W.A.S.P.: A ascensão e queda de Jonathan Steel em formato "remake"
Resenha - ReIdolized (The Soundtrack To The Crimson Idol) - W.A.S.P.
Por Alexandre Veronesi
Postado em 13 de junho de 2018
Nota: 7 ![]()
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"I look at my face in the mirror
And I don't understand
Don't feel like a boy and it's not getting clearer
But I don't feel like a man"
Com essa simbólica frase se inicia a epopeia de Jonathan Aaron Steel, um garoto de 17 anos rejeitado pelos pais, que perde seu amado irmão Michael em um terrível acidente de carro, e encontra no Rock N' Roll sua válvula de escape. Descoberto pelo ganancioso "Chainsaw" Charlie, dono de uma grande gravadora, Jonathan realiza seu desejo de se tornar um astro, o "ídolo vermelho", o que o leva a uma jornada regada à festas insanas, mulheres e, principalmente, drogas. Entretanto, nada disso é capaz de preencher o seu vazio interior (a ausência do amor de seus pais), e finalmente, em um ato dramático e desolado, o rapaz acaba por se suicidar em cima do palco, usando as cordas de sua própria guitarra. Um desfecho trágico para uma existência melancólica.
Eu poderia passar horas dissecando a monumental estória Shakespeariana de "The Crimson Idol", mas esse não é o foco da matéria. O disco, lançado em 1992, é aquele que considero como sendo a obra máxima de Blackie Lawless (vocalista, guitarrista, líder e mentor do W.A.S.P.), e agora, quase 26 anos depois, somos brindados com o "remake" desse clássico, em formato de CD duplo, batizado de "ReIdolized (The Soundtrack To The Crimson Idol)", contando com 6 faixas inéditas, sendo composições da época, mas que ficaram de fora do registro.

Devo confessar que sou um entusiasta de regravações, portanto, recebi o material com grande expectativa.
Podemos perceber que Lawless continua em ótima forma, com seu timbre singular intacto, além da interpretação ímpar, profundamente emocional, sendo de certo o grande destaque do álbum. Apesar do peso de seus 61 anos de idade, os drives e agudos característicos continuam lá (mesmo que com algumas adaptações necessárias).
É curioso notar que alguns "palavrões" presentes nas letras originais foram substituídos, como por exemplo em "Chainsaw Charlie (Murders In The New Morgue)" a palavra "motherfucker" foi trocada por "monster", e "faggot" (bicha) se tornou "maggot" (verme). Isso provavelmente se deve ao fato de o vocalista ter se convertido ao cristianismo anos atrás, inclusive banindo um dos maiores hinos do grupo, "Animal (Fuck Like a Beast)", de suas apresentações ao vivo.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | A banda, como um todo, entrega uma performance coesa. A verdade é que a parte instrumental em pouco difere da obra original, então, obviamente, o saldo é bastante satisfatório. Pérolas como "Arena Of Pleasure", "I Am One", "The Idol", "Hold On To My Heart" e "The Great Misconceptions Of Me" permanecem impecáveis, grandiosas, executadas de forma enérgica e primorosa.
Outra questão a se destacar é a produção do álbum, bem limpa e de fácil assimilação, exatamente como as músicas aqui exigem.
Infelizmente, o ponto negativo fica por conta das faixas inéditas, que pouco acrescentam ao resultado final. Ao contrário, chegam até a tornar a audição um tanto cansativa. "Miss You" seria uma ótima canção, não fossem os seus longos e desnecessários 8:07 minutos (nada contra músicas longas, claro, esse mesmo disco conta com algumas absolutamente maravilhosas).

Por fim, "ReIdolized..." é um álbum de alta qualidade, que mostra uma banda ainda vigorosa, com muita lenha para queimar, mas fato é que a saga de Jonathan perdeu um pouco de sua magia em relação à obra do início dos anos 90. São outros tempos, afinal.
Atualmente, o W.A.S.P. é composto por, além do já citado Blackie Lawless, Doug Blair (guitarra), Mike Duda (baixo) e Aquiles Priester (bateria, ao vivo). Vale ressaltar que o disco foi gravado em meados de 2017, antes da entrada do brasileiro, e o comando das baquetas ficou por conta de Mike Dupke, com a participação especial de Frankie Banali (Quiet Riot) na faixa "The Peace".
TRACKLIST
Disco 1
01. The Titanic Overture
02. The Invisible Boy
03. Arena Of Pleasure
04. Chainsaw Charlie (Murders In The New Morgue)
05. The Gypsy Meets The Boy
06. Michael's Song
07. Miss You
08. Doctor Rockter

Disco 2
01. I Am One
02. The Idol
03. Hold On To My Heart
04. Hey Mama
05. The Lost Boy
06. The Peace
07. Show Time
08. The Great Misconceptions Of Me
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