Conception: True Norwegian... Prog Metal!

Resenha - Parallel Minds - Conception

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Por Vitor Sobreira
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Quando uma banda é muito boa, ou ela dura muitos anos, ou ela dura pouco, isso quando não aparece outra de qualidade inferior e consegue muito mais repercussão, sem mesmo ter o brilho e o merecimento da principal. Essa é uma realidade cruel, porém, se um grupo é importante para nós, e se suas músicas ainda puderem ser curtidas, é isso o que importa. E esse pensamento se aplica ao Conception, pois gostaria de presenciar mais lançamentos desta lendária banda. Acompanhe.

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Na época, apesar da Noruega ser um país com forte tradição no Black Metal, eis que surgiu esta banda, tocando um Power/Progressive Metal (muito mais Prog do que Power, mas mesmo assim, mesclando elementos de ambos os estilos) inspirado e cativante, que de longe se sente o cheiro da originalidade.

Querendo mostrar sua música ao mundo, conseguiram sustentar um nome forte por alguns bons anos, mas após o lançamento do álbum Flow, as coisas já não eram mais como no início, e colocaram fim em uma trajetória de conquistas e superação, com uma qualidade acima da média.

Paralell Minds é o segundo disco e trouxe um som (ainda mais) definido e diversificado, que deu a entender que a banda achara e acertara definitivamente seu caminho (apesar do primeiro álbum já mostrar bem isso). Talvez você não ache este grupo assim tão interessante, ou que o vocalista Roy (que mais tarde ajudaria a renovar o Kamelot) não canta(va) lá muito bem, as guitarras de Tore fenomenais, o baixo de Ingar bem manjado ou mesmo Arve um baterista digno de nota alta, mas ouvir este disco e não sentir ou perceber algo especial, seria uma tremenda injustiça. Mesmo gosto sendo gosto, é indiscutível a sofisticação (e ao mesmo tempo "simplicidade") de faixas tão marcantes como 'The Promisser', dona de um belo refrão, 'Water Confines' e sua entrada arrebatadora, o Prog viajante (mas consciente) na "épica" 'Soliloquy', a misteriosa e forte 'Roll the Fire' e a título 'Paralell Minds', que se reveza entre momentos mais quebrados, rápidos e muita melodia. É claro que as outras faixas também são ótimas, só citei estas pois considero como as melhores... Simplesmente de tirar o fôlego, pois chega a impressionar o clima verdadeiro e até 'místico' de um álbum tão bacana quanto este.

Se você, leitor paciente, ficar em dúvidas quanto a dar uma oportunidade a este trabalho, ou mesmo a esta saudosa banda formada nos domínios do Metal Negro, arrisque-se sem medo de errar, afinal de contas, nem só de Dream Theater pode viver o Prog Metal. Imperdível!!

Track List:
1 - Water Confines
2 - Roll the Fire
3 - And I Close My Eyes
4 - Silent Crying
5 - Parallel Minds
6 - Silver Shine
7 - My Decision
8 - The Promiser
9 - Wolf's Lair
10 - Soliloquy

Line Up:
Tore Østby - Guitars
Ingar Amlien - Bass
Arve Heimdal - Drums
Roy Khan - Vocals
(Hans Christian Gjestvang - Keyboards)

Lançamento: 1993 - Noise Records.




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Sobre Vitor Sobreira

Moro no interior de Minas Gerais e curto de tudo um pouco dentro do maravilhoso mundo da música pesada, além de não dispensar também uma boa leitura, filmes e algumas séries. Mesmo não sendo um profissional da escrita, tenho como objetivos produzir textos simples e honestos, principalmente na forma de resenhas, apresentando e relembrando aos ouvintes, bandas e discos de várias ramificações do Metal/Heavy Rock, muitos dos quais, esquecidos e obscuros.

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