Blur: Não é o melhor trabalho, mas traz muitas novidades

Resenha - Magic Whip - Blur

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Por Tiago Colombelli
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Nunca fui um grande fã da cena Britpop, que lançou grandes bandas do cenário Inglês para o mundo como Oasis, Happy Mondays , Supergrass, Pulp, entre outras. Mas uma banda que sempre me chamou a atenção foi o Blur, conheci através do sucesso radiofônico de "Song 2" mas foi na compra de uma coletânea (que foi lançada logo depois do hiato da banda em 2003) que comecei a escutar incessantemente.

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O último álbum lançado não me empolgou tanto (e convenhamos, demorou demais lançar algo novo, já que Think Tank foi lançado em 2003!) Mas bateu uma curiosidade ainda mais porque foi gravado em Hong Kong e a capa enigmática do álbum também traz a tônica que o disco é.

Já a primeira faixa "Lonesome Street" soa como as canções que estão em Parklife, álbum de maior sucesso do grupo, é um rock animado e traz a identidade da banda para o ouvinte. Já a faixa seguinte, "New World Towers" traz o experimentalismo que a banda faz nesse novo trabalho. "Go Out" é a um rock grudento com refrão fácil e uma guitarra suja.

"Thought I Was a Spaceman" e "I Broadcast" mostra o tom que The Magic Whip é, o primeiro um som de experimentação, trazendo a influência do Gorillaz (banda paralela do vocalista, Damon Albarn) já a segunda traz elementos de Hong Kong com sintetizadores que lembram as trilhas sonoras dos jogos de 16 bits.

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A melódica "My Terracotta Heart" quebra o ritmo do álbum (de novo!) mais por um bom motivo, pois é a melhor música desse álbum, "There Are Too Many Of Us", "Ghost Ship" até as duas últimas músicas são de um clima oriental, de um experimentalismo que ficou um pouco exacerbado.

Não é o melhor trabalho do Blur, mas traz muitas novidades para a continuação da carreira da banda que já tem seus 25 anos. Para os fãs é um sopro de novidade, para o rock não tanto.


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