Accept: Caos apocalíptico em mais um grande disco

Resenha - Rise Of Chaos - Accept

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Por Geraldo Nairon
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Mais um grande registro desta grande banda que dispensa comentários. Após os ótimos " Blood for The Nations" , "Stalingrad" e " Blind Rage" o esquadrão teutônico lançou "The Rise Of Chaos". Um álbum que segue com a mesma pegada de seus antecessores e mostrando que a banda ainda tem muita lenha pra queimar.

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Logo na primeira faixa: a épica "Die By The Sword" a banda mostra estar entrosada apesar da troca de integrantes em 2015. Com um riff elaborado e vocal classudo de Tornillo cantando quase de modo profético sobre o fim do mundo e o destino daqueles que o levarão á perdição.

A segunda faixa : "Hole in the Head" dá segmento ao disco com uma dose maior de cadência e um riff poderoso. O conjunto lembra o MEGADETH da fase "Countdown of Extinction" com um refrão difícil de esquecer.

A faixa título conta com vocais de apoio constantes e um andamento mais acelerado que a anterior mas sem perder o peso. O cenário pós-apocalíptico dá cores á música e à capa do disco que, diga- se de passagem, talvez a mais bonita da banda até agora.

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Uma injeção de testosterona: "Koolaid" nos leva ao passado e alerta para a ilusão e fundamentalismo religioso em tempos de crise. E alerta: "Don't Drink the Koolaid"( PT-Br:"Não beba o Ki-Suco"). Pelo menos não com cianeto, aludindo a questão do suicídio como forma driblar o sofrimento. É possível notar elementos mais Rock 'n Roll nesta faixa que com certeza é uma das melhores do álbum.

"No Regrets" é uma declaração de não-arrependimento por uma vida desregrada ao estilo dos grandes Rockers de outrora. Já "Analog Man" é pura nostalgia contra a modernidade digital . Um hino para os amantes do bom e velho bolachão e críticos das plataformas de distribuição musical atuais. Os vocais não estão tão impecáveis nesta faixa como nas seguintes mas é uma boa música para curtir com o punho cerrado e lá no alto.

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As duas faixas seguintes : "What's Done is Done" trabalhando o tema de "No Regrets" de um outro ângulo. Ela poderia facilmente ter figurado no "Blind Rage" e soa realmente como uma faixa remanescente daquele álbum. Já "Worlds Colliding" traz o peso do ACCEPT clássico com toques de modernidade refletindo sobre as múltiplas faces que a personalidade humana pode adquirir.

"Carry the Weight" e "Race to Extinction" fecham o disco em grande estilo. A primeira começa veloz e logo toma forma melódica narrando um fim do mundo fictício. Se você esperava ouvir um solo compacto e matador é faixa que você vai encontrar. A segunda soa quase como uma variação de "Dye By the Sword" no começo mas ganha identidade própria após o primeiro minuto terminando a narrativa iniciada na faixa anterior.

No geral "The Rise of Chaos" é um disco excelente e é quase impossível imaginar por que passou tão despercebido desde seu lançamento em agosto passado. Nos velhos tempos da Rock Brigade imagino que a definição mais precisa deste álbum seria como "Mais um torpedo metálico lançado pelos xucrutes"

Formação:
Mark Tornillo (Vocal);
Wolf Hoffmann (Guitarra);
Uwe Lulis (Guitarra);
Peter Baltes (Baixo);
Christopher Williams (Bateria).

Tracklist:
01 – Die By the Sword
02 – Hole in the Head
03 – The Rise of Chaos
04 – Koolaid
05 – No Regrets
06 – Analog Man
07 – What’s Done Is Done
08 – Worlds Colliding
09 – Carry the Weight
10 – Race to Extinction




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