Children Of Bodom: A mesma essência dos álbuns anteriores
Resenha - I Worship Chaos - Children Of Bodom
Por Gisela Cardoso
Postado em 24 de setembro de 2015
Já dois anos após o lançamento do bem sucedido "Halo Of Blood", o Children Of Bodom chega agora, em outubro, com seu mais novo álbum, intitulado "I Worship Chaos". Mas, desta vez, o grupo de Espoo se apresenta como um quarteto em seu registro.
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Três dias antes da banda entrar em estúdio, o guitarrista Roope Latvala - que vem acompanhando o Children Of Bodom desde 2003 -, foi demitido do grupo, sendo Alexi Laiho o responsável, então, por gravar todas as guitarras de "I Worship Chaos". Mas, certamente, tal responsabilidade nem deve ter chegado perto de ser um desafio para a versatilidade do frontman.

Em "I Worship Chaos", o Children Of Bodom traz a mesma essência que vem investindo em seus álbuns anteriores, mais precisamente no anterior "Halo Of Blood" (2013) - ou seja, a banda segue praticamente o mesmo direcionamento, não optando em trazer inovações "mais gritantes".
Em outras palavras, a fórmula continua a mesma: músicas bem dinâmicas, um cuidadoso equilíbrio entre peso e melodia, velocidade também na medida certa, e riffs e solos de guitarra sempre cativantes e em destaques. Os teclados de Janne Wirman, como sempre, vão muito além de serem simplesmente o pano de fundo das composições, constituindo uma excelente base harmônica, mas também sendo peças fundamentais no estilo identitário da banda - e, como de costume, trava belos duelos com as guitarras de Laiho (um bom exemplo está na faixa "Horns"). Assim sendo, presume-se que "I Worship Chaos" seja aquele tipo álbum que agrada os fãs da velha guarda, como também os apreciadores da fase mais recente da banda.

Dotado de certa pintada nostálgica de seus álbuns mais antigos, especialmente o "Hate Crew Deathroll" (2003), "I Worship Chaos" possui também uma pegada Thrash Metal - principalmente no que se refere ao peso presente na obra -, distanciando-se um pouco daquela atmosfera "mais sombria" contida no disco anterior. Além disso, as influências neoclássicas de Alexi Laiho ainda estão em evidência, principalmente no que diz respeito a seus riffs.
"I Worship Chaos" já começa com a avassaladora "I Hurt", e mais posteriormente, surge um dos maiores destaques do álbum, a faixa "Morrigan", que havia sido disponibilizada anteriormente como single, sendo dotada de riffs bem marcantes, além de uma melodia bem encorpada. Outro marco é a música "Horns", sendo uma das mais pesadas e velozes do disco, trazendo os furiosos blast beats de Jaska Raatikainen. Em seguida, a "Prayer For The Afflicted" se destaca por ser mais diferenciada, dotada de um belo som de órgão no início, e com um andamento mais lento, gerando um clima mais sombrio nesta parte do álbum.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | A faixa-título também possui ótimos riffs e solos de teclado. Já a "Hold Your Tongue" e "Suicide Bomber" são mais cadenciadas, em que é possível conferir as típicas batalhas de solos entre guitarras e teclados. A "All For Nothing", assim como a "Prayer For The Afflicted", também possui um andamento lento, destacando principalmente os teclados, tratando-se praticamente de uma balada. Por fim, o Children Of Bodom fecha o álbum com a "Widdershins": uma faixa com uma sonoridade bem já típica da banda.
E para não perder o costume, o Children Of Bodom ainda traz suas versões covers, como faixas bônus, de "Mistress Of Taboo" (contando com a participação especial do vocalista Wednesday 13 e Kim Dylla, a ex-Vulvatron do Gwar), da Plasmatics; "Danger Zone", de Kenny Loggins, e conhecida por fazer parte da memorável trilha sonora do filme "Top Gun"; e "Black Winter Day", de seus conterrâneos do Amorphis.

"I Worship Chaos", em linhas gerais, certamente entrará para a lista dos maiores álbuns de sucesso do Children Of Bodom. Apesar do grupo não optar por grandes mudanças em sua sonoridade, "I Worship Chaos" é um álbum que poderá agradar ambos os gostos, deixando ali a sua essência praticamente intacta. Agora em uma nova fase de sua carreira, a banda prova que ainda é possível investir fielmente na criação de sua própria identidade dentro do gênero Melodic Death Metal.
"I Worship Chaos" será lançado oficialmente em 2 de outubro, através da Nuclear Blast Records.

Tracklist:
01. I Hurt
02. My Bodom (I Am The Only One)
03. Morrigan
04. Horns
05. Prayer For The Afflicted
06. I Worship Chaos
07. Hold Your Tongue
08. Suicide Bomber
09. All for Nothing
10. Widdershins
Faixas bônus:
11. Mistress Of Taboo (PLASMATICS cover)
12. Danger Zone (KENNY LOGGINS cover)
13. Black Winter Day (AMORPHIS cover)
Lineup:
Alexi Laiho - vocal/guitarra
Janne Wirman - teclados
Henkka Seppälä - baixo
Jaska Raatikainen - bateria

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