Lacerated And Carbonized: peso e uma mensagem a ser passada
Resenha - Narcohell - Lacerated And Carbonized
Por Oscar Xavier
Postado em 28 de dezembro de 2016
O Brasil e o metal, cada vez mais vem se mostrando com uma sólida união. Basta olhar na última década, na qual surgiram diversas bandas de qualidade, e que ganharam espaço não só na cena nacional, como na internacional. Lacerated And Carbonized é uma dessas bandas que vem demonstrando uma força absurda. O som da banda é extremamente bem produzido, e a brutalidade em seus instrumentos e vocais não deixa a desejar em nada. Seu último álbum intitulado "Narcohell" é a prova concreta disso.

O álbum abre com "Spawned in Rage", um death metal sem firulas, repleto de blast beats, e um poderoso refrão.
Logo em seguida vem a faixa título, "Narcohell", com uma intensa linha de baixo do grande Paulo Doc, e com direito a um Lyric Video.
A terceira faixa se chama "Bangu 3". A música é completamente caótica, com direito à sirenes no meio da música, representando bem a violência que assola a cidade natal da banda, o Rio de Janeiro(não muito diferente do resto do país.) Um ponto que contribui muito para essa hostilidade musical foi a presença de Marcus D'Angelo, vocalista do Claustrofobia, nos vocais.

A próxima faixa, chamada "Severed Nation", começa com um ritmo mais cadenciado, mas logo dá lugar à brutalidade que se espera da banda. Na minha opinião, nessa faixa Victor Mendonça demonstra um dos pontos altos da bateria no álbum, mostrando uma técnica bem apurada.
"The Urge" é o nome da quinta faixa, e meus amigos, essa é aquela típica faixa que rende um belo pescoço dolorido. Caio Mendonça ainda nos presenteia com um solo de tirar o folego. Sem dúvidas essa merece ter um lugar garantido nos shows ao vivo.
A quinta faixa, intitulada "Broken", conta com a presença do norte-americano Mike Hrubovcak, vocalista da banda Monstrosity. Mais uma grande parceria que lhes rendeu uma grande canção.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | A faixa seguinte se chama "Terminal Greed", e aqui temos mais uma aula de bateria com Victor Mendonça, com um pedal duplo digno de reverência. A música segue com o mesmo padrão das outras música, com peso e agressividade reinando.
"Condition Red", oitava faixa do álbum, conta com o guitarrista Caio Mendonça se destacando mais que nas faixas anteriores. Percebe-se que os riffs estão bem mais trabalhados, tudo isso atribuído a uma banda que transborda hostilidade.
Chegamos a nona faixa, intitulada "Ruinous Breed". Aqui é a vez de Jonathan Cruz entrar em destaque, com um vocal destruidor, chegando a lembrar o grande David Vincent do MORBID ANGEL. Sem dúvidas uma das minhas faixas favoritas do álbum.

Em "Decree of Violence", a impressão que a banda passa é a de que estão aptos a destruir tudo ao seu redor. Na metade da música, temos uma transição para um som com mais grooves, com conversas de rádio ao fundo, mostrando bem a terrível realidade nas comunidades brasileiras. Essa é mais uma daquelas faixas que lhe deixarão com dor no pescoço.
Estamos na reta final do álbum, agora com a instrumental "Parallel State". Aqui não temos nada de novo, sendo uma faixa mais experimental, porém abrindo alas para a faixa seguinte.
"Hell de Janeiro" cairá nas graças do fãs da banda. A faixa é cantada toda em português, fazendo com que a mensagem seja passada aos ouvintes com mais facilidade.

Aqui estamos na última faixa, chamada "Mass Social Suicide". O que a banda apresenta aqui uma junção de letras em inglês e português. Aqui ela demonstra um death metal bem poderoso, e com os segundos finais sendo tocado apenas um violão acústico isolado, encerrando o álbum de forma brilhante.
Bom pessoal, Narcohell é um álbum espetacular, não só pela sua sonoridade, e pela sua produção, mas também pela mensagem que a banda tenta passar. Sem falar na belíssima arte capa que representa bem a realidade brasileira. Enfim, são álbuns assim, que nos fazem perceber que o metal nacional definitivamente não está morto.
Lineup:
Jonathan Cruz - Vocals
Caio Menconça - Guitars
Paulo Doc - Bass
Victor Mendonça - Drums

Tracklist:
01. Spawned In Rage
02. NarcoHell
03. Bangu 3 (Feat. Marcus D'Angelo - Claustrofobia)
04. Severed Nation
05. The Urge
06. Broken (Feat. Mike Hrubovcak - Monstrosity)
07. Terminal Greed
08. Condition Red
09. Ruinous Breed
10. Decree of Violence
11. Parallel State
12. Hell de Janeiro
13. Mass Social Suicide
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