Not Blood Paint: é rock, mas é tudo misturado
Resenha - Believing Is Believing - Not Blood Paint
Por Roberto Rillo Bíscaro
Postado em 25 de julho de 2016
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Em 2008, quatro rapazes interessados em rock que conta histórias, investe na teatralidade e foge da fórmula verso-refrão-verso fundaram uma banda em Nova York. Influenciados por artistas como Frank Zappa, a fase gabriélica do Genesis, Tool, Devo, Gang Of Four, só para citar alguns que não mencionarei na resenha, George Frye e Joe Stratton (compartilhando vocais e guitarras), Mark Jaynes (baixo) e Seth Miller (bateria) forjaram sonoridade que pode agradar tanto a fãs do Ghost, Mike Patton ou de progressivo entendido como complexidade experimental sem necessariamente ser canção de 42 minutos de duração.
A coisa tem dado tão certo que o Not Blood Paint já chegou ao quinto álbum, lançado dia 17 de junho, modernamente financiado por campanha no Kickstarter. Believing Is Believing traz síntese que desagradará puristas rock remanescentes, ou rockistas, como aprendi em rara leitura de comentários em matérias internéticas.
Take Another Chance abre já botando rockistas para correr. Batidão discofunk intercala-se/coexiste com rock da costa oeste. Um dos pontos fortes do álbum são os vocais e aqui vai-se de imitação de falsete a ganidinho rock; Hercules And Love Affair encontra os Chili Peppers. Vocais ótimos e também profissionalmente harmonizados: ouça bluesy Erotic Love Mercy no fone de ouvido e confira 3 timbres de vozes invadindo sua cabeça ou Trial By Fire, que além das preciosas harmonias ainda se desenvolve por mutações. Começa como fosse experimental, mas logo vem clima popaço de acompanhar com o pezinho, mas é rock.
Alternância, fluidez, mutabilidade são características fundantes em Believing Is Believing, que pós-mdernamente não foca em nenhum subgênero. Play Nice vai de esparsa guitarra blues a muralha de som berrada, cujo drama Muse emenda-se com a próxima canção, I Am An Angel, que em clima de lôka Queen traz letra-bravata pseudo-satanista stoner: "you don’t know what I’m capable of/my agenda is beyond your comprehension." Claro que se tem Muse no cardápio, o ingrediente Radiohead não estaria ausente. One By One e Borderline trazem o hipnotismo de uma fase em que o cerebralismo não dominara por completo a música dos ingleses.
A safada historieta de The French Song, com seu sexo em sauna e policiais corruptíveis, liga o Not Paint Blod a outro cronista de Nova York, Lou Reed. Engraçado como mesmo obras da multiquebrada pós-modernidade seguem seus fios de tradição; não espanta a coexistência da disco music em banda cuja cidade-natal foi berço das discotecas. Continuidades na ruptura. Ou rupturas na continuidade?
Believing Is Believing está disponível para audição e compra no Bandcamp, onde você também escuta e adquire o resto da discografia:
https://notbloodpaint.bandcamp.com/
Tracklist
1.Take Another Chance 04:42
2.Play Nice 05:39
3.I am an Angel 03:30
4.Trial by Fire 05:03
5.Erotic Loving Mercy 03:53
6.One by One 05:49
7.Borderline 05:14
8.The French Song 06:39
9.Neighbor 04:28
10.Imbalance 06:36
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Bangers Open Air 2027 define data para anúncio do lineup completo
Metallica volta a tocar música que estava fora dos seus shows desde 2008
Aos 79 anos, Brian May (Queen) anuncia aposentadoria das turnês
O clássico absoluto do Metallica cuja introdução foi inspirada em uma música do Venom
10 discos de heavy metal lançados de 1970 a 1993 que são essenciais, segundo o CRH
A música de 1968 dos Beatles que é a pior de todos os tempos, segundo Regis Tadeu
"Não consigo mais fazer isso"; a cruel frase que Freddie Mercury disse a Brian May
Sepultura anuncia "The Last Ceremony", que será realizado no dia 5 de novembro
Filho de Chino Moreno (Deftones) sobe ao palco com o Soulfly
A banda de rock nacional dos anos 1980 que Lobão comparou com o Palhaço Carequinha
Phil Rudd, ex-AC/DC, causa acidente, é multado e falta à audiência na Nova Zelândia
"Human", do Death, foi uma vingança a dois ex-integrantes da banda
Fabio Lione debocha de fala de Felipe Andreoli: "Inventaram hiato para eu sair do Angra?"
Power Quest anuncia saída de vocalista que entrou no Dragonforce
O episódio que fez Léo Jaime e Cazuza se afastarem por anos: "Ele me xingava"
Cinco fatos reais do mundo do rock que poderiam ser brincadeiras de 1º de abril
Sammy Hagar sobre seu álbum favorito do Pink Floyd: "Eu ouvia religiosamente"
O verdadeiro motivo para a saída de Rodolfo da banda Raimundos
O Julgamento do Metal Clássico: Rock Justice impressiona na estreia com "You've Been Served"
Carach Angren - O horror dentro da caixa em "Dance and Laugh Amongst the Rotten"
Animals (1977) - quando o Pink FLoyd resolveu chamar todo mundo de bicho
Moonspell - A grandiosidade do Heavy Metal e da música erudita em "Opus Diabolicum"
Resenha: "Hard-Fi" - Rosa Tattooada (2026)
Depois da ressurreição, Marilyn Manson declara vingança em novo álbum
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Iron Maiden: Grata surpresa e despedida perfeita do gigante
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível



