Tank: Alguns prós e contras, mas ainda assim um bom disco

Resenha - Tank - Tank

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Por Vitor Sobreira
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Após o excelente 'Blood and Honour' (1984) e a coletânea 'Armour Plated' (1985), os ingleses do Tank fechariam contrato com a gravadora GWR Records (que também disponibilizou trabalhos de bandas como Motörhead, Girlschool, Holly Moses e outras) e lançariam em 1987 o seu quinto registro oficial, auto-intitulado.

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Ao contrário dos supracitados antecessores, 'Tank' apresentou uma simplória arte de capa, dividida entre o preto e o vermelho, além de "ostentar" timidamente no canto superior esquerdo um logo em amarelo – diga-se de passagem: uma das capas mais porcas que já vi. No entanto, o que nos interessa de verdade é o som, que manteve aquele Heavy Metal atraente, levemente trabalhado, um pouco mais melódico e um pouco menos agressivo, mas ainda assim com sua dose de mágica e com jeitão de clássico.

Mantendo uma espécie de tradição em possuir músicas com uma duração discretamente mais longas – do mesmo modo que uma produção "mais ou menos", feita pela própria banda, pasmem! -, "Reign of Thunder" faz o favor de contar com 7′:21", que após uma introdução meio louca que poderia estar na trilha sonora de algum filme de suspense/ação/terror daquela época, o bicho começa a pegar em bons momentos de inspiração, além de um pouco de velocidade aqui e ali. Uma guitarra bem sujona começa ditando as regras em "March On, Sons of Nippon", quase que sufocando a bateria e o baixo que soam alguns graus de volume mais baixos . Na sequencia temos "With Your Life" com um Algy Ward fazendo um vocal mais limpo, amparado por coros no refrão e novamente as guitarras de Mick Tucker e Cliff Evans se destacando – assim como no álbum todo, para ser definitivamente franco.

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Uma brevíssima lufada de ar Hard Rock engana quem pensa que "None But the Brave" vai seguir esse caminho, mas é apenas uma impressão mesmo, já que a mesma não apresenta nenhuma porcentagem de alegria, ou diversão ou p*taria, mas um clima até meio triste (não sei se seria a palavra mais adequada, mas que seja!) e teclados bem inseridos em determinadas partes para reforçar a dramaticidade da canção. "The Enemy Below" pode trazer na lembrança o álbum anterior, com uma pegada mais direta – não rápida, ok? – e sinceramente espero que vosmecê que estar a ler estas linhas cante junto no refrão "THE ENEMY BELOW!!".

"Lost" joga a água na fogueira, deixando novamente os ânimos mais contidos. "(In the Hell They Must) Suffer" mantém o ritmo médio em sua maior duração, com solos bem envolventes e novamente inserindo notas de teclado – econômicas e eficientes! Aos poucos vamos chegando ao fim de mais uma audição, mas desta vez sendo acompanhados pela ótima "It Fell From the Sky".

Enfim, posso concluir que 'Tank' tem sim boas composições e seus bons momentos, mas que careceram de uma produção decente para realçar os detalhes e os instrumentos, o que tornaria o resultado final bastante melhor. Ainda em tempo, a banda encerraria por longos anos suas atividades, até o final dos anos 90, onde retornou timidamente com uma nova formação e ainda lançaria mais um álbum em 2002 antes de alguns de seus integrantes lutarem na justiça pelos direitos da modesta, mas respeitosa, marca TANK...

Formação:
Algy Ward (vocal e baixo)
Mick Tucker (guitarra)
Cliff Evans (guitarra)
Gary Taylor (bateria)

Faixas:
01. Reign of Thunder
02. March On, Sons of Nippon
03. With Your Life
04. None But the Brave
05. The Enemy Below
06. Lost
07. (The Hell They Must) Suffer
08. It Fell from the Sky.




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Sobre Vitor Sobreira

Moro no interior de Minas Gerais e curto de tudo um pouco dentro do maravilhoso mundo da música pesada, além de não dispensar também uma boa leitura, filmes e algumas séries. Mesmo não sendo um profissional da escrita, tenho como objetivos produzir textos simples e honestos, principalmente na forma de resenhas, apresentando e relembrando aos ouvintes, bandas e discos de várias ramificações do Metal/Heavy Rock, muitos dos quais, esquecidos e obscuros.

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