Fear Factory: A máquina está de volta e sedenta por destruição!
Resenha - Genexus - Fear Factory
Por David Torres
Postado em 25 de agosto de 2015
Depois de um hiato de três anos após o lançamento de "The Industrialist" (2012), os californianos do Fear Factory retornam com mais um petardo digno de aplausos, "Genexus", o nono álbum de estúdio da banda, lançado no dia 07 de agosto, através da Nuclear Blast America. Sua ilustração de capa é belíssima e mantém o mesmo estilo utilizado pela banda há anos. A arte foi concebida pelo artista norte-americano Anthony Clarkson, que já havia ilustrado as capas dos dois álbuns antecessores do grupo, além de já ter desenvolvido capas para nomes como Blind Guardian, Legion of the Damned, Vital Remains e Hipocrisy. Contando com uma vistosa produção proporcionada pelo aclamado músico e produtor Andy Sneap, essa nova entrega de estúdio do grupo resgata todo o peso e criatividade empregado pelos músicos anteriormente, por isso, caro leitor, tenha certeza disso: a máquina retornou e sua sede por destruição continua!
Uma introdução progressiva e envolvente apresenta "Autonomous Combat System", a faixa de abertura do trabalho. Assim que a banda entra em cena, descobrimos que o poder de fogo dos músicos continua intacto. Os "riffs" do monstro californiano que atende pelo nome de Dino Cazares permanecem tão mortíferos como antes e Burton C. Bell continua com um vocal poderoso, alternando de trechos urrados para outros cantados de forma suave e melódica, tudo executado de forma perfeitamente natural. Uma grande surpresa desse novo trabalho é a estreia do baterista Mike Heller. Heller é um professor de bateria nova-iorquino que atualmente toca nas bandas Malignancy, Control/Resist e Azure Emote. O músico demonstra um entrosamento formidável e absolutamente invejável já na primeira e truculenta faixa do disco. Trazendo um "groove" matador, surge "Anodized", uma típica composição do Fear Factory, brindando os ouvintes com palhetadas diretas e precisas, passagens bastante atmosféricas e um refrão grudento e de fácil assimilação.
Na sequência, é a vez de "Dielectric", um dos "singles" de "Genexus" e a primeira faixa do álbum a ganhar um videoclipe promocional. A música se inicia com uma introdução crescente e climática que rapidamente conduz o ouvinte a mais uma avalanche de "riffs" pesadíssimos e sufocantes. O refrão é um espetáculo a parte, como sempre! Grudento e viciante! A voz de Burton rasga os alto-falantes e apresenta outro "single", "Soul Hacker", a quarta composição do álbum. Dona de um "groove" contagiante e destruidor, a faixa capta bastante a fase clássica da banda e é um dos grandes destaques desse novo trabalho. Certamente irá agradar os fãs de longa data da banda!
Mais um "single" esmagador dá continuidade ao trabalho. "Protomech" não deixa pedra sobre pedra e traz ainda mais peso e melodia aliados sabiamente. No final, ainda há a inserção de um piano, o que remete um pouco a "Zero Signal", faixa do clássico "Demanufacture" (1995). Em poucas palavras, outra grande faixa! Um início criativo, futurístico e atmosférico apresenta a faixa título, "Genexus". O peso aqui presente é estarrecedor e sobrenatural e as alterações vocais novamente conduzem o ouvinte a uma viagem musical fantástica. Outra abertura completamente "Sci-Fi" registra o início de "Church of Execution", uma composição balanceada e recheada de peso, mantendo o mesmo pique das faixas anteriores.
"Regenerate" é a oitava faixa do disco. Nela não falta peso e nem passagens vocais memoráveis... Para variar! Tudo é conduzido com maestria e precisão incisiva, jamais desapontando por um segundo sequer. Há sentimento em cada acorde e nota, o que faz toda a diferença no produto final. O álbum prossegue com "Battle for Utopia". "Riffs" nervosos, linhas de bateria devastadoras e vocais impecáveis fazem dela outra faixa excelente. O final desse trabalho de estúdio fica reservado para "Expiration Date", uma típica canção melódica e atmosférica da banda. Burton desfila o seu estilo suave de cantar de forma exímia, como sempre, assim como os músicos, que o acompanham em perfeita sintonia, encerrando essa obra com perfeição!
O ano de 2015 está trazendo diversos grandes lançamentos, tanto de nomes consagrados do Metal mundial como do cenário Underground e "Genexus", do Fear Factory se enquadra perfeitamente na lista interminável de bons lançamentos desse ano. Trata-se de um deslumbrante retorno dos norte-americanos e merece ser conferido por todos os apreciadores diversas vezes!
Escrito por David Torres
01. Autonomous Combat System
02. Anodized
03. Dielectric
04. Soul Hacker
05. Protomech
06. Genexus
07. Church of Execution
08. Regenerate
09. Battle for Utopia
10. Expiration Date
Burton C. Bell (Vocal)
Dino Cazares (Guitarra/Baixo)
Mike Heller (Bateria)
Músico Convidado:
Deen Castronovo (Bateria)
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