Circa Survive: O progressivo indie de "Blue Skye Noise"
Resenha - Blue Sky Noise - Circa Survive
Por Ricardo Pagliaro Thomaz
Postado em 20 de julho de 2015
Nota: 10 ![]()
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Foi por acidente que eu acabei descobrindo o Circa Survive, banda americana formada em 2004. E desde que começou, a banda vem lançando um material incrível. Eu por acaso estava em um website em 2014 apenas esperando para ver notícias sobre o disco Jealous Gods, do Poets of the Fall, quando de repente eu vi esse nome, não me recordo agora qual site foi, mas me chamou a atenção e fui pesquisar. Acabei achando o álbum Violent Waves de 2012 do qual até já falei por aqui e me apaixonei por aquele som de imediato. O próximo passo que eu daria era pesquisar a discografia anterior da banda, e eis que descobri este álbum maravilhoso chamado Blue Sky Noise.
Logo de cara percebi que o disco foi lançado através da gravadora Atlantic Records, o que também me chamou a atenção, justamente pelo status e pelo histórico da Atlantic que já lançou lendas como Led Zeppelin, Rolling Stones, Otis Redding e muitos outros. Não por acaso, o disco ainda é considerado como o melhor trabalho que o Circa Survive já lançou até agora.
O álbum que contém 12 faixas, tem uma arte gráfica belíssima, emblemática, que já nos captura de imediato, parece algo semelhante a São Jorge, mas eu creio que não seja esse o significado. O cavalo com asas e sem cabeça também é algo desconcertante, uma belíssima ilustração do artista plástico Esao Andrews.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
O disco representa uma ruptura sonora em relação ao Rock experimental que praticavam nos discos anteriores, Juturna (2005) e On Letting Go (2007), e já aponta um caminho um pouco mais indie, digamos um progressivo indie, como gosto de me referir ao som deles, algo semelhante ao som do Radiohead ou do Deftones, apesar do som da banda ter muita cara de Rush também, embora até onde eu sei eles nunca tenham admitido isso.
Os destaques do disco ficam por conta da excelente faixa de abertura "Strange Terrain", em que o disco já abre em grande escala, em uma abertura agitada e com muita animação. "Get Out" também possui passagens ótimas, é mais arrastada, mas sensacional. "Glass Arrows" e a minha favorita do disco, não só por causa da energia que a faixa passa e do excelente trabalho vocal, mas também pelas quebradeiras que a faixa tem, o progressivo aqui entra em alto relevo e se destaca com o trabalho monumental de bateria que tem.
A próxima, "I Felt Free" já tem aquele toque de balada, mas não é bem uma balada, é um pouco mais devagar, mas a banda ainda mantém o peso instrumental. "Outra grande favorita minha é "Imaginary Enemy", que não em quebradeira, mas tem um trabalho instrumental impressionante; a balada "Frozen Creek" também merece destaque aqui pela sua grande beleza harmônica e mais um grande trabalho do grupo. Aliás, algo que eu não destaquei aqui ainda em relação ao grupo são as letras, e a balada "Spirit Of The Stairwell" com sua letra triste e melancólica de paixões e perdas, indicando até mesmo uma perda da inocência é o momento exato para destacar essa beleza poética do grupo. Para finalizar os destaques, o disco fecha com a ótima "Dyed In The Wool", que termina um excelente trabalho.
Há versões diferentes do disco, esta é a versão normal. Tanto a versão Deluxe quanto a disponível pela rede iTunes contém versões acústicas das músicas do álbum, mas a que eu acho mais interessante é a ShockHound Deluxe Edition, que vem com uma bonita demo extra, "Airplane Dance", algo bem próximo do som do Radiohead. Aqui neste álbum, o Circa Survive atinge, segundo os fãs de forma geral, uma beleza inigualável, que a banda não atingiu em seus outros discos. Na minha sincera opinião, é um disco realmente maravilhoso, mas eu sempre vou ficar entre ele e Violent Waves, não consigo estabelecer um desses dois como o meu favorito. Independente disso, eu recomendo muito que você vá atrás do som do Circa Survive, uma banda sensacional e que espero ainda que tenha vida muito longa.
Blue Sky Noise (2010)
(Circa Survive)
Tracklist:
01. Strange Terrain
02. Get Out
03. Glass Arrows
04. I Felt Free
05. Imaginary Enemy
06. Through the Desert Alone
07. Frozen Creek
08. Fever Dreams
09. Spirit of the Stairwell
10. The Longest Mile
11. Compendium
12. Dyed in the Wool
Selo: Atlantic Records
Circa Survive é:
Anthony Green: voz
Brendan Ekstrom: guitarra
Colin Frangicetto: guitarra rítmica
Nick Beard: baixo
Steve Clifford: bateria, percussão
Discografia:
- Descensus (2014)
- Violent Waves (2012)
- Blue Sky Noise (2010)
- On Letting Go (2007)
- Juturna (2005)
Site oficial:
http://www.circasurvive.com
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