2026
Indireta? Fabio Lione fala em "ninho de cobras" e "banda de palhaços" após show do AC/DC
O guitarrista que Hetfield disse ter sido uma bênção conhecer: "nos inspiramos um ao outro"
Show do AC/DC no Brasil é elogiado em resenha do G1; "A espera valeu a pena"
Iron Maiden - A melhor música de "Brave New World", segundo o Heavy Consequence
As 5 músicas do Guns N' Roses que melhor mostram o alcance vocal de Axl Rose
O álbum que define o heavy metal, na opinião do vocalista do Opeth
Última tour do Whitesnake foi "a pior possível", declara o guitarrista Reb Beach
10 músicas de rock que os próprios artistas preferem esquecer, além de um álbum inteiro
O álbum do Judas Priest que Mikael Åkerfeldt considera subestimado
Iron Maiden anuncia o documentário "Burning Ambition", celebrando seus 50 anos
A banda que o Metallica disse nunca mais querer levar para a estrada de novo
Confira os preços dos ingressos para shows do Rush no Brasil
Angra celebrará 30 anos de "Holy Land" na França; Kiko Loureiro participará do show
Show do Sepultura no Rock in Rio 1991 foi fora de série, segundo Andreas Kisser



Cruise to the Edge fecha lineup da edição de 10 anos com 33 atrações do mundo prog
31 discos de rock e heavy metal que completam 40 anos em 2026
Ex-Queensryche, vocalista Geoff Tate confirma show acústico no Rio de Janeiro
O disco do Queensryche que foi muito marcante para Kiko Loureiro e para o Angra
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal


